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Charles Bethune na reedição inglesa do Séc. XIX faz comentários à tradução que Hakluyt tinha feito no final do Séc. XVI, mas vejamos um exemplo, para percebermos como as coisas não são assim tão simples. Galvão (ver em baixo) diz o seguinte:
  • Outros querem q nam passasse da serra Lioa, & que Publio depois dele descobrisse ate a Linha.
Bethune coloca uma nota na tradução de Hakluyt (pág. 40):
  • There be others that say that he passed not beyond Sierra Leona, but people it,(3) and afterwards discovered as far as the line. 
    • (3) And that afterwards he made public the discoveries as far as the line.
Primeiro Hakluyt entendeu que "Publio" significava "povoou", enquanto Bethune vai traduzir mudando para "publicou".
Em ambos os casos, o significado nada tem a ver com o original.
Se é estranho que Hakluyt não tivesse ajuda de nenhum português (havia bastantes à época na corte da rainha Isabel, uma vez que D. António, Prior do Crato, esteve por ali exilado...), mais estranho será Bethune propor-se corrigir a tradução de Hakluyt, sem contar com nenhum apoio português... ou digamos, se o tiveram foi mais como se o não tivessem.

Passei mais de duas horas a procurar quem seria o Publio de que Galvão fala, sem nenhum sucesso, mas não há dúvida que Galvão fala de um navegador, certamente romano, de nome Publius, que depois de Hannon teria atingido a "Linha", ou seja, o Equador.
Ora, que me lembre, tirando o mítico Eneias, não há propriamente nenhum nome de Roma associado a navegações... sendo certo que os romanos tinham barcos e pilotos para os comandar! O nome Publius é demasiado vulgar para permitir rápida inspecção dos casos possíveis, podendo ir de Virgílio até um governador de Malta que acolheu S. Paulo, entre muitos outros.
O que é certo é que esta navegação romana, que teria atingido a linha do equador, acabou por ficar perdida no nevoeiro histórico.

É claro que a malta historiadora tende a desvalorizar estas coisas, e acha perfeitamente normal que os romanos tivessem ficado quietinhos, no Mediterrâneo, o seu Mare Nostrum, e conforme ilustrei há uns tempos o panorama oficial fosse o da figura anexa (onde falta outro principal sinal vermelho... o do Mar Vermelho).

Assim, se procuro colocar algumas indicações para esta transcrição, a "coisa" pode revelar-se mais complicada nuns casos do que noutros.
Outro exemplo, ainda na parte que transcrevo em baixo, Galvão fala de cobras amestradas para guardar as hortas e plantações, algo que se passaria na África do Sul... e que desafia a imaginação que temos, associando cobras ao comportamento de cães. Usa ainda o relato do navegador veneziano Cadamosto (cujo nome é também escrito Cá da Mosto), colocado no reino de Budimol, em África (nome que só vimos associado a rei da Tailândia - Bhumibol), e que daria também conta dessa proeza antiga das cobras!
Acresce ainda o mito das sereias... ou seja de pescado com "rosto e forma" de mulher, e esse deixo-o sem mais comentários.

Finalmente acresce o relato das navegações ibéricas pelos anos 535 a.C., que já nessa época se estenderiam até às Índias e Arábias, onde faziam o comércio de especiarias. Charles Bethune procurou as fontes onde Galvão se poderia ter baseado, e cita Aristóteles (de mirandis in natura auditis), e Estrabão (livro 2, pág. 641, de Gaditanorum longinqua navigatione & ingentibus navibus) a este propósito.

Como dizia Galvão - por onde parece que naquelas partes havia muitos, & muitos anos que se navegavam...

