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Atlantis

por desvela, em 07.10.12
Há quase ano e meio, no post "Traffic Signs", incluí um PDF em inglês:
Undercover History
onde referia que o relato da Atlântida feito por Platão não seria mais do que um antigo relato da América. Quando Platão descreve uma ilha maior que a Ásia e a África então conhecidas, situada além das Colunas de Hércules, no meio do Oceano, que outra descrição poderia aí caber que não fosse o continente americano?

As razões são várias, mas faltou apresentar nessa altura um mapa que esclarece que essa era também uma opinião à época dos descobrimentos, que um famoso cartógrafo - Nicola Sanson - deixou registada. A ligação americana é ainda abordada por Francis Bacon na obra "New Atlantis".

Num mapa datado na transição de 1700, Sanson vai ilustrar o novo continente com o antigo nome e o mapa da América é designado "Atlantis Insula":


Para Sanson, o "Altera Continens", o "outro continente", toda a América, é denominada ATLANTIS.
As Caraíbas são as Ilhas Hespérides, as Canárias/Madeira seriam as Fortunatas, e as Ilhas de Cabo Verde as Gorgodas (note-se que o Cabo Verde era o Promontório Arsinarium). 
Thule é a Islândia, e Sanson parece dar a entender que Ultima Thule poderia ser a Terra do Fogo, numa pequena nota junto ao Estreito de Magalhães.

A vermelho, com destaque especial, coloca duas cidades:
- Machimos Bellatrix
- Eusebes Religiosa
... que correspondem a Tenochtitlan (dos Aztecas) e Cuzco (dos Incas).
Estas cidades estavam incluídas numa outra descrição "Atlântida", nomeada Meropis pelo historiador Theopompus (cronista de Filipe II, pai de Alexandre Magno).
É interessante a designação Meropis, pois relaciona-se claramente com Merope, a mais nova das ninfas Pleiades, filhas de Atlas, designada como "estrela perdida". Merope seria a mulher de Sisífo. As Pleiades estavam ligadas às Ilhas Hespérides, e como tal ligadas ao Ocidente "perdido".

Como os nomes revelam, Machimos seria uma cidade bélica e Eusebes uma cidade religiosa. Os Meropes seriam gigantes, com o dobro da altura dos humanos normais (lembremos os patagões...), e se há quem argumente que a obra de Theopompus se destinava a ridicularizar o relato de Platão, Nicola Sanson não deixa de dar o devido destaque no mapa às duas cidades.

É também curiosa a antiga estrutura de Tenochtitlan, hoje Cidade do México, já que era praticamente uma cidade rodeada por água. Parte da descrição de Platão revela uma cidade rodeada por água, com grandes templos internos. O grande lago Texcoco foi depois completamente assoreado pelos espanhóis, e hoje boa parte da Cidade do México assenta sobre um fundo enlameado. 
Modelo da antiga cidade Azteca de Tenochtitlan


Convém aqui lembrar a versão de Schwennhagen, que sustenta que o domínio da Atlântida era um domínio dos antigos povos americanos sobre a Europa, invocando o relato da guerra entre gregos e atlantes, reportada por Sólon e escrita por Platão no Timeu.

Porém, o mais incontornável para os contemporâneos dos "descobrimentos" do Séc. XVI é justamente a confirmação da existência da Atlântida pela "descoberta" da América. Pela descrição, a Atlântida corresponderia a um continente maior que a África e Ásia, situado para além das Colunas de Hércules... essa era a versão de Platão e foi isso que encontraram - a América no seu conjunto seria uma "ilha" maior do que os gregos conheciam da África e Ásia, juntas.
A ideia de que a Atlântida está no meio do Oceano Atlântico é apenas uma fabricação posterior. Se Platão não mencionava a América, não poderia limitar-se ao Oceano Atlântico, apenas haveria um grande Oceano, um conjunto do Atlântico com o Pacífico, e assim a América surge como uma ilha continental no meio desse vasto Oceano global. Era também esse o entendimento de Sanson e alguns contemporâneos. Modificar o relato, falando de uma ilha desaparecida no meio do Atlântico, surge como uma deturpação conveniente, destinada a manter a América ausente dos relatos antigos, e a manter o relato de Platão como um mito fabuloso.

