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Tendo em conta dois comentários recentes, um do José Manuel sobre os alfacinhas, e outro da Maria da Fonte sobre a realeza de linha bastarda, podemos juntar os temas.

Quem quiser acreditar que a terminologia "alfacinha" resulta de um gosto lisboeta por alfaces, pode terminar aqui a leitura.
O resto do texto destina-se apenas aos que não se contentam com essa explicação. Essa é, aliás, uma linha principal deste blog... para além de procurar mostrar contradições das versões habituais, procura uma visão com nexo alargado. 
Ora não há contradição nenhuma em associar alfaces ao lisboetas, podiam ser tomates... mas, à falta de tomates, ficaram as alfaces. Portanto, não havendo aqui contradição, não podemos dizer que a salada está mal feita... a única coisa que fazemos é, digamos, juntar tomates à história. E sim, por vezes, exageramos na quantidade de sal e azeite, e até juntamos cebola.

Adiante. 
A história vai começar nos campos de Alvalade, com ou sem alfaces. 
Será longa, porque o nexo mereceu-me a pena de ser estabelecido.

A ocorrência de bastardos reais deve ser tão velha quanto a existência de reis... no entanto, só seria um problema se alguma força apoiasse uma linha não legítima, de acordo com a tradição real.
Certamente por acaso, isso ocorreu assim que os templários se estabeleceram em Portugal, acolhidos por D. Dinis.

Aldonça Talha - Afonso Sanches
De entre muitos bastardos, D. Dinis reconheceu um, Afonso Sanches como legítimo, o que colocaria em causa a sucessão de D. Afonso IV, o único filho da Rainha Santa Isabel, dois anos mais novo que o irmão bastardo. A agravar a situação, D. Dinis colocava-o mesmo no testamento de sucessão...

D. Afonso IV, o Bravo, que foi decisivo para a histórica Batalha do Salado... montou arraiais nos campos do Lumiar,  juntando exército contra o pai, e a batalha esteve às portas de Lisboa, nos campos de Alvalade. Sendo incerto saber qual dos campos tinha tomates ou alfaces, temos a nossa opinião sobre esta outra salada, antes da batalha do Salado.
Consta que uma intervenção algo miraculosa da Rainha Santa Isabel teria evitado que o confronto prosseguisse... e, entre o mito e a realidade, é colocada sozinha a atravessar a linha de fogo, montada num burro. Afonso Sanches teve depois que se exilar.

A situação da bastardia poder ameaçar a linha legítima deve ter servido de lição a Afonso IV, que não tolerou que a cena do pai se viesse a repetir com o filho... perdido de amores por Inês de Castro.
Como "coincidência", Inês de Castro terá vivido no castelo de Albuquerque, com a tia, que era afinal Teresa Martins, mulher do bastardo Afonso Sanches. Teresa era filha do Conde de Barcelos... como veremos, os galináceos de Barcelos vão procurar sempre poleiro mais alto.

Teresa Lourenço - D. João I
Porém, a história não segue pelo lado de Inês de Castro, apesar da pretensão dos seus filhos, segue pelo lado doutra amante de D. Pedro I, uma certa Teresa Lourenço, algo incógnita, que é referida como acompanhante de Inês de Castro, ou como filha de um comerciante lisboeta.
Aljubarrota vai levar o seu filho bastardo, já promovido a Mestre de Avis, à situação de rei. A juba rota pela bastardia conseguiria a primeira juba de rei, D. João I.
Não estava em causa o valor humano, pois nada diminui um ser humano, estava em causa a lógica da legitimidade monárquica... os bastardos afinal podiam passar a reis. Tinha sido tentado com Afonso Sanches, e era conseguido com o Mestre de Avis.
Para as cortes de Coimbra contribuíram mais as Ordens Militares (de Avis, Cristo, Santiago) do que a retórica de João das Regras, já que a legitimidade de D. Beatriz era clara, apesar de estar casada com D. Juan... esse problema ocorria sempre nestas coisas! Mas, mesmo havendo a questão de independência, dificilmente o Mestre de Avis se sobrepunha em legitimidade a João de Portugal, filho de Inês de Castro, que tinha sido consagrada rainha em morte, reabilitando assim a legitimidade dos filhos. 