________________________________________
DESCOBRIMENTOS 
em diversos anos & tempos, 
& quem foram os primeiros que navegaram.
purl.pt/15321 
por António Galvão (1563)

continuação de (2) (1) 

No ano de 520 antes do Nascimento de Christo dizem que Cambisis [Cambises], Rey da Persia, tomou o Egypto, ao qual sucedeu Dario filho de Ristassis [Histaspes], determinou de dar fim à empresa que El Rey Sesostres [Sesostris] começara, se lhe não fizeram certo que o mar Erithreo [mar Vermelho] era mais alto que a terra do Egipto, & chegando a água salgada ao rio Nillo perder-se-ia esta Província à fome & sede, porque dele se rega, & os moradores, & gados não bebem outra água, pelo que deixou de haver fim esta obra. 

Ainda que um pouco me aparte do propósito, não deixarei dir [de ir] tocando, em algumas cousas em que vou falando, por dar repouso a tão largo caminho. Tinham, os Egypcios, que em sua terra se criava a geração humana, & que ainda agora nascem nela uns bichos tamanhos como ratos, & se vêm muitos meio torrão & meio bicho, até de todo se despedir da terra: cuido que são estes os que quebram os ovos aos lagartos, que há muitos no rio Nilo, a que também chamam Cocodrilhos [crocodilos]. E querem ainda que em tempos passados fossem encantados, por onde não faziam mal a nenhuma pessoa, mas depois de se desfazerem sua figura de chumbo, com suas letras Egypcias, tornaram a matar a gente, alimárias, gados, & fazer muito dano, principalmente os que saem de água, & se vão pela terra dentro, que são muito mais peçonhentos que os que ficam no Nilo, que estes pescam da Cidade do Cayro [Cairo] para baixo, e os comem, e põem as cabeças pelo muro. 

Também se escreve que estes lagartos se deitam narea [na areia] ao longo da ribeira com a boca aberta, & que vêm umas aves brancas, pouco maiores que melroas, & se metem dentro, & comem aquela çugidade [sujidade] que têm entre os dentes, e gengivas, com que folgam muito; mas contudo cerram a boca para as comerem, o que fariam se a natureza as não provera de um ossinho agudo que tem na cabeça com que os picam no céu da boca, de maneira que a abrem, e o pássaro se vai embora, mas logo vêm outros que acabam de alimparlha [de lha limpar]. Também há nesta ribeira muitos cavalos marinhos [hipópotamos], e na terra quantidade de cegonhas, que têm guerra com as serpes [serpentes] que ali vêm de Arábia, e matam muitas delas, e assim estas cegonhas, como os bichos que comem os ovos dos lagartos, são dos Egypcios mui venerados. 

No ano de 485 antes da Encarnação de Christo, diz que mandou El Rey Xerxes a Sataspis, seu sobrinho, descobrir a Índia, o qual saiu pelo Estreito de Gibaltar [Gibraltar] fora, que está em trinta e seis graus da parte do Norte, e passou o Promontório Dafrica [de África], que é aquele que agora chamamos Cabo de Boa Esperança, que está da parte do Sul em trinta e quatro para cinco graus d'altura. E enfadado de tão grande navegação se tornou, como Bertolameu Dias [Bartolomeu Dias] em nossos tempos fez. 

Antes do Salvador do Mundo vindo 440 anos, Himeleõ [Himilcão], & Annõ [Hanão] seu irmão, capitães Cartagineses, governando a Andaluzia, partiram dela cada um com uma Armada. Himeleõ contra o Norte descobriu a Costa de Espanha, França, Frandes [Flandres], & Alemanha: & alguns querem que a Gótica, & que chegasse à Ilha de Thili [Thule], em Hislãda [Islândia], que está debaixo do circulo Artico em sessenta & seis graus do Norte, & puseram nisto dois anos na viagem, até chegarem a esta Ilha, que tem os dias de Junho de vinte duas horas, & as noites de Dezembro doutro tanto, pelo que é frigidíssima. Parece que bradam, & gemem os homens nela, por onde dizem que ali é o Purgatório de Sam Patrício. 