Como já aqui referimos, o esplendor cultural grego aparece subitamente no Séc.V a.C., numa altura em que iniciam as suas guerras com os Persas e mantêm excelentes relações com o Egipto. Ou seja, tudo indica que os gregos foram acarinhados pelos egípcios como força de interposição contra a expansão persa. Esta viagem de Sólon, relatada por Platão, atesta essa cumplicidade que se manteria por séculos. A ligação tornou-se mais evidente com o reinado Ptolomaico, que basicamente uniu as duas culturas, fazendo de Alexandria o centro urbano do conhecimento na Antiguidade, simbolizado pela sua Biblioteca, e eclipsando a partir daí a importância das restantes cidades gregas.

Dando crédito ao relato da Atlântida, não nos parece improvável que uma civilização americana tivesse atingido um grau de desenvolvimento naval que lhe permitiria tratar os povos da bacia mediterrânica como vassalos, tendo aí estabelecido colónias, e usando a Península Ibérica e Mauritânia como base de assalto (conforme sugere Schwennhagen). A designação de "Atlantes" ainda se mantinha nos antigos geógrafos para povos situados no litoral da coordilheira do Atlas, conforme podemos ver na reconstrução do atlas de Dionísio Periegetes. É claro que o nome poderia derivar da designação dos montes, associados a Atlas, já que as Colunas de Hércules simbolizariam os pilares onde o titã assentaria o mundo sobre os seus ombros.

Não parece assim tão improvável a existência de uma tal civilização dominante, dizimada por uma catástrofe natural, como um embate de meteoro, ou pequeno cometa. Se tal evento é admitido que possa ter ocorrido junto à Península do Iucatão, nada parece impedir que a data fosse contemporânea com o fim dessa civilização, e um efectivo dilúvio que teria colapsado as fundações do seu império e dizimado uma grande parte da população terrestre, podendo mesmo levar a uma alteração na rotação da Terra, conforme sugeriam os sacerdotes egípcios. Este teria sido o dilúvio registado por muitos povos... mas como os sacerdotes egípcios revelariam a Sólon, outros dilúvios teriam ocorrido antes desse.
O impacto de um cometa seria o suficiente para gigantescos maremotos, para um aumento do nível do mar, e uma subsequente Idade do Gelo. Os eventuais sobreviventes seriam essencialmente populações interiores com pouco contacto com as principais civilizações. Os sobreviventes mais informados poderiam depois desempenhar o papel de autênticas divindades. Mantendo uma parte do conhecimento e recuperando alguns artefactos, apareceriam como magos, influentes sacerdotes, capazes de definir o posterior desenvolvimento de impérios. A América seria território proibido por razão dos vestígios dessa civilização anterior, e até que o território fosse limpo dessa origem, manter-se-ia oculto. As viagens a essas paragens seriam desencorajadas ou mesmo proibidas. O passado permaneceria secreto, para benefício dessa elite sacerdotal que definiria o curso da futura civilização. Apesar de muitas diferenças, houve pontos comuns em civilizações que cresceram em diferentes paragens, quase sem contacto entre si. A separação entre o Ocidente e o Oriente foi muito mais que fruto da distância geográfica. Nenhuma razão parece ser suficiente para explicar uma ausência de contacto durante milénios entre a China e a Europa, e muito menos para termos a Índia e a China sem contactos constantes ou história comum.

A ocultação propositada do continente americano carece de dados para sustentarmos esta versão especulativa. Mas a conjugação com do relato da Atlântida com os diversos relatos diluvianos, dá a entender uma quebra civilizacional profunda, que provocou uma perda da memória passada. A humanidade parece ter renascido sem memória, enredada em mitos induzidos, e não haverá melhor explicação para isso do que uma catástrofe de dimensões épicas. É nesse sentido que o mito da Atlântida poderá servir como uma antiga peça no puzzle da persistente ocultação.

