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Main Facts (1)

por desvela, em 31.10.10
First thing: Common Sense
... to believe or not the Official "Columbus" Version?
Official dates for the discoveries (1434-1500)

Official facts:
1434-1488: Hundreds of navigations, first lead by Prince Henry "the Navigator" arrive to Sierra Leone, then lead by King John II, arrive at Congo, and at most at Cape of Good Hope (South Africa). Not a single voyage to the west... excluding the regular voyages to Azores (<1432), in the middle Atlantic.
1492 - A single voyage lead by Columbus, from Cadis arrives at the Antilles.
1498 - A single voyage lead by Gama, from Lisbon arrives at India.
1500 - A single voyage lead by Cabral, from Lisbon arrives at Brazil.
1500 - A single voyage lead by Corte-Real arrives at Greenland and Newfoundland/Labrador.

After the Tordesillas Treaty (1494), when the Pope divided the world between Portugal and Spain, King Manuel set the limits of his Hemisphere - on the north: Greenland/Labrador, on the south: Brazil, on the east: India. When he took power within 3 years (1498-1500) he uncovered... say "discovered", his part of the deal.

Why? - well, of course... the main stream version:
- People believed that the Earth was flat... of course, and surely they were falling while crossing the Equator, while Columbus was still a child. They were then enlightened by Columbus... LOL!
- The main stream version is quite nice as a joke like "Columbus egg" - it is so obviously false, but people are lead to believe in what they are told.

Why are we led to a wrong version? - don't ask me, although I have my answers (which are not nice)!

Map of the discoveries/possessions in 1515
King Manuel with Almeida and Albuquerque set the Indian Ocean as a Portuguese ocean, expelling the turkish domination and arrived to China (1515). At the same time the turks were invading eastern Europe, assaulting the fleets in the Mediterranean sea, the Portuguese were menacing Mecca, and conquered Suez.
The spanish Emperor Charles V was consolidating a considerable small domination in the Mexican Gulf, while the portuguese were establishing the biggest naval domination in History, as we may see in this map:
Discoveries until 1515. Portuguese (blue dots), Spanish (yellow dots).

Despite the portuguese arrival at Timor in 1514, Australia was only discovered by Cook in 1770... of course! - It makes a lot of sense, and all those that tried to prove otherwise had some trouble in publishing the proofs.

Well, since (almost) all maps before 1500 disapeared, it is time to present some main contradictions that have been left behind. 

1. Turning a Reinel Map (1485)
Reinel's map of 1485 was found in a library in France, only in 1960. Some people tried to date it after 1500, however there is Moorish flag in Granada, that only fell in Spanish hands in 1492, the year Columbus departed... This is only inconvenient if you turn the map around, since you might see a nice Central America contour, some years before Columbus voyage...
Surely this is just a remarkable coincidence... as this knowledge would only be possible according to the official version, until at least 50 years after. Is it so?

2. Map of part of America - João de Lisboa (died 1525)
In a partial map of central/south America, João de Lisboa decided to put some Portuguese (and moorish) flags in Peru/Colombia... however since the spanish Pizarro expedition to the Incas occurred in 1529-32, this is also an inconvenient map. Despite the book where these maps are, called "Livro de Marinharia", was signed by João de Lisboa saying "made in 1514", the official cartography dates this as 1560... after the author was dead! Even so, this does not justify Portuguese or Moor castle in the Incas territory. 
A map by João de Lisboa, in a book signed 1514.
(magenta squares show the portuguese/moor flag castles)

This is also a complementary proof to the Duchess Medina-Sidonia theory that the Moors were sailing to America before the Spanish... This was presented in the 500 anniversary of Columbus arrival, but kept aside from the general public! We believe that a Portuguese castle was the Castle of Saint George of the Mine - confusing itself with a similar name of a fortress in Africa. This was a general strategy - mixing african and american names.

3. Map of the World - João de Lisboa (died 1525)
In the same book by João de Lisboa, we find a remarkable world map:
World map by João de Lisboa, in a book signed 1514.
(yellow triangle is to be skipped and glued by the blue line spots)

Even if we accept the 1560 official date, this maps shows a very good world map, superior to most maps until Cook (1770). It has a contour of the western part of North America, that was "not allowed" after 1600... the contour does not close America to Asia, assuming an opening at the Bering Strait (Bering was born in 1680).
This map could never been dated to 1514, because it also shows the Magellan Strait, only crossed in 1521, and Japan, only uncovered in 1543. Unlike any other map around 1560 it does not mention the Magellan Strait, only the Cape of Good Hope... this is now justified, also Galvão (a portuguese hero of the XVI century) reports there were maps signaling Magellan Strait around 1428 - at that time it was called Dragon Cola (Dragon's Tail).
Furthermore, all small flags in this map are perfectly justified in a 1514 map, but not afterwards - for instance, Albuquerque conquests of 1515, in the Arabian peninsula, are not signaled.

