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Este apontamento segue do comentário de Maria da Fonte, que foca a morte de D. João II: 
Tal como o Mosteiro do Priorado do Sião na Batalha, onde o Rei Dom Duarte encheu de iniciais um Pórtico, para onde nunca ninguém olhou.
TÃ YA SEREI (Serei sempre Fiel) envolto na dupla aliança eterna do Priorado.
Tal como, na Igreja da Consolação em Elvas, tudo o que resta do Antigo Convento das Dominicanas, construído sobre o Templo de Madalena é uma Cúpula Piramidal decorada como O Taj Mahal, de base octogonal, por onde os raios de Sol iluminam o Túmulo do Leão, para onde todos olham sem ver.
A Viagem de Vasco da Gama à Índia, foi o regresso do Rei Dom João II, e o culminar de cinco séculos de Demanda dos Reis de Portugal.
O Rei não chegaria vivo a Portugal, e quando foi sepultado na Capela da Piedade do Mosteiro dos Dominicanos na Batalha, dizem os cronistas que o Corpo estava incorrupto, e que o Povo clamava Milagre e afirmava que o Rei era Santo.
______________

Como já referi na resposta ao comentário, foi faltando colocar aqui um texto.

Trata-se de um texto (que encontrei em 2010), incluído na imensa compilação de Frei Luís de Sousa (pseudónimo de Manuel Sousa Coutinho) intitulada "História de S. Domingos", em cinco volumes. 
Este excerto encontra-se no Volume 2, sobre o Convento da Batalha. 
Diz assim, na página 328, sobre D. João II:
(...) Falecendo na vila de Alvor no Algarve, em idade de 40 anos e alguns meses mais, foi enterrado na Sé Catedral de Silves. Ali começou a correr fama que a terra da sua sepultura era remédio contra doença de febres. Foram muitos os que acudiram a valer-se dela, e o sucesso foi tão provado, que o Bispo do Algarve mandou fazer inquirição pelo seu Vigário Geral com o Cónego Alvaro Fernandes por adjunto, pelo qual parecem justificados seis casos distintos de pessoas conhecidas que sararam com aquela terra, e algumas das testemunhas afirmam de muitas outras sem nome, que alcançaram saúde com o mesmo remédio. 
(...) Verificam-se estes testemunhos com o que escreve Damião de Goes, que sucedeu nas exéquias solenes, que el Rei D. Manuel lhe mandou fazer em sua trasladação quatro anos depois. Afirma este Cronista que andando na voz do povo que obrava Deus por ele alguns milagres, se publicara no sermão das exéquias, que quando fora desenterrado em Silves se achara a madeira do caixão queimada, e quase consumida da força da cal viva, com que o corpo fora coberto para se gastar brevemente, e assim a mortalha, e uma alcatifa; mas o corpo estava inteiro, limpo e são, e a cabeça, e rosto coberto de todo seu cabelo e barba, como quando vivia; e que espantando a vista em corpo mortal e corruptível, por se ver que não fora acompanhado de nenhum género de materiais aromáticos, nem ajudado de outros feitios, que preservam de corrupção; causara mais espanto em todos os presentes um cheiro suave que dele procedia. 
(...)  no ano de 1621, que isto vamos escrevendo, 125 anos que foi enterrado. Está seu corpo tão inteiro como no dia em que faleceu, sem lhe faltar mais que a ponta do nariz.
(...)  Informado el Rei D. Sebastião do que temos dito, quis ver esta maravilha. Mostrou-se-lhe que é fácil de ver como está sem moimento de pedra. Encheu-se o Rei moço de respeito com tal vista, e fez-lhe reverência como a Santo. Passou depois a curiosidades, e como quem tinha brios de valente, e sabia que o fora Santo, quis ver como lhe estava a espada na mão. Mandou-o levantar em pé, e meteu-lhe nela a sua própria, que no Convento [da Batalha] se guardava; e vendo-o nesta postura disse para o Duque de Aveiro D. Jorge, que o acompanhava, que beijasse a mão a seu bisavô; o que ele fez, beijando-a primeiro a quem lho mandava.  Acrescentou el Rei falando com o Duque, e com os olhos no defunto estas palavras: "Duque este foi o melhor oficial que houve de nosso ofício". E todas as vezes que sucedia falar nele noutras ocasiões, chamava-lhe o seu Rei. Ditoso, se o soubera imitar na prudência, como o quis imitar na valentia.
Túmulo de D. João II (Mosteiro da Batalha)
O que não será de excluir, na celebração popular posterior, é que não seja apenas Santo António comemorado como Santo. Por mero acaso, os outros dois santos que fazem parte dos festejos populares são São João e São Pedro: - João como D. João II, e Pedro como o Infante D. Pedro, seu avô. E esta associação só parecerá mais estranha a quem for alheio ao impacto que ambos os monarcas tiveram no povo... e talvez não só.
Digamos, como se uniria o símbolo do pelicano do Príncipe Perfeito, com o símbolo do camaroeiro da Princesa Perfeitíssima?
Símbolo do 18º grau da maçonaria:
Prince, of Knight Rose Croix Degree

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