Inês Pires - Afonso de Bragança
Só que o precedente criado causaria uma ferida de legitimidade nos séculos seguintes. A nobreza, que tinha alinhado pela legitimidade, era substituída por nova nobreza.
Novos actores, o mesmo guião.
A bastardia voltava a colocar-se com Afonso, filho do Mestre de Avis com Inês Pires.
O pai passava de bastardo a rei, e certamente que o filho do Mestre poderia ser opção na sucessão... era uma questão do pai se empenhar tanto quanto tinha feito D. Dinis por Afonso Sanches.
Só que D. João vai casar-se com Filipa de Lencastre, e as esperanças de Afonso resumem-se ao casamento arranjado com a filha de Nun'Álvares, então já tornado poderoso Conde de Barcelos, com domínios de terras que rivalizavam com os reais.
Por muito que tente... e o galo de Barcelos vai cantar muito, conseguindo depois criar o ducado de Bragança, a casa do bastardo Afonso só irá tomar o poder muito depois: - Após ter trazido os espanhóis e ter-se livre deles, em 1640.
Afonso vai destabilizar a corte até Alfarrobeira, provocando a morte do meio-irmão, Infante D. Pedro, que o tinha feito duque... Pedro, duque de Coimbra, pensara que igual tratamento seria suficiente para Afonso, criando o ducado de Bragança, mas não era. A influência dos Bragança já estava em Castela, e a aposta na neta - Isabel, a Católica, seria ganha contra D. Afonso V e D. João II, que apoiavam Joana.

Ana Mendonça - Jorge Lancastre
D. João II procurará eliminar a questão Bragança, ou dos galos de Barcelos, executando o filho de Afonso, Fernando, mas o problema da bastardia voltaria a colocar-se com a morte do príncipe Afonso.
D. João II procura legitimar o seu bastardo Jorge (filho de Ana Mendonça), algo que seria perfeitamente natural no quadro ilegítimo que iniciara a própria dinastia de Avis, uma vez que não havia sucessores... porém, afastados pela bastardia, os Bragança não iriam agora tolerar excepções. 
Assim, a linha segue com o primo, D. Manuel, mas há uma efectiva quebra de Dinastia. 
Manuel não sucede a D. Afonso V, nem a D. João II. No panteão da Batalha só teria o avô D. Duarte, e o bisavô D. João I, e por isso constrói um novo panteão nos Jerónimos.
Será na Dinastia Avis-Beja a continuação do ducado de Viseu, iniciado com o Infante D. Henrique. O ducado de Coimbra teria em D. João II um rei único. Depois de Viseu, chegaria a vez dos Bragança, não sem antes convidarem os espanhóis.

Violante Gomes - D. António
Quando volta a colocar-se o problema da bastardia?
Tal como D. Manuel era primo de D. João II, também depois o eram os seus netos, Filipe II de Espanha e o Cardeal D. Henrique. Assim, pela morte de D. Sebastião, a questão da legitimidade apontava de novo para a vizinha Espanha quando morre o velho cardeal... 
O cenário repetia-se. A nova nobreza, pela questão legitimista, ainda que tivesse toda resultado dessa quebra de legitimidade, alinharia pela lógica intrínseca ao seu poder... o poder legal. Os Bragança, excluídos pela bastardia, alinhariam nessa lógica, com promessas de terras, mais do que haviam perdido com D. João II. 
Do outro lado estava D. António I, Prior do Crato - mais um bastardo... também neto de D. Manuel, filho do Infante Luís com Violante Gomes (dita "a Pelicana", dita judia). Obteve algum apoio, pouco, tentou resistir ao Duque de Alba, desembarcado em Cascais sem problemas, mas perdeu a Batalha de Alcântara. Filipe II poderia fazer a sua entrada triunfal em Lisboa.

Alfacinhas de gema, amigos da onça, e os amigos de Peniche, a ver navios
Chegamos assim ao período em que "andava o diabo em casa do Alfacinha".
"Demon-du-midi", ou diabo, foi designação colada a Filipe II pelos franceses, ameaçados pelo seu poder crescente. Quanto à alfacinha...
Alfacinha (Lechuguilla): certo género de cabeções e de punhos de camisa muito grandes e bem engomados, frisado com ferro em forma de folhas de alface, e que se usavam muito no tempo de Filipe II de Espanha.
Dicionário espanhol-português (pg. 1004) de Manuel Mascarenhas Valdez (1864)
Não é difícil encontrar esses exemplares de "alfacinhas" em quadros da época, era moda usada pela burguesia e pela aristocracia. Os que usavam alfacinhas estavam na elite lisboeta.
Quanto às gemas preciosas e às onças de ouro... (como bem salientou o José Manuel), podem ser ilustradas pelo monumental Arco dos Ourives e Lapidários
a imagem do centro é do Filipe II, alfacinha, conforme é ilustrado
no blog "do Porto e não só"... 