(... to be continued)

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publicado às 23:25


Matusalém e Santarém

por desvela, em 30.10.10
No blog Portugalliae, há mais de um ano, foi evidenciada a complexidade da cerâmica encontrada na Civilização de Santarém (no Brasil) e Alter-do-Chão (também no Brasil...). José Manuel indicou ainda um artigo do Science Daily que revela as surpresas dessa Terra Preta do Índio.

Regressemos a Santarém, mas em Portugal...
Em vários blogs escabilitanos encontramos a chamada "Lenda de Abidis" (por exemplo, aqui ou aqui), em que se fala do Rei Gorgoris (que teria o cognome Melícola, por ter recebido dos deuses o segredo do mel), da sua filha Calipso e do filho que esta teve com Ulisses de Ítaca. Esse filho era Abidis, recolhido por uma loba (ou cerva), num local onde aí  fundou a cidade Esca-Abidis (manjar de Abidis), de onde viria o nome romano Scabili-castrum (castelo de Abidis). A variação e contracção faz-se de abidis para habilis. É ainda interessante a semelhança do mito de Abidis com a história de Rómulo e Remo, também alimentados por uma loba. Já aqui falámos dessa tradição mítica nacional associada a Noé e a Tubal, que fazia parte de qualquer história nacional, até ao século XVIII, e depois de Alexandre Herculano nem tão pouco sobreviveu como mito.

No entanto, esta Esca-Abidis acabou por permanecer Santarém.
Não longe de Santarém, há antigos registos romanos que situam Matusarum ou Matusalum
Não se chamava Matusalém, mas sim Matusarum... Duarte Nunes de Lião (séc. XVI) na sua Orthographia explica esta subtileza... os portugueses consideravam mais másculo o som do "R" em vez do "L", e por isso ao contrário de várias línguas, fizemos variações em que desapareceu o L: - em vez de "doblar" passou a "dobrar", "plaga" passou a "praga", etc... (pag.26 da Orthographia).
Fica aqui notada essa existência romana de Matusarum, próximo de Ponte de Sôr, num local que será agora Foros do Arrão, perto da barragem de Montargil. Prosseguindo na mesma direcção encontramos Alter do Chão, a portuguesa... a chamada terra do cavalo lusitano.

Matusalém seria, de acordo com o Genesis, o homem com maior longevidade, filho de Enoque e avô de Noé, o ano da sua morte teria coincidido com o Dilúvio.

Mais uma vez vamos encontrar o registo mítico bíblico associado à Hispânia, neste caso próximo de Santarém. Cidade que contava com uma especial atenção real, na época dos descobrimentos, nomeadamente por D. João II, e que é bem conhecida pelas suas Portas do Sol, viradas a nascente.
Santarém - Portas do Sol
É claro que as muralhas existentes no parque das Portas do Sol são bem mais recentes que outras Portas do Sol, como a de Tiahuanaco, ou tantas outras notáveis civilizações americanas pré-colombianas...
Tiahuanaco - Porta do Sol
No entanto, não deixa de ser interessante ter-se mantido este conjunto de mitos, e associações, numa cidade situada numa colina sobre um Rio Tejo navegável.

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publicado às 19:24


Centum Cellas (por Calisto)

por desvela, em 30.10.10
A propósito de Egitânia, é de recordar o texto sobre Centum Cellas num antigo comentário por Calisto, que deveria ter aparecido como post na altura, ilustrado com algumas figuras.
Torre de Centum Cellas
Sobre Centum Cellas vou tentar ser sucinto. Das poucas escavações que por lá se fizeram (presumo que Aurélio Ricardo Belo), é de registar um pote de barro com ossos de criança calcinados.


Sem avançar nas explicações técnicas a existência de rasgos para encaixe de aros nas 3 janelas cimeiras que dizem respeito a um terceiro andar levam a colocar fora de dúvida a adaptação do edifício primitivo, a funções diferentes daquelas para que foi construido.


Origem de enormes furos que atravessam as paredes laterais e a do fundo, que alguns autores tomam como portas pode-se prender com a lenda da existência de um boi de ouro enterrado...logo andaram uns poucos à procura do dito boi.


As ruinas situam-se a 11km em linha recta do cabeço das Fráguas.
 
Inscrições em Cabeço das Fráguas


A zona tem possantes jazigos de cassiterite, e o Zêzere descrevia uma curva de maior amplitude do que aquela que agora descreve "(...) recebia a ribeira da Gaia no sítio dos Catraios, em frente a Centum Cellas (...)"


Edifício composto de um nucleo com anexos ligados às paredes laterais. Núcleo tinha 2 pavimentos os anexos 1. A planta do conjunto é rectangular e este era absolutamente simétrico a 1 plano axial.
Fachada principal virada para o nascer do sol nos maiores dias do ano.