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publicado às 19:52


15 comentários

De Olinda P. Gil © a 08.10.2012 às 04:43

Tendo em conta que na era glacial o nível do mar era bem mais baixo, e tendo em conta também que as civilizações crescem perto de água, não será possível que haja muita coisa enterrada no fundo dos oceanos?

De José Manuel de Oliveira a 08.10.2012 às 14:15

Olá,

É difícil de desencobrir o que esteja relacionado com o actual território português, pois aparentemente ninguém gosta dos portugueses actuais, nem os seus genes são referidos quando se diz que os irlandeses e escoceses são descendentes dos celtas do Oeste, logo os britânicos e USA dizem que são dos bascos, tudo é nojentamente travestido, seja por prosa seja por mapas seja por censura, difícil para o leigo incauto não ser enganado por mitologias e milagres!

Gostei de ler este artigo do Alvor, interessante mapa e interpretação da mitologia grega, mas como já tinha dado a entender por outras palavras à tempos a botânica é uma área pouco amiga do establishment : quando se encontram cocaína e tabaco da América nas múmias do Egipto, quando se encontram vegetais de zonas tropicais no estômago dum mamute descongelado na nossa era nos gelos da Sibéria, quando se cortam os troncos das velhas árvores e revelam a tal actividade solar (?) 20x superior à normal nos anos 774 a 775, quando se encontram plantas e vegetais comestíveis nas ilhas da Polinésia provenientes da América antes da descoberta pelos ocidentais etc.

Encobriram-se coisas ao encobridor Império Romano e católico como sendo mitologias gregas ou milagres "são flores senhor", e em ilhas do mesmo nome se encontra a chave do desaparecimento de dois continentes, o de Mu e o da Atlântida, senão veja que uma radiação de protões no norte da América e Europa 20 vezes superior à média normal durante dois anos pode muito bem provocar o degelo da tal placa da Gronelândia com o encobrimento de muita coisa... até da totalidade da China... quando acontecer de novo os Montes de Hermes guardarão as cabeças graníticas como recordação, as dos Açores muita coisa igualmente..., ou o que falta para descobrir na caverna Lena Hara no Tutuala (Nova Sagres) pois os sopés das montanhas não serão aparentemente cobertos por "dilúvios", mesmo que todo o gelo deste planeta derreta, ficará sempre vestígios no granito de civilizações inundadas.

Penso que a razão do encobrimento de muita coisa é mais simples do que aparenta aos conspiraçionistas, o facto é que algo impede que uma parte da humanidade seja evacuada deste planeta para outros quando de catástrofes globais, só partirão os que são viáveis e não nefastos, os restantes aqui ficarão para sempre.

Não estamos sós no universo, podem haver cem biliões de planetas como a Terra só na nossa galáxia Via Láctea (100 x um milhão de milhões de planetas habitáveis como a nossa Terra!) daí tantos "Deuses" que voam nos Vedas e mitologia Grega, aparecem e partem deixando inúmeros vestígios para quem os quiser ver ler e entender.

Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

De Alvor-Silves a 08.10.2012 às 18:13

Sim, mas eu diria que esses vestígios submersos seriam na sua maioria de uma Era anterior aos relatos mitológicos mais conhecidos, ou seja, anteriores ao dilúvio, talvez numa época contemporânea à suposta Atlântida.
Por exemplo, os vestígios submarinos de Yonaguni, no Japão, podem revelar isso:
http://odemaia.blogspot.pt/2010/06/yonaguni.html (http://odemaia.blogspot.pt/2010/06/yonaguni.html)
Pelo menos nos últimos milénios, que englobam a maioria dos registos civilizacionais, houve um progressivo diminuir do nível do mar. Isto já nem sequer é suposição, é praticamente certo. Por exemplo, ainda ontem encontrei mais um registo neste sentido:
Uma Pompeia Marítima em Pisa (http://www.thedailybeast.com/newsweek/2007/11/01/a-maritime-pompeii.html) - agora Pisa está bastante no interior, e ninguém diria que se tinha tratado de um porto marítimo à época Romana.
Há quem goste de usar Veneza como único contra-exemplo, mas Veneza é bem mais recente, a maioria da edificação que se vê é pós-Renascentista, e os venezianos muito se deram ao trabalho de ir construindo sobre camadas, porque o problema da cidade é que se encontra basicamente em cima de lodo, e com isso vai afundando lentamente. Já a ilha ao seu lado, o Lido, tem extensos areais.