A grande alface abria a sua face, recebendo Filipe II com múltiplos Arcos Triunfais, conforme ilustrado no antigo postal que fizemos sobre a Monumentália Filipina Lisboeta, e depois ainda melhor ilustrado no blog "do Porto e não só".
O que aconteceu a tantos arcos? - foram destruídos. Porque a memória era algo inconveniente. 
Por exemplo, o "Arco do Ouro" e o "Arco do Espinho" caíram em 1754... o terramoto, relembramos, foi em 1755. Ficou um só Arco, sobre a Rua Augusta... acho que esse e todos os outros podem ser vistos simbolicamente na designação "Arco do Cego" (zona de Lisboa, onde não há hoje nenhum arco, diz-se que foi demolido para facilitar a passagem do coche de D. João V quando ia a banhos às Caldas).

D. António I não deixou de procurar apoios para recuperar o trono que lhe fora fugaz... conseguiu convencer Isabel I de Inglaterra, e uma frota de Francis Drake entraria por Cascais isolando a cidade, enquanto outra, de Norris, desembarcaria em Peniche.

Uma parte do plano não funcionou... contava-se que Lisboa se revoltasse, e apoiasse D. António. E parecendo querer puxar a imagem do Mestre de Avis, que entrara em 28 de Maio de 1384, pelas portas de Santa Cantarina, D. António ataca aí, também junto à contígua Porta da Trindade:
 "D. António atacou Lisboa aos 3 de Junho de 1589, com o exercito Inglez que o auxiliava, fazendo grande destruição, e pondo fogo a todos os edifícios exteriores do seu muro, e das circumvizinhas". (Revista Panorama, 1838, vol. 1-2, pág. 339).
Porém, D. António terá "ficado a ver navios do alto de Santa Catarina".
Drake aguardava, e parece não ter investido o suficiente, pois esperava-se que a alface se abrisse com a coragem de D. António, mas isso parece não ter bastado à salada.
Os alfacinhas revoltaram-se? 
Abriram as portas ao rei português e libertaram-se do jugo espanhol?
Os alfacinhas de gema, mais amigos da onça, parece que não... 

Poderiam queixar-se de não ver os "amigos de Peniche", ou seja, um exército inglês ainda maior, mas de facto Lisboa já não alinhava com os ingleses. Foi de Lisboa que zarpara a Armada Invencível, um ano antes, em 1588, e o lado português, pelo menos lisboeta, era o lado espanhol, ibérico.
A designação "gema" pode até ser mais "gémea", pois Lisboa via-se como gémea de Madrid, e os lisboetas estavam mais preocupados em convencer Filipe II a trazer a capital para Lisboa. Essa alusão está aliás no arco dos ourives.

A guerra de D. António, filho da "Pelicana" (em clara alusão a D. João II), era também uma guerra contra os Bragança, altamente favorecidos por Filipe II, e dificilmente uma revolta aconteceria fora da teia cortesã montada por uma casa que nunca reconheceria outros bastardos. Para bastardos, estavam lá eles... e por isso a Restauração só foi feita com os descendentes do Barbadão, em 1640. A desonra do pai de Inês Pires, sapateiro que não cortara as barbas devido ao "deslize" da filha, tinha honras de comandar um Império de Timor ao Brasil. Sobre alguma honrada irmã de Inês Pires... pois, é óbvio que não sabemos o destino da descendência popular.

Esse enguiço da casa de Bragança, que os perturbou além do racional, durante séculos, levou à extinção da concorrente Casa de Aveiro, da descendência do bastardo pelicano, D. Jorge. Foi o conhecido Processo dos Távoras, onde, para além dos Távoras, se eliminou o último duque e se extinguiu a casa que de Coimbra fora forçada a chamar-se Aveiro por D. Manuel. Curiosamente, o nome ligado ainda a essa descendência é Abrantes... local onde D. João II simulara a execução do Bragança fugitivo, e convém não esquecer a expressão "tudo como dantes, quartel-general em Abrantes"... aplicada à invasão francesa de Junot, mas em que a escolha de quartel pode não ser tão mole quanto parecem os ovos.

Poderia continuar... mas o texto já vai longo. 
Há muitos detalhes que ficam sempre por dizer. 
Escolho alguns sortidos.

A lista da Revista Panorama, de 27 de Outubro de 1838, vol. 1-2, pág. 337 ... comunicada por um "anónimo", é excelente. Aprende-se muito sobre o que existiu e desapareceu na cidade de Lisboa. As referências às destruições pelo "terramoto" de 1755 são nalguns casos deliciosamente subtis, invocando explícita ou implicitamente outra origem na destruição.