Nas ombreiras de todas as portas do R/ch, há rasgos horizontais, junto das vergas, onde se encaixavam os tabuões. As portas giravam sobre 2 espigões fixos. Rasgos semelhantes existem nas ombreiras de vão de portas de certos templos do antigo Egipto.
Ignora-se o significado das 3 janelas rectangulares e desiguais (vê-se na foto que incluiu no artigo) que assentam nas vergas das portas exteriores, em Efeso a pia baptismal tem um grupo de 3 rectângulos que dizem ser símbolo da trindade...
Éfeso: pia baptismal
De acordo com o autor, Vitrúvio não aplicou a secção dourada e não refere na sua obra Arquitectura, se a conheceu, guardou segredo.
Das relações geométricas, vou deixar 2 ou 3 apontamentos para não me tornar muito extenso.
  • Sala do 2º pavimento (abrangia totalmente o 2º pavimento e cujs aberturas davam para uma varanda que a contornava, provavelmente o motivo principal do edifício). Parede (que se vê) que fica à esquerda na foto, composta de porta pequena, janela, porta grande, janela, porta pequena. Portas menor dimensão: a relação entre as 2 dimensões (altura, largura)é a dimensão da planta do partenon (rectangulo do partenon), a razão entre a diagonal e o segmento que une um dos vértices ao ponto médio do lado maior, oposto, é igual ao número de ouro.
  • A parede de topo que aparece na foto de frente (1 porta de maior dimensão ladeada por 2 janelas que parecem quadradas):o arquitecto procurou inscrever 2 secções douradas, justapostas pelos lados menores, num rectangulo de comprimento igual à largura da sala e altura igual à distancia que vai do pavimento às vergas da janela, a mesma em 12 vãos da sala. Porem para manter a medida de 2,18m e conservar a razão entre as 2 dimensões da secção dourada perfeita, o arquitecto foi obrigado a aumentar ligeiramente o lado maior destas. Assim este lado ultrapassa, de perto em 11mm , a metade da largura da sala. Na grande piramide de Gizé existe um corredor com 2,18m de altura. Mero acaso?
Tudo o que escrevi (e muitas mais relações, realmente impressionante) encontra-se no livro que referi, o que achei notável e fascinante foram as relações arquitectónicas/geométricas que o autor encontrou. Desculpe a extensão, mas foi a forma que encontrei para mostrar que as relações realmente existem.


Autor: Calisto (texto em comentário sobre Brito Bluteau, com algumas ilustrações incorporadas)

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publicado às 18:16


Matusalém e Santarém

por desvela, em 30.10.10
No blog Portugalliae, há mais de um ano, foi evidenciada a complexidade da cerâmica encontrada na Civilização de Santarém (no Brasil) e Alter-do-Chão (também no Brasil...). José Manuel indicou ainda um artigo do Science Daily que revela as surpresas dessa Terra Preta do Índio.

Regressemos a Santarém, mas em Portugal...
Em vários blogs escabilitanos encontramos a chamada "Lenda de Abidis" (por exemplo, aqui ou aqui), em que se fala do Rei Gorgoris (que teria o cognome Melícola, por ter recebido dos deuses o segredo do mel), da sua filha Calipso e do filho que esta teve com Ulisses de Ítaca. Esse filho era Abidis, recolhido por uma loba (ou cerva), num local onde aí  fundou a cidade Esca-Abidis (manjar de Abidis), de onde viria o nome romano Scabili-castrum (castelo de Abidis). A variação e contracção faz-se de abidis para habilis. É ainda interessante a semelhança do mito de Abidis com a história de Rómulo e Remo, também alimentados por uma loba. Já aqui falámos dessa tradição mítica nacional associada a Noé e a Tubal, que fazia parte de qualquer história nacional, até ao século XVIII, e depois de Alexandre Herculano nem tão pouco sobreviveu como mito.

No entanto, esta Esca-Abidis acabou por permanecer Santarém.
Não longe de Santarém, há antigos registos romanos que situam Matusarum ou Matusalum
Não se chamava Matusalém, mas sim Matusarum... Duarte Nunes de Lião (séc. XVI) na sua Orthographia explica esta subtileza... os portugueses consideravam mais másculo o som do "R" em vez do "L", e por isso ao contrário de várias línguas, fizemos variações em que desapareceu o L: - em vez de "doblar" passou a "dobrar", "plaga" passou a "praga", etc... (pag.26 da Orthographia).
Fica aqui notada essa existência romana de Matusarum, próximo de Ponte de Sôr, num local que será agora Foros do Arrão, perto da barragem de Montargil. Prosseguindo na mesma direcção encontramos Alter do Chão, a portuguesa... a chamada terra do cavalo lusitano.

Matusalém seria, de acordo com o Genesis, o homem com maior longevidade, filho de Enoque e avô de Noé, o ano da sua morte teria coincidido com o Dilúvio.

Mais uma vez vamos encontrar o registo mítico bíblico associado à Hispânia, neste caso próximo de Santarém. Cidade que contava com uma especial atenção real, na época dos descobrimentos, nomeadamente por D. João II, e que é bem conhecida pelas suas Portas do Sol, viradas a nascente.
Santarém - Portas do Sol
É claro que as muralhas existentes no parque das Portas do Sol são bem mais recentes que outras Portas do Sol, como a de Tiahuanaco, ou tantas outras notáveis civilizações americanas pré-colombianas...
Tiahuanaco - Porta do Sol
No entanto, não deixa de ser interessante ter-se mantido este conjunto de mitos, e associações, numa cidade situada numa colina sobre um Rio Tejo navegável.