Por isso aquilo que sugiro é que, havendo um dilúvio, ele poderia ter sido contemporâneo (e causa) do relatado afundamento duma Atlântida situada na periferia americana.
Se essa causa foi um pequeno cometa, como eles são constituídos por gelo, isso justificaria duas coisas: (i) que houvesse algum aumento das águas, mas principalmente cataclismos e maremotos de proporções bíblicas; (ii) que o próprio gelo do cometa tivesse mergulhado a Terra numa Idade do Gelo.
Isso é admitido para a extinção dos dinossauros, mas seria obviamente causa mais natural para essa Idade do Gelo. As datações são sempre algo controversas porque se baseiam em extrapolações condicionadas. Só no Séc. XX se começou a falar em milhões de anos... e basicamente numa situação de pouca mudança - acomodando o darwinismo e ao mesmo tempo acalmando a população face à frequência das catástrofes.
Assim, resultado dessa última grande catástrofe podem ter ficado submersas construções ainda mais antigas. No entanto, é também natural encontrar posteriormente vestígios marítimos em altitudes elevadas... como o caso das Âncoras Suiças (http://alvor-silves.blogspot.pt/2011/05/ancoras-suicas-2.html).
O mais natural é supor que já houve várias civilizações humanas que foram praticamente erradicadas do mapa. As evidências fósseis apontavam para catástrofes, foi só com Darwin que se começou a falar de lenta evolução.

De Alvor-Silves a 08.10.2012 às 20:03

Meu caro José Manuel,
pode acontecer que o relato de Mu (ou Lemúria), que Churchwood ouviu na Índia e depois tentou confirmar no México, não fosse mais do que o próprio relato da América. Afinal, se o continente aparecia como uma enorme ilha, a ocidente, para Platão, também seria natural que fosse encarado como uma enorme ilha a oriente para os indianos.
Interessante encontrarem cocaína e tabaco nas múmias, e acho que só a persistente ocultação não permite tomar como evidente o conhecimento da América para os povos da Antiguidade.
A costa lusitana seria lugar mais do que natural, como veio a ser, para quaisquer viagens no grande Oceano. A tradição do bacalhau, mais do que um simples devaneio culinário, acho que sempre pretendeu transmitir esse legado de antigas navegações, por mais que fossem ocultadas.

De acordo com o relato de Sólon, os sacerdotes egípcios falavam em vários dilúvios, e como é óbvio, não será de excluir que periodicamente a Terra fosse alvo de colisões com meteoros e cometas. Aliás, isso acontece constantemente, simplesmente as estrelas cadentes não são suficientemente grandes para causar mossa! Se o número de corpos celestes que ainda vagueia no sistema solar é razoavelmente elevado, é óbvio que seria muito maior na Antiguidade, e por isso as colisões poderiam ocorrer com uma magnitude e frequência bem superior.

Se vemos a Lua, mesmo com a face protegida pela Terra, completamente crivada de crateras, é consequência imediata da teoria da gravidade que o número de colisões sofridas pela Terra, comparativamente à Lua, seria superior centenas de vezes (a massa lunar é suposto ser 1% da terrestre). A humanidade parece ter sobrevivido a ocorrências mais recentes. Não sei se teria atingido o nível de desenvolvimento tecnológico suficiente para que alguns se pudessem escapar. Se isso aconteceu, não teriam ido muito mais longe, só a Lua, Marte ou Vénus poderiam servir de acolhimento... as restantes paragens estão demasiado distantes. Porém, se tal tivesse ocorrido, não deveríamos ter pelo menos alguns vestígios tecnológicos dessa época remota - isto é, para além dos legados que pareciam existir na Antiguidade (a máquina de Anticitera, a pilha de Bagdad, etc.)?

