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Piri, Piri, Reis e Reinel

por desvela, em 08.03.17
Acerca dos recentes comentários de Maria da Fonte e David Jorge, sobre Piri Reis, notei que apesar de já ter falado desde 2010 várias vezes do assunto e até num comentário de 2013 ter deixado uma imagem comparativa entre o mapa de Piri Reis e o globo no Atlas Miller, os textos nos comentários acabam menos visíveis ao fim de algum tempo, e como então dizia... não há nada melhor do que colocar explicitamente a comparação para que se veja bem a coincidência entre os mapas de: 
- Reis & Rei-nel 


As 5 zonas identificadas em ambos os mapas são praticamente coincidentes.

O único mistério que permanece é o mapa de Piri Reis ter toda a publicidade e protagonismo, enquanto os mapas de Pedro Reinel são normalmente esquecidos... mesmo sendo idênticos.
Neste caso é tanto mais ridículo, quanto o mapa de Piri Reis mostra apenas uma parte do mapa mundi que está no Atlas Miller, que é mais completo (e tem co-autoria atribuída a Lopo Homem e Jorge Reinel).
Tanto mais caricato, quanto é até dito que o mapa de Piri Reis é baseado em mapas portugueses, e depois é esquecido convenientemente este mapa igual do Atlas Miller...  

Poderíamos dizer... ah, mas o mapa de Reis será 6 anos anterior ao mapa de Reinel. 
Até poderia ser, mas o mais natural é serem ambos cópias de um mapa anterior.

Conforme está extensamente descrito em 
http://alvor-silves.blogspot.pt/2011/03/piri-reis-oronce-fine.html
as inscrições do mapa de Piri Reis, sugerem que se referia a uma cópia do mapa que vinha do tempo de Alexandre Magno... ou até talvez anterior, dada a linha costeira!

Como voltei a falar da questão do alinhamento piramidal (num postal anterior), no mapa de Piri Reis está colocada uma rosa dos ventos sobre a ilha de Santa Helena, que evidencia a ligação, conforme ilustrei... Ainda mais ficou evidenciado que a linha de costa se adequaria a um baixo nível do mar, conforme podia ocorrer na Idade do Gelo:
 

Quanto à direcção que vem das pirâmides de Gizé, passa pelas ilhas de Fernando Pó, Príncipe, São Tomé, e Santa Helena... convém lembrar que passa depois pelo Estreito de Magalhães.

Ora, se o Estreito de Magalhães não é evidenciado no mapa de Piri Reis, está bastante evidente que no Atlas Miller há uma abertura (ou mesmo duas), que indiciam uma passagem exactamente no Sul da América, na posição do Estreito. As duas aberturas fazem sentido porque uma seria pelo Estreito de Magalhães e a outra pelo Estreito de La Maire (passada a Terra do Fogo).

O único inconveniente "destas coisas" é que o Atlas Miller é de 1519 e a passagem do Estreito foi feita por Magalhães em 1 de Novembro de 1520... mas também não é novidade que o próprio Magalhães dizia que seguia cartografia existente em Lisboa.

A última observação, a respeito do nome, é que não é de negligenciar que uma adaptação para turco do nome Pedro Reinel, fosse entendida como Piri Reis... e ainda que possa ter existido o almirante turco, e lhe tenha sido feita uma biografia, nada disso inviabiliza que tratassem o cartógrafo português como uma variante do mesmo nome. Afinal também no Ocidente os nomes árabes eram suficientemente alterados - Ibn Sina passou a Avicena, ou Al Quarismi passou a Algarismo...

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publicado às 04:02


13 comentários

De Alvor-Silves a 22.03.2017 às 04:30

Cara Maria da Fonte,

o traço da mão pode ser diferente e a cabeça a mesma. Uma coisa não invalida a outra.
Depois, como já sabemos, concordamos em discordar, o que tem o seu lado positivo.
Mas deixo-lhe a questão, que língua seria aquela de que os Turdulos tinham escrita desde 6000 a.C. segundo Estrabão? Vieram os romanos... e puf?

Abraços.

De Maria da Fonte a 24.03.2017 às 00:04

Errado Caro da Maia

Foram várias as cabeças e várias as mãos.
E quer o chamado Mapa de Piri Reis, quer os Mapas desenhados no Livro da navegação têm um toque de tintas da China. Embora os iluministas fossem diferentes.

E a Rosa dos Ventos, está ao Largo da Etiópia como seria de esperar.
António de Holanda, conhecia a História, e tinha uma mão fabulosa.

O filho Francisco, herdou-lhe o conhecimento e o Dom.

Quanto aos Túrdulos, todos os Arianos ou Ario-Indianos tinham escrita.
Aquela com que escreveram os Vedas: O Sânscrito Primitivo, de onde derivam todas as Línguas Euro-Indianas, incluindo o Grego e o Latim.

Digo Euro-Indianas e não Indo-Europeias, porque a viagem fez-se de Ocidente para Oriente. O que Dom João de Castro e Francisco de Holanda, sabiam perfeitamente. Mas estava-lhes vedado escrevê-lo.

Num facto concordo consigo:
Passados quase mil anos, os Documentos oficiais continuam Classificados.
E os Privados, inacessíveis na maioria, porque as mãos que os detêm hoje, nada têm de comum com o ADN, que os mandou escrever.

Abraços

Maria da Fonte

De Alvor-Silves a 24.03.2017 às 06:55

Cara Maria da Fonte,
sobre o que NÃO escrevi, se está "errado" não faço ideia.
O que escrevi neste texto é que as linhas de costa têm semelhanças inegáveis... apenas isso, conforme sublinhei nos quadrados amarelos sobre os mapas.

O resto foi matéria que a Maria da Fonte trouxe à discussão, e não tendo outros dados, nem sabendo quais são os seus, não comento. Apenas disse o óbvio - pode ter dois traços diferentes feitos (ou mandados fazer) pela mesma cabeça. E esse óbvio, por natureza, nunca pode estar errado. Se é aplicável ao caso de Piri Reis, pois não sei, porque não estive lá para ver, mas admito as diversas hipóteses.

Quanto a António de Holanda, o único problema, é não ter restado nenhum mapa onde tenha escrito "António de Holanda o fez", pelo que a atribuição a Reinel é natural, dado que será de quem se conhece algo assinado.
Obviamente haveria outros, restou Jorge Aguiar, e uns poucos mais.
No texto que o David Jorge indicou há a opinião de que haveria melhores que Reinel, quando Carlos V o terá tentado contratar, tal como, ao que consta, os Reinéis e Faleiro estiveram ligados à navegação de Magalhães.

Assim, como no que escreveu seguidamente, não estou em desacordo consigo, simplesmente a Maria da Fonte exibe certezas quase absolutas, baseadas em não sei quê, e como não sei, nem nunca quer substanciar, não me pronuncio.

Quanto ao Sânscrito, se reparar bem, foi usado sempre para uma ponte com a etimologia germânica, ou mais ligada ao leste, e portanto serve bem uma língua R1a, mas serve mal uma língua R1b. E esse detalhe, que conhece bem, é importante. Não estou em crer que tenha havido uma só direcção, houve dois sentidos - provavelmente primeiro da Índia para a Europa... e depois no sentido inverso. Mas isso é mera conjectura, com base na informação dos haplogrupos, conforme já o escrevi em tempos.

Abraços.

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