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publicado às 11:24


Centum Cellas (por Calisto)

por desvela, em 30.10.10
A propósito de Egitânia, é de recordar o texto sobre Centum Cellas num antigo comentário por Calisto, que deveria ter aparecido como post na altura, ilustrado com algumas figuras.
Torre de Centum Cellas
Sobre Centum Cellas vou tentar ser sucinto. Das poucas escavações que por lá se fizeram (presumo que Aurélio Ricardo Belo), é de registar um pote de barro com ossos de criança calcinados.


Sem avançar nas explicações técnicas a existência de rasgos para encaixe de aros nas 3 janelas cimeiras que dizem respeito a um terceiro andar levam a colocar fora de dúvida a adaptação do edifício primitivo, a funções diferentes daquelas para que foi construido.


Origem de enormes furos que atravessam as paredes laterais e a do fundo, que alguns autores tomam como portas pode-se prender com a lenda da existência de um boi de ouro enterrado...logo andaram uns poucos à procura do dito boi.


As ruinas situam-se a 11km em linha recta do cabeço das Fráguas.
 
Inscrições em Cabeço das Fráguas


A zona tem possantes jazigos de cassiterite, e o Zêzere descrevia uma curva de maior amplitude do que aquela que agora descreve "(...) recebia a ribeira da Gaia no sítio dos Catraios, em frente a Centum Cellas (...)"


Edifício composto de um nucleo com anexos ligados às paredes laterais. Núcleo tinha 2 pavimentos os anexos 1. A planta do conjunto é rectangular e este era absolutamente simétrico a 1 plano axial.
Fachada principal virada para o nascer do sol nos maiores dias do ano.


Nas ombreiras de todas as portas do R/ch, há rasgos horizontais, junto das vergas, onde se encaixavam os tabuões. As portas giravam sobre 2 espigões fixos. Rasgos semelhantes existem nas ombreiras de vão de portas de certos templos do antigo Egipto.
Ignora-se o significado das 3 janelas rectangulares e desiguais (vê-se na foto que incluiu no artigo) que assentam nas vergas das portas exteriores, em Efeso a pia baptismal tem um grupo de 3 rectângulos que dizem ser símbolo da trindade...
Éfeso: pia baptismal
De acordo com o autor, Vitrúvio não aplicou a secção dourada e não refere na sua obra Arquitectura, se a conheceu, guardou segredo.
Das relações geométricas, vou deixar 2 ou 3 apontamentos para não me tornar muito extenso.
  • Sala do 2º pavimento (abrangia totalmente o 2º pavimento e cujs aberturas davam para uma varanda que a contornava, provavelmente o motivo principal do edifício). Parede (que se vê) que fica à esquerda na foto, composta de porta pequena, janela, porta grande, janela, porta pequena. Portas menor dimensão: a relação entre as 2 dimensões (altura, largura)é a dimensão da planta do partenon (rectangulo do partenon), a razão entre a diagonal e o segmento que une um dos vértices ao ponto médio do lado maior, oposto, é igual ao número de ouro.
  • A parede de topo que aparece na foto de frente (1 porta de maior dimensão ladeada por 2 janelas que parecem quadradas):o arquitecto procurou inscrever 2 secções douradas, justapostas pelos lados menores, num rectangulo de comprimento igual à largura da sala e altura igual à distancia que vai do pavimento às vergas da janela, a mesma em 12 vãos da sala. Porem para manter a medida de 2,18m e conservar a razão entre as 2 dimensões da secção dourada perfeita, o arquitecto foi obrigado a aumentar ligeiramente o lado maior destas. Assim este lado ultrapassa, de perto em 11mm , a metade da largura da sala. Na grande piramide de Gizé existe um corredor com 2,18m de altura. Mero acaso?
Tudo o que escrevi (e muitas mais relações, realmente impressionante) encontra-se no livro que referi, o que achei notável e fascinante foram as relações arquitectónicas/geométricas que o autor encontrou. Desculpe a extensão, mas foi a forma que encontrei para mostrar que as relações realmente existem.


Autor: Calisto (texto em comentário sobre Brito Bluteau, com algumas ilustrações incorporadas)

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publicado às 10:16


Egitânia

por desvela, em 24.10.10
Egitânia era o nome dado pelos suevos e visigodos à população de Idanha, significativamente diferente do que permaneceu, e ainda do romano Civitas Igaeditanorum. O novo acordo ortográfico tem destas surpresas no sentido oposto ao objectivo de perder ligação às raízes das palavras...
Agora devemos escrever Egito, e se Lusitânia deriva de Luso, pois Egitânia parece agora derivar de Egito...
Surge este texto a propósito do comentário[de Maria da Fonte] que fala do achado de um escaravelho egípcio numa escavação arqueológica romana em Alcácer do Sal, da época do faraó Pasmético (sec. VII a.C).
Pode sempre dizer-se que se tratou de uma peça trazida do Egipto, na altura romana... sabendo-se que encontrar o obelisco na Place Concorde também não significa que os egípcios tenham estado em Paris. Aliás, pela mesma ordem de ideias, encontrar as pirâmides no Egipto, também não significa que tenham sido feitas pelos egípicios... poderiam apenas ter sido transportadas (afinal, as pedras nem são originárias das redondezas).
Quando falamos de registos históricos, temos que guardar a devida distância de certezas...