De facto, tem razão, perante um novo dilúvio de proporções bíblicas talvez pouco restasse aos olhos dos sobreviventes. Os maiores monumentos de presença humana estão quase ao nível do mar, e seriam poucas as ruínas duráveis que restariam em altitude.

Quanto à hipótese extra-terrestre, é claro que não será de excluir... mas é preferível optar por tentar explicar as coisas "Terra à Terra", e só usar essa hipótese quando mais nenhuma outra explicação for possível. Grande parte das suposições alienígenas resultam de uma percepção errada, assumindo que certas proezas da Antiguidade seriam difíceis nessa época. Porém, o que é espantoso é mais o contrário - demasiadas coisas básicas ficaram por inventar até demasiado tarde. Tirando isso, de facto, não temos nada que aponte para alguma proeza ou artefacto inexplicável... e por isso é melhor procurarmos as razões internamente e não procurar razões externas. Mas, é claro, nada que exclui que não possamos estar a "ser observados", ou a fazer parte de insondáveis estratégias de outra espécie. Nada exclui isso, mas também nada é conclusivo nesse sentido - pelo menos até agora.

Cumprimentos.

De José Manuel de Oliveira a 09.10.2012 às 18:28

Olá boa noite,

Re: " Quanto à hipótese extra-terrestre (...) Tirando isso, de facto, não temos nada que aponte para alguma proeza ou artefacto inexplicável... (...) demasiadas coisas básicas ficaram por inventar até demasiado tarde. "

Tem a Pirâmide de Quéops como prova dos ET's, pois ninguém ainda poderia fazer uma igual, isto para mim basta-me como prova duma civilização superior em tudo à actual.

Mais prova dos ET já as há aparentemente no ADN de certos crânios do Peru...

Quanto a essas " demasiadas coisas básicas ficaram por inventar até demasiado tarde" tem a tetraciclina nos ossos do povo dos Pharaons noirs : L’histoire secrète de la Nubie
http://www.mystere-tv.com/pharaons-noirs-l-histoire-secrete-de-la-nubie-v2588.html

Eu acredito desde sempre na teoria do Erich von Däniken...

Ver: "O mundo não acaba em 2012" e "Eram os Deuses Astronautas?" - será filmado em uma trilogia em 3-D em Hollywood?
http://www.swissinfo.ch/por/cultura/Erich_von_Daeniken:_O_mundo_nao_acaba_em_2012.html?cid=30620348/

Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

De Alvor-Silves a 10.10.2012 às 09:03

Caro José Manuel,
eu não excluo a hipótese ET, e nalguns textos, especialmente no OdeMaia, fiz alguma pesquisa nesse sentido. Aliás tanto pode ser a hipótese ET, como a VT, de velhos-terrestres, em vez de extra-terrestres. Se perante uma catástrofe alguém fugiu daqui, como o José Manuel também disse, os destinos possíveis seriam Vénus e Marte. Como já referi muitas vezes, é estranho o desinteresse e a falta de informação sobre Vénus.

Por que razão Von Daniken introduz os ET's?
Se reparar ele em parte nenhuma precisa de uma civilização extra-terrestre, o que ele invoca sempre é uma civilização muito avançada. Ora, para isso não é preciso ir buscar extra-terrestres, basta assumir uma política de ocultação - levada a cabo pela classe dominante. Isso não é novidade, mas nunca é assumido que essa ocultação implicasse também o secretismo sobre um desenvolvimento técnico muito superior.

O Von Daniken, na entrevista que citou, acaba por reconhecer: "Pode ser que tenha escrito muitos livros e trazido bastantes indícios, mas não tenho ainda nenhuma prova objetiva disso. Nunca encontrei algum objeto originado de uma civilização extraterrestre, mas em algum lugar ele deve estar."