Podemos ver que "Abaixo da Porta Moniz, na Costa do Castelo, existiu uma povoação chamada Villa Quente, que foi submergida pelo lastimoso terremoto que sucedeu em Lisboa a 26 de Janeiro de 1531".
Portanto, o famoso maremoto foi mesmo em 1531... quando se construiu o Bairro Alto.

Outro exemplo, é pouco conhecido - e nada divulgado - que a Universidade fundada em Lisboa por D. Dinis esteve sediada no Pátio dos Quintalinhos... não fui lá, não sei se estas imagens correspondem ou não a essa glória da cultura nacional:
Onde foi a primeira universidade? 1290 - Pátio dos Quintalinhos, Lisboa.
... ou como os alfacinhas de gema guardaram o seu património histórico.
À atenção dos responsáveis camarários, a bem do turismo ou cultura... 
... que façam uso dos seus instrumentos de maçonaria fora das negociatas.

Conforme é dito na Revista Panorama, houve aí a velha Casa da Moeda, onde D. Dinis teria instalado inicialmente a Universidade, e acrescentamos, onde depois D. Manuel colocou os Estudos-Gerais.
Apesar da página no CNC, tem sido apontado para local da universidade o Largo do Carmo... mas para esse, há outras comemorações, ao que parece de uma revolução que, como o nome indica - na revolta, a volta repete-se. 
Afinal entre o Quartel do Carmo e a Porta da Trindade (de D. António), será tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes?

Serão detalhes do arco-da-velha (expressão antiga usada para o arco-íris, por invocar lei velha do acordo entre Deus e os homens), e assim termino com o diálogo entre "Archia" e "Íris", da peça/ópera "Encantos de Circe" (1756), que ilustra diversos arcos... e praças.

Íris: Na verdade, tão cativo estás de mim?
Arch: E tão cativo, que se me viessem resgatar, me faria um renegado de Grécia, só por estar na masmorra da tua graça.
Íris: Tão bem te pareço?
Arch: Já que és Íris, por arcos te explico a tua beleza; porque comparo as tuas sobrancelhas aos Arcos da Capella; os teus olhos ao Arco do Cego; o nariz ao Arco dos Pregos; a boca ao Arco das Mentiras; o pescoço ao Arco do Espinho; o corpo ao Arco do Garajão; e toda tu és um arco da velha, e sendo toda arco, não vi coisa mais desarcada.
Íris: Não te pareça que menos agradada estou de ti; e por praças te retratarei: e assim é a tua testa praça vazia, os teus olhos Praça do Remolares; o nariz Praça do Castelo; a boca Praça da Palha; o pescoço Praça do Pelourinho; o corpo praça morta; e sendo tu homem de tantas praças, não vi homem de menos praça.
Íris vai-se.
Arch: Parece que lhe não agradou o retrato, se já não é que por ser já noite, não deve aparecer este arco da velha.

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publicado às 05:51


34 comentários

De José Manuel de Oliveira a 23.04.2014 às 00:15

Muito bom o seu post, quando for a Lisboa procurarei de fazer photo para a Wiki desta Universidade de D. Dinis no Pátio dos Quintalinhoso, ilustra bem a política lisboeta de só se interessarem pelo seu próprio quintal.

Há coisas piores que este quintalinhoso, dou dois exemplos, nos anos 70 quando ardeu o Palácio da Ajuda desapareceram óleos de valor, anos mais tarde alguns reapareceram em leilão... as jóias da Coroa portuguesa estiveram muito tempo num armazém na parte inacabada do Palácio da Ajuda, a porta era acessível facilmente da Calçada da Ajuda, só tinha um sentinela da GNR parte da noite, os jornais muitos anos depois noticiaram, poucas pessoas sabiam o que lá estava antes, eu sabia como muitas outras pessoas antigas, mas nem de gemas se interessam há muito os portugueses, e é pena.

Actualmente até emprestam as gemas para exposições de museus de baixo nível à Holanda para serem roubadas, e deixam-nas partir sem seguro.

A seguir o rasto das gemas foi dar com a réplica do espelho de Portugal, enigmático e piramidal?
Dá para ver que os portugueses andaram a nadar mesmo em gemas, mas afogaram-se com dívidas:

A história de um símbolo - O Espelho de Portugal
http://www.triplov.com/casquilho/diamantes/espelho1.htm

Réplica do Espelho de Portugal
http://diamantsdelacouronne.free.fr/Diamants%20de%20la%20Couronne/slides/Miroir%20du%20Portugal%20-%20replique.html

Onde andará esta gema...