Voltando a Egitânia, na Idanha portuguesa, encontramos alguns registos interessantes.
Estão a céu aberto algumas inscrições em pedras significativas:

umas parecerão mais romanas que outras... mas é já de alguma forma habitual o pouco cuidado que se tem na preservação destes registos. É significativo o registo monumental, de várias origens em Idanha, incluindo uma igreja visigótica que parece ter tido várias fases de construção. Várias fotos interessantes podem ser encontradas, e incluem uma estrada antiga (romana... certamente, como é suposto serem todas as estradas antigas!), uma denominada "torre templária", uma casa com a cruz de cristo , etc...
A entrada de Idanha-a-Velha é uma construção maciça com notáveis enormes pedras, que também parecem ter origem em tempos de diferente reconstrução (figura à esquerda), bem como um típico arco "episcopal" (à direita).

Apresentamos ainda uma ponte com um arco diferente, que procura ser mais triangular, característica partilhada com a porta lateral da catedral episcopal (de tal forma pronunciada, que passa o telhado).
Idanha (que não dista muito de Cento Cellas) é apenas mais um dos vários casos em que houve necessidade de haver uma Nova e uma Velha, sendo próximas neste caso, às vezes chegam a estar separadas por centenas de quilómetros, como é o caso de Montemor...

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publicado às 19:33


Egitânia

por desvela, em 24.10.10
Egitânia era o nome dado pelos suevos e visigodos à população de Idanha, significativamente diferente do que permaneceu, e ainda do romano Civitas Igaeditanorum. O novo acordo ortográfico tem destas surpresas no sentido oposto ao objectivo de perder ligação às raízes das palavras...
Agora devemos escrever Egito, e se Lusitânia deriva de Luso, pois Egitânia parece agora derivar de Egito...
Surge este texto a propósito do comentário[de Maria da Fonte] que fala do achado de um escaravelho egípcio numa escavação arqueológica romana em Alcácer do Sal, da época do faraó Pasmético (sec. VII a.C).
Pode sempre dizer-se que se tratou de uma peça trazida do Egipto, na altura romana... sabendo-se que encontrar o obelisco na Place Concorde também não significa que os egípcios tenham estado em Paris. Aliás, pela mesma ordem de ideias, encontrar as pirâmides no Egipto, também não significa que tenham sido feitas pelos egípicios... poderiam apenas ter sido transportadas (afinal, as pedras nem são originárias das redondezas).
Quando falamos de registos históricos, temos que guardar a devida distância de certezas...

Voltando a Egitânia, na Idanha portuguesa, encontramos alguns registos interessantes.
Estão a céu aberto algumas inscrições em pedras significativas:
umas parecerão mais romanas que outras... mas é já de alguma forma habitual o pouco cuidado que se tem na preservação destes registos. É significativo o registo monumental, de várias origens em Idanha, incluindo uma igreja visigótica que parece ter tido várias fases de construção. Várias fotos interessantes podem ser encontradas, e incluem uma estrada antiga (romana... certamente, como é suposto serem todas as estradas antigas!), uma denominada "torre templária", uma casa com a cruz de cristo , etc...
A entrada de Idanha-a-Velha é uma construção maciça com notáveis enormes pedras, que também parecem ter origem em tempos de diferente reconstrução (figura à esquerda), bem como um típico arco "episcopal" (à direita).

Apresentamos ainda uma ponte com um arco diferente, que procura ser mais triangular, característica partilhada com a porta lateral da catedral episcopal (de tal forma pronunciada, que passa o telhado).

Idanha (que não dista muito de Cento Cellas) é apenas mais um dos vários casos em que houve necessidade de haver uma Nova e uma Velha, sendo próximas neste caso, às vezes chegam a estar separadas por centenas de quilómetros, como é o caso de Montemor...

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publicado às 11:33


Globo de João de Lisboa

por desvela, em 20.10.10
Num dos mapas do Livro de Marinharia, de João Lisboa (que faleceu em 1525), está a imagem mais pormenorizada de um globo terrestre numa projecção polar centrada no pólo norte, e tem servido de logotipo a este Blog. 
Este globo é talvez a compilação mais clara do seu conhecimento na época, reunido noutros mapas. 
[clicar para aumentar]
Globo de João de Lisboa (1514)

A atribuição que consta na Portugalia Monumenta Cartographica faz datar o mapa para 1560, já muito depois da morte de João de Lisboa, sendo claro que há de facto inserções posteriores, que levam a essa datação. 
Porém, para inconveniência natural, o Livro de Marinharia começa dizendo 
"feito por João de Lisboa em 1514"
As poucas incongruências apontadas por Armando Cortesão em 1960 são referentes a inserções noutros mapas constantes do Livro de Marinharia, que colocam por exemplo um banco de D. João de Castro (escrito de forma diferente), e que só poderiam levar a essa datação tardia de 1560, pela clara corrupção do original. Ainda que se admitisse essa datação tardia, o mapa mundo revela pormenores notáveis, como um extenso conhecimento da América, só admitido muito posteriormente.