Eu não utilizaria a Pirâmide de Queóps como grande proeza de construção. Pode ser a maior, mas nada nela desafia nenhuma técnica ou lei de gravidade. Já lá estive, o local é abrasador, em diversos sentidos, mas não achei que houvesse nada de impossível naquelas realizações. Aliás, veja a forma como foi feita a transladação de Abu Simbel, que era também considerado um imponente monumento egípcio. Como já aqui referi, houve um batalhão francês napoleónico que em apenas um mês elevou uma pirâmide, quase ao nível da de Miquerinos, na Austerlitz holandesa (http://alvor-silves.blogspot.pt/2010/12/acadia.html).

Sob o ponto de vista de monumentos que desafiam as leis da física, o Cão Grande e outros monólitos de S. Tomé, que abordei no OdeMaia (http://odemaia.blogspot.pt/2012/07/cao-grande-e-monolitos.html), parecem-me muito mais difíceis de justificar, seja geologicamente, ou como realização humana.

Quanto aos antibióticos encontrados nas múmias dos faraós negros, é notável, não sabia, e parece ir no mesmo sentido do avanço egípcio, ilustrado também pelas lâmpadas. Na realidade uma parte considerável de medicamentos foi desenvolvida com base nos conhecimentos curativos locais (xamãs, etc.), e muitas expedições foram feitas, procurando os ingredientes para depois os sintetizar. Aliás, as Quinas, que levaram à síntese do quinino, parecem ter sido um desses exemplos.

Pelo que li, esses antibióticos naturais dos núbios podem ter resultado de uma produção na fermentação de cerveja (ou hidromel?). De qualquer forma, só foram trazidos a público em 1945, e será mais de perguntar porquê tão tarde, sendo produto natural.

Cumprimentos.

De José Manuel de Oliveira a 11.10.2012 às 06:56

Olá bom dia,

É provável que Platão se refira à Atlântida como sendo o continente americano oculto, este seu artigo está muito bom, eu não defendo a localização da Atlântida nos Açores, mas em 2011 descobriram megálitos e petróglifos no arquipélago dos Açores.

Pequena precisão sobre o que penso de Däniken: é uma pessoa somente com estudos básicos e formação profissional como barman, para mim foi protegido e metido na ribalta por outras pessoas que não quiseram dar a cara para revelar ao mundo o que ele revela nos seus livros, Däniken não é um escritor, fá-lo mal, Däniken é um católico criacionista crente do monoteísmo, mas revela coisas interessantes como esta:

(...) "Oficialmente não. A União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) tem um subdepartamento intitulado SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence). Os sistemas de radiotelescópios estão ligados a ele e seu objetivo é identificar esses sinais. Oficialmente até hoje nada foi detectado, nem chiados ou coisa parecida. Mas essa história tem um ponto de interrogação: os pesquisadores do SETI decidiram entre si, o que é provado por um documento oficial, que qualquer um que estiver de serviço no observatório e escutar durante algo artificial, não pode ir ao público diretamente. A exigência é que, primeiramente, uma série de grêmios compostos por representantes do governo e até da religião discutam sobre o fato até decidir se o público deve ser comunicado ou não" [Erich von Däniken]

Toda a obra do Erich von Däniken é sustentada em "Deuses" extraterrestres que deixaram vestígios neste planeta, ele dá como exemplo maior a tal Pirâmide de Quéops, quando diz ao jornalista não ter ainda encontrado prova dos ditos refere-se a um UFO ou arca do tempo, à l'instar do que a Alemanha pôs em caixas de chumbo numa gruta de mina de sal, numa montanha, contêm toda a história da civilização germânica. É o que muita gente procura destes antigos "Deuses" ou E.T.'s, se especula que alguém a tem, provavelmente o Vaticano, para alguns.

Neste seu mapa tem duas ilhas pré-diluvianas junto à costa atlântica dos USA elas existem e estão submersas actualmente, tem o Oceano Céltico na costa do actual Portugal parcialmente submerso depois dum "dilúvio", só por isto para mim o mapa é interessante, continue que encontrará o que procura mas não será certamente nos livros antigos, já foi tudo encoberto queimado ou bombardeado a tiro de canhão...