Tem esta Ilha três montes, que deitam fogo pelo pé, & em cima está nevada, & em um deles que se chama Ecla, é o fogo tão brando que não queima a estopa, e por outra parte tem tanta força que arde nagoa [na água], e consome-a toda. E assim dizem que há nesta Ilha duas fontes, uma como cera derretida, e outra que sempre ferve, e toda a cousa que lhe deitam dentro se converte em pedra, ficando em sua própria figura. 
Há mais nesta Ilha ussos [ursos], raposos, lebres, corvos, falcões, & outras aves, & alimárias bravas: & é tanta a erva, que a cegam duas vezes, para que os gados passem: & muitas vezes os tiram dela, para que não arrebentem de gordura. Há aí muy grandes, & disformes pescados, & tanto que põem aos navegantes medo, & de seus ossos, & costas fizeram uma Igreja. Não há aí pão, vinho, azeite, nem de que o façam, alumiam-se com o do pescado, porque em toda parte provê a divina magestade. 

O Capitão Anon tomou na mão a Costa Dafrica, e Guiné, e dizem que descobriu as Ilhas Bem afortunadas, que agora chamamos Canárias, & além delas outras que dizem Dorcadas [...Órcades?], Esperias [Hespéridas], & as Gorganas, que se agora chamam do Cabo Verde: e foram assim ao longo da Costa, até dobrar o Cabo de Boa Esperança: e tomando na mão a terra foram ao longo dela, a outro Cabo que se chama Aromatico [Aromata], e agora de Guardafuy, que está Lesteoeste com o Verde em quatorze graus da parte do Norte: e que chegara à costa Darabia [da Arábia], que está em dezasseis, e dezassete: e pusera cinco anos até tornar a Espanha. Outros querem que não passasse da serra Lioa [Serra Leoa], & que Publio [???] depois dele descobrisse até à Linha. 
Mas parece que não faria tão comprida navegação, pois gastou tanto tempo neste trabalho. Alguns contam agora que os habitadores desta Costa do Cabo de Boa Esperança são grandes feiticeiros, encantadores, principalmente de cobras: e trazem-nas tanto a seu mando, que lhes guardam as sementeiras, hortas, pomares, e suas granjarias, assim de ladrões, como de alimárias: e se vêem alguns fazer dano cingem-se com ele, e tem-nos presos, e mandam aos filhos chamar seus amos, e entregam-nos: e se a gente é muita, ou alimária poderosa com que se não atrevem, vão-se a casa daquele com que vivem, e se é de noite dão tantos Assovios [assobios], & chirlos [chilros], até que os acordam para ir defender, o que lhe entregaram. Alvici Cadamosto italiano, escreve que se achou no descobrimento de Guine no reyno de Budimol, em casa de Bisborol seu neto: & jazendo na cama ouviu grande silvos darredor [em redor] da casa, a que Bisborol se levantara da cama, e saíra pela porta fora: e quando tornara Cadamosto lhe perguntara donde vinha contou-lhe como acudira às cobras que o chamaram. O que se não deve d'aver [de haver] por muito, porque na Índia há muitas & muy peçonhentas, e trazem-nas em redor do pescoço, metem-nas pelos peitos, e saem-lhes pelos braços fazem-lhe som com que bailam, e o mais que lhe mandam. 

Assim me disseram alguns Portugueses que por aquela Costa do Cabo de Boa Esperança para Çofala, Quiloa, Melide andaram, que havia certos pássaros, a que acudiam os Negros a seu chamado, & como os viam mudavam-se de uma árvore em outra: & os Cafres os seguiam até que se punham em alguma donde se não mudavam, e em olhando os Negros para cima viam mel, e cera, subiam a tomá-lo, e o pássaro ficava ali. Não me souberam dizer se era isto natural, se o faziam por ter dali mantença. Também afirmavam que debaixo da terra em formigueiros se achava muito mel, e cera que as formigas faziam um pouco agro. Diziam mais que nesta Costa havia grandes pescados que andavam o mais do tempo na água direitos, e tinham rostos, e naturas de mulheres, com que os pescadores se desenfadavam quando os tomavam: e se os vendiam davam-lhes juramento se dormiram com elas, e se o não fizeram então lhas compravam, e doutra maneira não lhes davam por elas nenhuma cousa. 