Cumprimentos, José Manuel CH-GE

De Anónimo a 23.04.2014 às 05:01

Guerras entre o Templo e Roma, diria eu...Muito antes do Templo ser legitimado.

Aldonsa Talha.....outra Anónima.

Já reparou que são todas anónimas? Que todas vieram do nada?! De Pais incógnitos e sem mãe?

Porque seria que um Rei, entre a Guerra do Templo e Roma, usa o Pelicano, um símbolo da Ordem Rosacruz, que se diz ter sido criada por um alemão?
E Violante, nascida tal como as outras....sem mãe, usa exactamente o mesmo símbolo, do 18º Grau da Ordem.!?

Muito se tem escrito sobre os do Templo, mas nada se tem sabido sobre os da Rosacruz.
E no entanto, Dom João II, deixou o Símbolo à vista de todos.
Mas o mais estranho, é Violante, porque ou era, ou era filha de quem fora.

Aqui ganhou Roma, nesta altura, já aliada do Templo.
E assim, tem permanecido,,,,

E a Portugal sem Gemas e sem Tomates, afogado num mar de Alfaces apodrecidas, pouco lhe importa se o Diamante de Dom António, o Espelho de Portugal, era ou não, o da Pregadeira do chapéu de Cristóvão Colombo.

Abraços

Maria da Fonte .

De José Manuel de Oliveira a 24.04.2014 às 16:48

Estudo fundado por El-Rei D. Dinis
“É ainda possível observar alguns indícios arquitectónicos do antigo paço henriquino, que este infante acabaria por ofertar às já referidas Escolas Gerais, em 1431”

Olá bom dia,

A preparar um plano de photos em Lisboa para a Wiki, minha pequena contribuição par melhor verem Portugal no mundo, pois são raros os lusófonos a darem photos de mínima qualidade a esta enciclopédia, foi encontrar na www atrás da informação do Alvor mais sobre este quintalinhoso (Universidade fundada em Lisboa por D. Dinis esteve sediada no Pátio dos Quintalinhoso) isto da net é já dominado por quem mais paga ao Google, como o indica nas primeiras páginas a procura do quintal em questão encontrasse um facilmente mas na Ilha de Moçambique:

Patio Dos Quitalinhos – Casa Do Gabriel is a guest house situated in Ilha De Mocambique (Mozambique Island). Before the 1898 Ilha De Mocambique was the Capital of Colonial Portuguese East Africa.Mozambique Island is a UNESCO World Heritage Site; http://www.mozambiquetourism.co.za/holiday/patio-dos-quintalinhos-casa-do-gabriel/

Difícil de se ligar este pátio dos quintalinhoso à informação da CML;

PÁTIO DOS QUINTALINHOS/VILLA ROCHA
O Pátio dos Quintalinhos está intimamente ligado ao estabelecimento dos Estudos Gerais na cidade de Lisboa por D. Manuel I, constituindo um marco único da História dos Estudos Superiores instituídos entre nós em plena era quinhentista. Após a sua instituição assistiu-se de imediato ao crescimento de um quarteirão escolar, em cujo perímetro se incluia uma capela, a denominada Porta Férrea e o Pátio das Escolas, tendo subsistido desse conjunto apenas o Pátio dos Quintalinhos. É ainda possível observar alguns indícios arquitectónicos do antigo paço henriquino, que este infante acabaria por ofertar às já referidas Escolas Gerais, em 1431. Localização
Escolas Gerais, 3 (Pátio, 1-8); Pátio dos Quintalinhos, 1-8 Lisboa http://www.cm-lisboa.pt/equipamentos/equipamento/info/patio-dos-quintalinhosvilla-rocha-1

De José Manuel de Oliveira a 24.04.2014 às 16:49

Mas como já sabido onde os alfacinhas metem a mão é sol de pouca dura, o pátio foi transformado em dormitório das orgias;

ALFAMA PATIO HOSTEL Escolas Gerais 3, Patio dos Quintalinhos 1, Santiago, Lisboa
http://www.turismo.pt/alfama-patio-hostel-escolas-gerais-3-patio-dos-quintalinhos-1-santiago-lisboa.html

Orgias (e arraiais homossexuais) instituídos pelo presidente da CML num centro histórico onde os bares estão abertos até às 7 da manhã; (Aqui mora gente https://pt-br.facebook.com/AquiMoraGente?directed_target_id=0 )

Lisboa passou de escolas gerais a cidade dos pátios das cantigas, não admira que a universidade tenha ido mesmo para Coimbra, pois escola não é para lisboeta alfacinha ou não, o passatempo mais antigo dos lisboetas era mais o de apanharem pepitas de ouro no Tejo do que irem passar os fins-de-semana nas hortas!