P. S. A explicação do cientista sobre a tetraciclina nos tais ossos africanos, de prevenir da cerveja provavelmente, é bacoca, pergunte a um médico forense quantos litros seria necessário produzir e beber para ficar na medula traços tão grandes, o establishment tornasse ridículo quando lhe abanam o alicerce da sua torre de marfim, o ADN e os granitos megalíticos (como os dos Açores) não manipulam a opinião das pessoas como o fazem os jornalistas e outros escritores.

Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

De José Manuel de Oliveira a 11.10.2012 às 07:02

Tem aqui uma teoria interessante para ler se desejar:

(...) "As Egyptians relate their cultural origins to Atlantis, it could also be inferred that Berber/Basque genes and the Na Dene language both come from the ancient civilization associated with Atlantis which was not just an island in the mid Atlantic, but was a group of 10 kingdoms stretching across North Africa to Egypt and across the Atlantic to Central, South and North America.

No one survived on the island of Atlantis and it is unlikely that many people survived who were living in coastal cities along The Atlantic and Mediterranian coastlines. According to Egyptian history relayed by Plato, the people living along the Nile were the main surviving group (relavent to Egyptians). People in America away from the coastline would have also survived.

This was the beginning of the divergence between the Western and Eastern side of the Atlantic, although as mentioned in other parts of this website, trade contact was maintained right up to the Destruction of Carthage by the Romans in 146 BC. Following this, AMERICA WAS FORGOTTEN FOR NEARLY 1700 YEARS WHEN, AT THE END OF THE DARK AGES, PEOPLE BEGAN SIFTING THROUGH ANCIENT MAPS IN THE FEW SURVIVING LIBRARIES IN SPAIN, PORTUGAL AND TURKEY.

This resulted in an accurate 6,000 year old map of the Antarctic being placed on a map of the world without the Pacific Ocean, thus making the Antarctic appear much bigger and so was named "The Great Southern Land". This confused Captain Cook. Other maps confused the coastline of China with maps of the American coastline, with the Island of Taiwan off the American coast. This led to Columbus's confusion, thinking he had arrived in India. As a result of this mistake, Native Americans were called 'Red Indians'"

http://users.on.net/~mkfenn/page5.htm

Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

De José Manuel de Oliveira a 11.10.2012 às 09:16

Especialmente para o blogger Olinda visionar:

Civilisations & Ice Age Atlantis - Archéologie sous-marine

http://www.youtube.com/watch?v=XG29fMwsTzU&feature=related

Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

De Alvor-Silves a 11.10.2012 às 18:26

Caro José Manuel,
concordo com o que escreveu, e por isso, basicamente resta agradecer as palavras e as informações adicionais, sempre pertinentes.
Só uma pequena coisa relativamente à pesquisa nos livros e documentos antigos... certamente que tem razão e já muito foi escrutinado, queimado, etc. No entanto, tem sido por aí que tenho feito este caminho, e sinceramente não me vejo na possibilidade de fazer outro. Se muito está escondido, também há bastante rabo de fora, e há muitos gatos que passam. É claro que a História estará sempre condicionada pela credibilidade das informações que temos. Também estou em crer que essa História no essencial não foi perdida, como se pretende, e haverá registos contínuos até certo ponto do início das civilizações. Tal como os aborígenes australianos deixaram desenhos nas cavernas, legando informação histórica quase contínua, também a civilização ocidental e as orientais terão mantido esse tipo de registos.
E se, do ponto de vista histórico, continuo este "peça a peça", mais importante foi aquilo que fui reencontrando do ponto de vista filosófico, que me mostrou o nexo da nossa existência. Isso para mim foi o mais importante, e obviamente só coloquei ainda aqui a génese para as conclusões. Por isso, objectivamente não procuro muito mais do que já encontrei, até porque o curso da História, os seus protagonistas, sejam eles governantes terrenos, extra-terrestres, deuses, ou outra coisa, passa a ser um mero detalhe. No entanto, não deixarei de me interessar por isso, como é claro!

Abraço.

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