No ano de 535, antes de Christo, diz que navegavam os Espanhões por todo o maremagno, até chegarem às praias das Índias, Arábia, & suas Costas, donde levavam, e traziam muitas, & diversas mercadorias: e andavam nestes tratos, & outros por diversas partes do Mundo em grandes navios: foram ao Noroeste dar em uns canais, & baixos que com a crescente do mar se cobriam, & com o minguante apareciam, donde achavam muitos atuüs [atuns] de maravilhosa grandeza, fizeram neles grandes pescarias, por serem os primeiros que até aquele tempo tinham visto, e por muito estimados. 

Alexandre Magno, segundo pelas idades parecem, foi antes da vinda de Christo 324 anos, como todos sabemos era natural da Europa, passou em Ásia, & Africa, atravessou a Siria, Armenia, Persia, Batuana, que está da parte do Norte em xliiij [44] graus d'altura, que é a maior em que se ele pôs nesta jornada, donde desceu à Índia pelos montes Imãos [Himalaias], e vales Paraponisos [?], e mandou fazer uma Armada no rio Indo & por ele foi sair ao mar Oceano, donde se tornou por terra de Gedrosia, Carmania, Persia, & agram [? a grande], cidade de Babylonia, deixando por capitães da armada, Crito, e Nearco, que depois foi ter com ele pelo Estreito do mar Persico, & rio Neufrates [Eufrates] acima, deixando descoberta aquela terra & costa. 

Depois disso diz que sucedeu por rey do Egipto Tholomeu [Ptolomeu], que alguns querem que fosse filho bastardo de Felipe pai de este grande Alexandre: o qual quis imitar a El Rey Secostres [Sesostres], & a Dario, & para isso mandou fazer uma cava [cova?] de cem pés em largo, & trinta em alto, & dez, ou doze léguas em comprido, até chegar às fontes amargas com intenção de levar esta obra ao mar do rio Nilo, que se chama Peluzio, que entra na Cidade Damiata: não houve efeito seu desejo, por se achar este mar vermelho ser mais alto três covodos que a terra do Egipto, e espalhando-se por ela perder-se-ia tudo.

(continua)
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publicado às 07:49


2 comentários

De MBP a 20.08.2016 às 17:53

Muito obrigado pelo seu site. Como também acredito na existência de viajens trans atlânticas, pré colombianas, umas mais outras menos mas "SECRETAS", permita-me que partilhe alguns dos indiciadores que fui recolhendo. Egípcios/Mayas: Abdel Akim Awyan identificou uma embaixada Maia "The land of Osiris" YouTube. Minuto 50. em Sakara. A juntar a isto existe também o mistério das múmias com tabaco e coca no organismo. Fenícios: https://www.academia.edu/8088001/PROTOHISTORIC_AND_HISTORICAL_ATLANTIC_NAVIGATION_UNPUBLISHED_ARCHAEOLOGICAL_SITES_IN_AZORES_AND_ARCHAEOASTRONOMICAL_ORIENTATION_OF_SOME_MONUMENTS Romanos: http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3364818/Did-ROMANS-discover-America-Sword-Oak-Island-suggests-ancient-mariners-set-foot-New-World-Columbus-according-radical-theory.html. Francos/Templários: http://templariosportugueses.blogspot.pt/search/label/Navega%C3%A7%C3%B5es?m=0 http://templariosportugueses.blogspot.pt/2013_08_01_archive.html?m=1 Aproveito para deixar algumas curiosidades que me parecem completar outros posts que por aki li: Peniche era a Eritréia dos Fenícios e a Phenicea de Osberno, cruzado cronista. Touria: https://lusophia.wordpress.com/2015/10/27/o-tesouro-dos-templarios-por-vitor-manuel-adriao/ Se Peniche terá sido uma carvoaria templária, o que é que isso implicaria? Cumprimentos.