“É ainda possível observar alguns indícios arquitectónicos do antigo paço henriquino, que este infante acabaria por ofertar às já referidas Escolas Gerais, em 1431”, mas só pagando uma noitada na albergaria em que se tornou o paço do Infante D. Henrique...

O Pátio dos Quintalinhos (Villa Rocha) sito na Rua das Escolas Gerais / Rua da Oliveirinha em Lisboa foi catalogado pelo IGESPAR na categoria / tipologia arquitectura civil como sendo uma vivenda, e sem protecção legal, apesar da janela existente do antigo paço henriquino ; http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/imagem/4999858/

http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/342157/

José Manuel CH-GE

Ver também:
Escadinhas das Escolas Gerais (freg. Santo Estevão): "Ao Bairro dos Escolares chamaríamos hoje Bairro Universitário. As Escolas Gerais ou Estudos Gerais são a Universidade, transferida definitivamente para Coimbra em tempo de El-Rei D. João III (1537). Na Lisboa de hoje existem duas serventias públicas com nomes determinados pelo Estudo fundado por El-Rei D. Dinis: as Escolas Gerais, artéria inclassificada que pertenceu às antigas freguesias de Santa Marinha e de S. Vicente, que a compartilhavam, e a Rua das Escolas Gerais que pertenceu à antiga freguesia de S. Tomé, e durante algum tempo, pelo menos, também à do Salvador." (Luís Pastor de Macedo, "Lisboa de Lés a Lés", vol. II) http://mariomarzagaoalfacinha.blogspot.ch/2009/07/vale-mais-so-que-mal-acompanhado.html

De Alvor-Silves a 25.04.2014 às 03:50

Muito obrigado pela investigação que o José Manuel fez.
Não tinha visto o site do Igespar, que é bastante informativo e confirma tudo o resto.
Muito bom, porque, entretanto... clara coincidência - a página do CNC desapareceu, de um dia para o outro!
Vá-se lá saber porquê...

É de facto triste constatar que aquele sítio foi transformado num hostel - palavra que não existia, e que é capaz de estar mesmo entre hotel e bordel. Não é que veja grande problema num bordel (consequência das contradições de uma sociedade de isolamentos), agora escusava é de ser feito em cima do local da universidade. Há limites para a noção de "universidade da vida"...
Nunca percebi muito bem a ideia de ter apenas uma universidade em Coimbra, ignorando-se edifícios da universidade em Lisboa, e quase escondendo a universidade de Évora - fechada pelo Marquês - que passa por ter sido paladino das ciências, mas que praticamente arrasou com tudo o que havia, não só em Évora e Lisboa, mas mesmo em Coimbra. O colégio dos nobres, que nem chegava a ser universidade, foi só um mudar o nome do colégio jesuíta da Cotovia, e depois de expulsar os professores portugueses contratou estrangeiros, é claro. E como tudo o que é estranja é que bom, a macacada aplaude e louva o visionarismo do bulldozer.

Este episódio é só mais um entre tantos, que mostram a vontade expressa de apagar o registo português, até que fique só a praia para banhos... continua, e ainda que alguns tentem, como mostra o registo do IGESPAR, o assunto é encerrado, e venha lá mais um hostel.
Ora se isto não é crime continuado, consciente e despudorado, não sei o que é.

Abraços

De Alvor-Silves a 25.04.2014 às 04:36

Obrigado por essa informação importante, Maria da Fonte.
Não tinha reparado que o grau mais alto Rosacruz, e da Maçonaria Francesa, estava relacionado com o Pelicano.
Já tinha aqui falado do símbolo do Pelicano aparecer em Oxford, ligado a Richard Foxe e ao colégio Corpus Christi
http://alvor-silves.blogspot.pt/2013/07/com-chas-2.html

... os Rosacruzes são ainda posteriores a isso, já do Séc. XVII, ainda que remetam a um Rosenkreuz que morre no reinado de D. João II. Por isso, pode ter acontecido que haja uma influência desse Rosenkreuz em D. João II, mas foi o rei que difundiu essa imagem, como está claro na associação com as quinas, feita por Foxe.

Estou ainda de acordo que houve uma disputa entre Roma e Templo, que passou a aliança, e essa aliança no controlo global permitiu que os portugueses abrissem a porta, mas depois todos quiseram entrar e se D. Sebastião julgou que tinha as chaves, foi enganado. A partir daí, tudo foi feito para destruir à nascença qualquer tentativa de reanimar a praia lusitana... e prossegue.