De facto, o mapa deve ter sido feito logo em 1514. Apesar de apresentar o Estreito de Magalhães, não o designa como tal. Isso é natural, pois a passagem de Magalhães é feita 7 anos depois... não seria natural estar ausente num mapa de 1560.
Os pontos fundamentais assinalados são:
- na América: a Terra Nova, Nuova Espanha, Peru, Brasill,
- na Europa/Médio Oriente: a Alemanha, Turquia
- em África: o Cabo da Boa Esperança, Preste João, Guiné(?)
- na Ásia/Oceânia: a Pérsia, a China, o Japão, Java, Maluco, Nova Guiné
(esta identificação de nomes está sujeita a algum erro, sendo difícil na resolução disponível)

Colocar-se-ia ainda a questão do Japão, sendo representado muito antes da sua descoberta oficial. No entanto reparamos que não existe nenhuma bandeira associada. Há duas bandeiras associadas a Java e Timor, que poderiam ser aceites desde 1512, e mesmo na China, com a chegada em 1513.
Sendo um mapa de 1514 é ainda natural que não coloque bandeiras na península arábica, numa altura em que Afonso de Albuquerque procurava estabelecer o domínio completo no Índico. Num mapa posterior, de 1560, essa escolha de bandeiras seria injustificável em vários locais, como por exemplo, em Ormuz ou no Ceilão.
Não há quase dúvidas que este mapa só pode ser anterior à circum-navegação de Magalhães, revelando no entanto um profundo conhecimento de toda a costa americana. Tem aliás o cuidado de não colar a parte americana à parte asiática, revelando um conhecimento do Estreito de Bering, quase 200 anos antes de Bering, e que na altura seria denominado Estreito de Anian.

O mapa usa uma representação polar única, com centro no pólo norte, algo particularmente adaptado a uma navegação pela bússola, da qual trata o seu Tratado da Agulha de Marear.
É possível converter esse mapa num planisfério, que leva aliás a uma representação consistente com os outros mapas inclusos no Livro de Marinharia. Apresentamos na figura seguinte essa conversão, tendo em atenção a adicional distorção que corta um dos quadrantes (a desproporção de 3/4 é corrigida com expansão de 4/3 centrada no meridano de Tordesilhas):

Planisfério obtido, a partir da representação polar no globo de João de Lisboa de 1514.

A partir desta projecção em planisfério, é possível encontrar claras semelhanças com a parte correcta do mapa Theatrum Mundi de João Lavanha (excluindo a parte aparentemente fantasiosa do continente antártico aí representado a sul):


Conforme já referido anteriormente, o mapa de João de Lisboa de 1514 não é significativamente muito diferente de alguns mapas feitos dois séculos depois. A parte mais significativa talvez seja a habitual omissão da Austrália (e também da Gronelândia... que tem a sua melhor representação na cópia de Cantino, de 1502), apresentando apenas uma mal definida Nova Guiné e Maluco.

Só depois da viagem de Cook, mais de 250 anos depois, foi possível apresentar mapas com informação global superior, incluindo a Austrália completa. 
Por que razão se regrediu no conhecimento, e se procurou redatar ou ignorar estes mapas? Por que razão se aceitou que Magalhães ou Colombo tivessem sido os protagonistas de façanhas bem conhecidas, e muito mais antigas? 
Pois esses são segredos que devem alimentar outros segredos e instituições secretas... aqui apenas vamos apontando algumas estórias mal contadas.

Ver também:

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publicado às 16:38


Globo de João de Lisboa

por desvela, em 20.10.10
Num dos mapas do Livro de Marinharia, de João Lisboa (que faleceu em 1525), está a imagem mais pormenorizada de um globo terrestre numa projecção polar centrada no pólo norte, e tem servido de logotipo a este Blog. 
Este globo é talvez a compilação mais clara do seu conhecimento na época, reunido noutros mapas. 
[clicar para aumentar]
Globo de João de Lisboa (1514)

A atribuição que consta na Portugalia Monumenta Cartographica faz datar o mapa para 1560, já muito depois da morte de João de Lisboa, sendo claro que há de facto inserções posteriores, que levam a essa datação. 
Porém, para inconveniência natural, o Livro de Marinharia começa dizendo 
"feito por João de Lisboa em 1514"
As poucas incongruências apontadas por Armando Cortesão em 1960 são referentes a inserções noutros mapas constantes do Livro de Marinharia, que colocam por exemplo um banco de D. João de Castro (escrito de forma diferente), e que só poderiam levar a essa datação tardia de 1560, pela clara corrupção do original. Ainda que se admitisse essa datação tardia, o mapa mundo revela pormenores notáveis, como um extenso conhecimento da América, só admitido muito posteriormente.