De Alvor-Silves a 22.08.2016 às 04:41

Caro MBP, obrigado pelo comentário e pelas informações que trouxe.

O José Manuel já abordou aqui o assunto do tabaco (http://alvor-silves.blogspot.pt/2012/10/atlantis.html?showComment=1349730912460#c1809581093174843241) (e também medicação) encontrada em múmias do Egipto, e será a melhor pessoa para falar do assunto.

Há muita gente a chegar à mesma conclusão acerca das viagens pré-colombianas, e mesmo os nossos exploradores (como Duarte Pacheco Pereira) não duvidavam dos antigos relatos delas. Como é óbvio, não há interesse actual em aceitar isso, tal como não havia já no tempo dos descobrimentos, e farsa ainda maior foi manter oculta metade da Austrália, até que se deu a Cook o privilégio de "descobrir" a parte restante.

Como as pessoas estão isoladas, acabam por chegar a conclusões semelhantes, por caminhos diferentes.
No entanto, não há nenhum mérito especial nos nossos dias de ninguém, e vamos vendo sim sucessivas tentativas falhadas de publicitar a verdade. Isto é um problema de séculos, e isoladamente cada pessoa pensa que descobre a roda... pode haver aqui e ali alguma publicidade temporária, para depois deixar o assunto enterrado de novo, como se nada se tivesse passado.

Um caso significativo é o de Faustino da Fonseca (português) e Garcia do Redondo (brasileiro), que no Séc. XIX publicaram extensas provas de navegações portuguesas anteriores a Colombo... mas apesar de serem pessoas influentes, não lograram nada com isso, e logo de seguida tudo voltou à ordem - ou melhor, à desordem, anterior:

http://alvor-silves.blogspot.pt/2012/12/a-mina-e-mejica.html

Acerca do Mar Eritreu ou Ilha Eritreia, convém notar que significa "Vermelho", e tal designação penso ter sido adoptada para apontar a proibição de navegação além desse ponto:

http://alvor-silves.blogspot.pt/2011/02/mar-eritreu-vulgo-vermelho.html

Acerca de Tauria, que seria Autoguia da Baleia, também já deixei aqui algo:

http://alvor-silves.blogspot.pt/2016/02/dos-comentarios-18-tauria.html

Não há nenhum problema em chegar ao mesmo de diferentes pontos, e vindo por caminhos diferentes, haverá sempre algo diferente a acrescentar.
O maior problema que vou vendo, é as pessoas pensarem que o problema é para resolver amanhã, ou nos anos seguintes... não é!
Isto é um problema estrutural da sociedade, com milénios, e só conheço duas ou três abordagens a ele:
(i) Esquecer o assunto e fazer como se nada se passasse;
(ii) Procurar saber mais sobre o assunto com a "malta certa" (grupos tipo maçons, etc), e alinhar com esses "poderes";
(iii) Manter-se fora desse circuito, e ir fazendo o que se pode, com o que pode arranjar;

A última alternativa, já se sabe, tem recompensa nula. Há quem julgue que pode escrever livros de sucesso, criar grupos de pressão, etc, mas tudo isso é ensinar a missa aos padres... só tem sucesso o que convém ter sucesso, desde que o fim que agrade "à malta" que coordena os bastidores, e assim voltamos ao ponto (ii). O único benefício que daí se tira é o de pertencer a um bando, sendo certo que não se pode estar mais longe da verdade do que entre um bando de mentirosos por vocação. A única verdade que lhe podem ensinar é em não confiar em ninguém.

Cumprimentos.

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