Vocês não o disseram explicitamente, mas quer o José Manuel, quer a Maria da Fonte, colocam a questão do "Espelho de Portugal" ser mais do que um mero diamante...
Sejamos claros, creio que colocam a suspeita de que, com tecnologia adequada, pudesse estar ali uma "Pen Drive" com a informação mais relevante para a humanidade...
Volto a ser claro sobre esse assunto... se houvesse tal tecnologia, também haveria tecnologia de colocar a mesma informação no DNA de uma bactéria, ou num vírus - com uma grande diferença - de certeza que não se extraviava!

Agora, pelo que sei, e nisto não posso dizer que sei o suficiente, a tecnologia mais recente que vemos não é ainda nada de tão transcendente. Mas, devo confessar que há uma coisa que me deixa com pulga na orelha... até ao Séc. XX, houve progressos tecnológicos, mas nada de incrível. Agora, o progresso abrupto que se deu na Alemanha nazi, e que depois se confrontou na 2ª Guerra, até ao início da ida ao espaço, é muito abrupto mesmo.
É tão estranho esse progresso súbito, quanto o declínio acentuado da Rússia logo a seguir.

Até ao Séc. XX podemos dizer que as coisas que existiam, podiam ter existido em qualquer momento da história... porém, quando se dá a transição para o Séc. XX deixa de ser assim.

Abraços

De Anónimo a 26.04.2014 às 03:41

Li há pouco tempo um texto, sobre a Ordem Rosacruz, não sobre a vulgaridade que paira por aí, mas sobre a Ordem Primitiva, onde essa informação está referida.
Não que o texto, adiante muito mais do que isto. Escrevem quase todos o mesmo.

Agora veja: Dom João não se influenciava assim, sem mais nem menos.
Nunca iria buscar um Pelicano, se isso não fosse significativo e fundamental
.
Sempre achei o Pelicano, estranho. Mas todos diziam que estava associado à Maçonaria.

Só que a Maçonaria é demasiado superfícial. Demasiado vulgar...mercantilista....percebe, o que quero dizer?!

E eu sinto, que nada do que se passou em Portugal, foi vulgar.
Se fosse, não teria sido necessária, uma destruição ciclica.
E a verdade, é que ciclicamente, Portugal foi arrasado.

Pode parecer disparate, e se calhar até é...mas pouco sabemos das forças em confronto na época de Dom João II. Para preservar algo importante, o Rei teria que ter outro apoio.
Por isso, eu tenho pensado, que esse tal Rosenkreuz não foi alemão. Foi um Príncipe de Aviz.

Em 1509, o Bispo de Winchester, Richard Fox, cuja origem e família são desconhecidas, e de quem nada se sabe, até aos 35 anos, usa o Pelicano, simbolo de Cristo, e as Cinco Quinas De Portugal.
Fox, surge do nada, em 1477, aos 35 anos, com o cargo de Professor, na Escola da terra natal de Shakespeare!
Coincidência....

Mais tarde, será Isabel I, já depois da cisão, quem usará o Pelicano. Mas não as Quinas.
Pelo caminho, ficará o jovem Artur, irmão mais velho de Henrique VIII, casado com Catarina de Aragão, irmã de Isabel, a nora de Dom João II, provávelmente assassinado.
Como o jovem Afonso...

Violante, dita Gomes, e mãe de Dom António I, neto de D. Manuel I, será chamada A Pelicana, sem que se saiba porquê.
O Espelho de Portugal, pertencia a Violante, que o herdara da mãe, e o dará posteriormente ao filho.

E é esse Diamante, que tal como o Pelicano, surge nas mãos de Isabel I.

O progresso súbito, para além do possível, para além do imaginável, irá afinal dar-se na Alemanha, no IIIª Reich.
Caído do Céu.....
E Russos e Americanos, disputam os despojos, pela conquista do Espaço.

Séculos antes, fora a conquista dos Mares e da Terra Firme.

O Da Maia, não acredita em pen´s. microfilmes, chips e outras cenas.
Eu também, não!

Mas que as há....há!

Abraço

Maria da Fonte

De Alvor-Silves a 26.04.2014 às 06:53

Tem razão, é claro que D. João II não tomaria o símbolo do pelicano só por escolha ocasional.
Todos os brasões eram escolha pensada, e procuravam transmitir numa imagem simples uma posição política complexa.