De facto, o mapa deve ter sido feito logo em 1514. Apesar de apresentar o Estreito de Magalhães, não o designa como tal. Isso é natural, pois a passagem de Magalhães é feita 7 anos depois... não seria natural estar ausente num mapa de 1560.
Os pontos fundamentais assinalados são:
- na América: a Terra Nova, Nuova Espanha, Peru, Brasill,
- na Europa/Médio Oriente: a Alemanha, Turquia
- em África: o Cabo da Boa Esperança, Preste João, Guiné(?)
- na Ásia/Oceânia: a Pérsia, a China, o Japão, Java, Maluco, Nova Guiné
(esta identificação de nomes está sujeita a algum erro, sendo difícil na resolução disponível)

Colocar-se-ia ainda a questão do Japão, sendo representado muito antes da sua descoberta oficial. No entanto reparamos que não existe nenhuma bandeira associada. Há duas bandeiras associadas a Java e Timor, que poderiam ser aceites desde 1512, e mesmo na China, com a chegada em 1513.
Sendo um mapa de 1514 é ainda natural que não coloque bandeiras na península arábica, numa altura em que Afonso de Albuquerque procurava estabelecer o domínio completo no Índico. Num mapa posterior, de 1560, essa escolha de bandeiras seria injustificável em vários locais, como por exemplo, em Ormuz ou no Ceilão.
Não há quase dúvidas que este mapa só pode ser anterior à circum-navegação de Magalhães, revelando no entanto um profundo conhecimento de toda a costa americana. Tem aliás o cuidado de não colar a parte americana à parte asiática, revelando um conhecimento do Estreito de Bering, quase 200 anos antes de Bering, e que na altura seria denominado Estreito de Anian.

O mapa usa uma representação polar única, com centro no pólo norte, algo particularmente adaptado a uma navegação pela bússola, da qual trata o seu Tratado da Agulha de Marear.
É possível converter esse mapa num planisfério, que leva aliás a uma representação consistente com os outros mapas inclusos no Livro de Marinharia. Apresentamos na figura seguinte essa conversão, tendo em atenção a adicional distorção que corta um dos quadrantes (a desproporção de 3/4 é corrigida com expansão de 4/3 centrada no meridano de Tordesilhas):

Planisfério obtido, a partir da representação polar no globo de João de Lisboa de 1514.

A partir desta projecção em planisfério, é possível encontrar claras semelhanças com a parte correcta do mapa Theatrum Mundi de João Lavanha (excluindo a parte aparentemente fantasiosa do continente antártico aí representado a sul):


Conforme já referido anteriormente, o mapa de João de Lisboa de 1514 não é significativamente muito diferente de alguns mapas feitos dois séculos depois. A parte mais significativa talvez seja a habitual omissão da Austrália (e também da Gronelândia... que tem a sua melhor representação na cópia de Cantino, de 1502), apresentando apenas uma mal definida Nova Guiné e Maluco.

Só depois da viagem de Cook, mais de 250 anos depois, foi possível apresentar mapas com informação global superior, incluindo a Austrália completa. 
Por que razão se regrediu no conhecimento, e se procurou redatar ou ignorar estes mapas? Por que razão se aceitou que Magalhães ou Colombo tivessem sido os protagonistas de façanhas bem conhecidas, e muito mais antigas? 
Pois esses são segredos que devem alimentar outros segredos e instituições secretas... aqui apenas vamos apontando algumas estórias mal contadas.

Ver também:

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publicado às 08:38


Magos (2)

por desvela, em 11.10.10
(continuação de post anterior)

Zaratustra pode ter sido contemporâneo de Moisés (c. 1500 a.C), mas é normalmente tido como vivendo por volta de 1000 a.C. De acordo com os registos míticos, foi considerado como aquele que tudo percebeu, acabando por questionar uma hierarquia de uma casta de sacerdotes - Magos. Só séculos depois, a Pérsia Aqueménida, a grande rival grega, terá enveredado pela filosofia do Zoroastrismo até à chegada de Alexandre Magno. 
A Batalha de Gaugamela (Mosaico de Alexandre, na Casa do Fauno em Pompeia)

Qual a estranha situação por essa altura do milénio? As terras férteis situadas na Europa, por exemplo em Espanha ou França, estariam a salvo de incursões das diversas majestosas civilizações que se foram desenvolvendo... De acordo com a História conhecida, essas terras nunca mereceram atenção particular de egípcios, mesopotâmicos ou outros. As terras da Hispânia foram exploradas pelo comércio Fenício (talvez Hebreu), merecendo pouca atenção pelos gregos, egipicios ou persas. À excepção dos cartagineses, todas estas civilizações mais antigas desconsideraram a Itália, e a crescente presença romana. Os gregos apenas se estabeleceram no Sul de Itália e Sicília, na chamada Magna Grécia, nunca ousando caminhar para os territórios mais a norte, muito mais férteis. Os Gregos estabelecem-se em terrenos acidentados, próprios da pastorícia, mas inóspitos para a agricultura... os legados gregos parecem difusos na Hispânia mediterrânica, e mesmo no sul de França.