Por exemplo, eu nada sabia de heráldica, e quando escrevi os primeiros textos nem sabia que a barra / era símbolo de desonra, ao contrário da barra \.
Essa barra / (aliás é só uma linha) aparece no escudo de D. Jorge e depois da Casa de Aveiro. Na altura liguei mais a uma oposição política entre ocidente e oriente... e não creio que uma coisa exclua a outra. O que interessa é que não havia uma simetria - era diferente ter os símbolos virados para um lado ou para outro... como há diferença entre esquerda e direita - uma mão escreve (a história), a outra não.

É estranho o diamante pertencer a Violante, duvido que o herdasse da mãe, é mais natural herdá-lo do Infante D. Luís, que era bem mais esclarecido que o irmão D. João III, ou pelo menos é assim retratado. D. Luís era o patrono de Pedro Nunes, e parece empenhado em alinhar pelo lado do esclarecimento.

O meu problema com essa tecnologia mirabolante é que não conjuga com o estilo de vida que esse pessoal levou - ou seja, na prática, nunca exibiram nada de invulgar. Se o tinham, não fizeram uso dele, ou se o fizeram foi muito às escondidas, mesmo!

Agora, não acho impossível que tal coisa exista, simplesmente se esteve na posse de alguém foi de tal maneira secreto que foi como se não existisse.

Ora, por uma questão de racionalidade, existir secretamente ou não existir é para mim equivalente. É algo indiferente achar que bruxas existem ou não... só não seria indiferente quando se mostrar que as coisas não podem ser explicadas doutra forma.

Por isso, o meu principal interesse é encontrar um caminho explicável, sem nada de surreal... e só quando isso não for possível, é que vou considerar outras coisas.

Abraços

De José Manuel de Oliveira a 26.04.2014 às 15:34

Olá boa noite,

Tudo o que esteja relacionado com viagens marítimas ao Continente Americano antes da sua descoberta oficial é proscrito, existem registos dos aventureiros da Al-Ushbuna estarem em contacto com a América, tudo o que seja antes de 1500 é desvalorizado, quem descobrir o porquê do encobrimento do Continente Americano o compreenderá. Há um claro intuito de apagar definitivamente a memória portuguesa de segredos do passado.

Re: “quer o José Manuel, quer a Maria da Fonte, colocam a questão do "Espelho de Portugal" ser mais do que um mero diamante...”

Mas do servia aos fenícios ou aos seus descendentes terem um “computador” sem terem electricidade? É como terem uma biblioteca num cristal e não possuírem a luz certa para a ler... o que é certo e que as com tantas pedras algumas foram bem guardadas, e a forma de as lapidarem e muito avançada para a época... mas é especulativa esta minha ideia.


Re: “Em 1509, o Bispo de Winchester, Richard Fox, cuja origem e família são desconhecidas, e de quem nada se sabe, até aos 35 anos, usa o Pelicano, simbolo de Cristo, e as Cinco Quinas De Portugal.”

Este exemplo dá para ver quanto se esconde da portugalidade, ou pouco se divulga, ou melhor quando os franceses asfixiam os portugueses: O Elevador de Santa Justa não é obra do Eiffel mas dum portuense Raoul Ronson Mesnier du Ponsard casado com Sofia Adelaide Ferreira Pinto Basto, filho de Tiago Roberto Mesnier e Maria Ronson, neto paterno de João Gabriel Mesnier e Judite Thier, neto materno de Pedro Ronson e Luisa Frondi http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Mesnier
É difícil de ser português mesmo em 1900 quanto mais será difícil de dar origens portuguesas a quem seja na idade média... como dei exemplo para pôr na Wiki a nacionalidade portuguesa dum navegador Cabrilho, nem se sabe onde Camões nasceu e portanto é português.

Abraços

De Anónimo a 27.04.2014 às 05:40

Caro Da Maia

O José Manuel, colocou a questão certa:
Para que servia um Computador sem electricidade?
Pois é!
Nem Facebook, nem Google, nem PC.
No Passado, dito Pré-Histórico, eles tinham óbviamente electricidade, além de outros tipos de Energia.
Mas com a perda da Atlântida, e talvez concomitantemente a da Lemúria, uma Colónia de MU, tudo se perdeu.

Que poderiam os Portugueses fazer nesse tempo, com um Chip de Computador?
Nada, a não ser guardá-lo!

O Diamante "Espelho de Portugal", pertencia ao Duque de Viseu, Dom Diogo, Mestre da Ordem de Cristo, de quem o Infante Dom Luís, herda os bens e os Títulos....MAS SÓ QUANDO CASA COM VIOLANTE- A PELICANA.

Como foi parar ás mãos de Hitler, não sei!
Mas seguramente, o avô de Hitler sabia muito bem...

Abraço a ambos

Maria da Fonte

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