Independentemente de algumas alterações climáticas, é quase indiscutível que a civilização Egípcia se estabeleceu nas margens do Nilo, beneficiando de alguma fertilidade. Por outro lado isso dá a entender que não se aventuraram para terrenos longe do Nilo, nem são conhecidos registos significativos para além dessa circunscrição. Apesar de se conhecerem navegações egípcias e projectos de conquista, a antiquíssima civilização egípcia não parece ter-se afirmado para além do Nilo. 

O que condicionou antigas civilizações... a não procurar uma colonização noutras paragens, mesmo mediterrânicas... deixando os terrenos de Espanha, Itália, ou França, para povos pouco civilizados?
O que faz Alexandre Magno prosseguir a sua invasão para Oriente e não Ocidente, mesmo depois de derrotados Egípcios e Persas? 

Já no Séc. I a.C., o próprio Tito Lívio questiona como teria sido Roma capaz de se defender de Alexandre... isto ao mesmo tempo que é suposto Júlio César ter ficado frustrado com as proezas de Alexandre quando chegado à Hispania para o seu consulado. Depois de Alexandre ter derrotado o fenício rei de Tiro, o que impediria retaliações ou guerra com Cartago? O que teria deixado Alexandre com fama de conquistador mundial, se nem tão pouco se aventurou a ocidente da Grécia?

É mais atrás que começa a nossa estória... e com uma pergunta de Esfínge:
- quantos 3 séculos teve a humanidade para sair de carroças e entrar em foguetões?
Só seria possível nestes últimos 3 séculos e não noutros?
Ou antes, por que razão o conhecimento de máquinas, de Héron, de leis mecânicas, de Arquimedes, retrocedeu, ou foi perdido, por um povo altamente técnico e pragmático, como os Romanos?
Que sentido faz o achado arqueológico da Pilha de Bagdad, que funcionava como bateria eléctrica primitiva?
Pilha de Bagdad

De acordo com os dados arqueológicos, a inteligência criadora existe há vários milhares de anos, e houve muitos 3 séculos em tantos milhares de anos!
- Isso coloca a questão noutro ponto... haveria ou não a possibilidade de uma civilização antiga ter atingido o ponto de uma Atlântida?... Com as devidas condições de estabilidade, não é difícil aceitar que podem ter havido civilizações muito antigas, que tivessem evoluído para graus de desenvolvimento impensáveis, ao longo de milénios, enquanto numa determinada parte do mundo, uma parte esquecida, mais primitiva, continuaria em estado de subdesenvolvimento. 
Basta aliás pensar o choque civilizacional na altura dos descobrimentos, para entender que visitantes humanos bastante mais evoluídos poderiam ser vistos como deuses! Autênticos Gods/Gotts, palavras similares a Goths... ou seja, aos tais Godos que António Galvão quis como responsáveis pela estagnação civilizacional da Idade Média?


Quando vimos anteriormente as incongruências na datação de descobrimentos, que constavam em mapas anteriores (p.ex. Estreito de Bering), vemos que houve condicionantes para retenção das navegações.
Só a partir de certa altura, após Cook, houve licença para redescobrir o que faltava do mundo (a América a Norte da Califórnia e Austrália). 
Essa condicionante de rejeição, só encontra explicação em causas externas. Causas externas que condicionavam o desenvolvimento de civilizações humanas, a menos que um certo apaziguamento aos deuses, entidades externas, fosse apaziguado.
Era uma casta de sacerdotes, de magos, que se encarregava de comunicar a vontade desses deuses... deuses esses que poderiam não ser mais do que representantes de uma civilização mais avançada tecnologicamente.

As mudanças nas civilizações, o domínio de uma relativamente a outras, coincidiria com uma agenda externa. Progressos seriam admitidos quando autorizados, quando não autorizados, a religião e os seus magos encarregar-se-iam de suspender progressos civilizacionais.
Quando Akhenaton (ou Sócrates) questionam os deuses, e o seu poder, são os próprios magos a remediar essa dúvida. A ira desses deuses externos poderia ser medida na forma como foi destrutiva a intervenção por pilhagens dos Povos do Mar, eternos desconhecidos na sua origem.
É neste contexto que fica relevante uma chancela prévia dada pelos Reis Magos, ao nascimento de Cristo... é uma maneira de outorgar que essa mensagem civilizacional estaria pronta para ser difundida, pelo interior de um império bélico - o Império Romano. Todos os progressos são estagnados, havendo uma auto-censura de desenvolvimento, seria esse o acordo com a invasão dos godos.

Só muito mais tarde, após as navegações portuguesas, é autorizado um novo desenvolvimento, com a autorização de navegar a Colombo. Nessa fase, haveria um desfasamento de 1000 anos entre uma civilização que tivesse prosseguido o caminho técnico-científico que foi retomado no renascimento.
Essa autorização de navegação é limitada.... não permite alguns territórios proibidos, como a América do Norte, especialmente na sua Costa Oeste, ou toda a Austrália ou Nova Zelândia.
A partir da autorização de navegação a Cook dá-se o um novo progresso civilizacional que culmina na era industrial, e na exploração de mundos para além do nosso planeta. Mais uma vez, após o desígnio de navegar mais longe, de atingir a Lua, lançado por Kennedy, as explorações são interrompidas ou tímidas... 

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publicado às 03:53

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