Site Meter

Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ponto de situação

por desvela, em 03.01.14
Até aqui tenho basicamente colocado informações sobre as quais tenho informação considerável.
A informação fica solta, e fiz várias tentativas de prosseguir colando a diversa informação... porém, o problema acaba por ser escolher uma das múltiplas vias.
Se damos mais valor ao registo mítico acabamos por versões demasiado especulativas, com pouca base na informação disponível. Se nos deixamos ficar pelo material mais fiável, paramos... mas não é por isso que deixam de se colocar várias hipóteses que fazem sentido.

Em concreto, podemos seguir a linha de Ludwig Schwennahagen, que me parece ser quem melhor procurou compilar a informação antiga. No entanto, fazer aparecer uma Atlântida do nada, como faz Schwennagen, não me satisfaz, porque deixa tantas ou mais perguntas. Tem a vantagem de acompanhar o registo bíblico das viagens de Salomão...

Surgiu uma hipótese que estou a considerar, mas faltam-me muitos dados ainda para a tornar mais sólida.
Em poucas palavras, a ideia seria que o propalado "Império Atlante" não saiu do nada... foi resultado uma evolução migratória que começou noutras ilhas remotas, a oriente, na Oceania, e marchou como uma invasão imparável, com duas vertentes coordenadas. A vertente oriental que se consolidou na China, e uma vertente ocidental que se consolidou na Índia e depois no Atlântico, dando origem à ligação indo-europeia. A Índia poderá ter servido de charneira na ligação entre estes dois pólos geográficos, que depois se autonomizaram consideravelmente.

Na Idade do Gelo ter-se-ia consolidado uma vertente ocidental, europeia, que teria acolhido o ímpeto agressivo dos invasores indo-europeus, incorporando o registo místico dos pintores rupestres. Aceitar um espasmo artístico cavernoso sem outra continuidade parece-nos redutor.
Essa incorporação definiria um poder completamente diferente. À componente secreta do poder sacerdotal dos invasores acrescia um misticismo mágico dos invadidos. O ilusionismo poderia adquirir estatuto de pragmatismo no poder. As elites iriam manipular e jogar com a ignorância dos povos.
À distância ficavam os restantes povos mediterrânicos e africanos, de outra ascendência, condicionados por manobras de bastidores. Essa nova elite actuaria sem se revelar, condicionando tribos, fabricando mitos e deuses. Se apareciam montados em cavalos, eram centauros que roubavam mulheres gregas, e disfarçados numa mistura animal-humana podiam aparecer como deuses de vários panteões.
Esses "atlânticos" só entrariam no Mediterrâneo, um lago na Idade do Gelo, pelo estabelecimento em ilhas chave... esse espaço serviria de recreio para essa "elite atlântica", autênticos deuses que presidiriam à construção e destruição de impérios.
Ainda na Idade do Gelo, o poder atlântico consolidar-se-ia pelo estabelecimento próximo, numa Europa Atlântica que ligaria à Mauritânia, mas também pelo estabelecimento distante... em paragens idílicas, em Hespérides, na zona das Caraíbas, e em outras paragens americanas. Essa seria a parte que mais sofreria com o degelo posterior.

É natural que o crescente aumento do nível das águas determinasse uma instabilidade social, e um eventual colapso hierárquico nessa estrutura "atlântica". O império pode ter colapsado pela base, separando a elite atlântica da maioria da população europeia, desagregada da sua antiga estrutura de poder...
Esta hipótese serve para justificar o aparente retrocesso civilizacional da população europeia, que se viu forçada a uma reconstrução social, tendo provavelmente criado os primeiros ensaios tribais republicanos.
A plebe atlante estaria sujeita ao ataque das estruturas civilizacionais mediterrânicas, apadrinhadas pelo imperialismo duma elite sacerdotal remanescente, mas ausente.

Surge agora a "novidade", que é uma simples conjectura, até reúna outras evidências. 
Podemos especular que, perante o avanço do degelo, a "migração de Noé" para o Cáucaso tenha sido mais uma organizada navegação lacustre, com o objectivo de estabelecer na Ásia Menor uma reedição das paragens atlânticas que iam ficando submersas pelo avanço dessas águas. Em desespero de causa, talvez os partidários de Noé tenham mesmo pensado em fazer uma enorme arca no topo do monte Ararat, último refúgio, caso tudo o resto falhasse. Quando dizemos isto, apontamos para a reprodução de nomes na península turca, e em particular para a existência de uma Ibéria e Albânia caucasiana... a Cólquida pode representar assim a parte ocidental, para sempre submergida.
Seria essa nova Cólquida que encerraria o Velo de Ouro, o símbolo do velho poder atlante mergulhado no Dilúvio. Os "deuses do antigo poder" passariam a reunir-se em paragens Olímpicas bem altas, temendo novo colapso diluviano. Restabelecido o poder em torno do Cáucaso, da Turquia, da Grécia, o mar não subiria tanto quanto temido, e as populações abandonadas tenderiam a reorganizar-se autonomamente.
A mesopotâmia ibérica com as suas províncias de Entre-Rios pode ter esboçado uma reorganização independente, ausente que estava o poder em paragens caucasianas... podem ter erguido grandes torres, desafiando o antigo poder, e sofreriam consequências. Aguardaria aos deportados uma nova Mesopotâmia, colocada em lugar mais próximo do Cáucaso, mais facilmente controlável... uma Babilónia onde sempre chorariam Cião. A história seria recontada partindo do oriente, lugar bem central, que só foi chamado oriente relativamente ao ocidente perdido.
O ocidente tem que se erguer de novo, de restos sobreviventes, mas com um considerável atraso. É tempo dos grandes monumentos na Mesopotâmia... pelo lado europeu refaz-se uma cerâmica campaniforme. Entretanto o mar pára de subir, Jasão tem autorização divina para fazer a sua viagem exploratória pela passagem norte, pelos pântanos polacos, que em breve fechariam o Mar Negro à entrada norte.

Os gregos dominariam temporariamente os mares, mas despertaria de novo o lado ocidental pelos "galos", celtas e venetos etruscos, é então altura de Tarsis, e da tentativa de colocar na Fenícia um posto marítimo avançado, em Ur, Tur, Tiro. Os galos fenícios disputarão o Mediterrâneo com os gregos. O galo passaria a ser a ave fénix fenícia, e reergueria nas suas velas as riscas alvi-rubras, as vezes necessárias.

Egipto, Grécia, Pérsia e depois Roma, serão palco de disputas internas religiosas de índole política.
No Egipto, o monoteísmo de Akenaton, centrado num Rá solar, e também os segredos de Hermes Trimegisto... opunham-se de certa forma à panóplia de divindades tradicionais. Algo semelhante ocorre com o Zoroastrismo na Pérsia, que de alguma forma vai substituir as divindades antigas.
O mesmo se passa na Grécia, onde as várias vertentes filosóficas mais racionais embatem contra o panteão clássico de divindades. Na Índia com o budismo, na China com o taoísmo, aparece esse movimento global, que dá um estatuto filosófico à religião, ainda que ela mantenha um certo carácter popular.
Em Roma a principal disputa será entre o cristianismo e o panteão clássico de divindades, mas inicialmente este cristianismo é gnóstico, ligado a essa vertente filosófica hermética.

Esta instabilidade acaba por seguir, grosso modo, a transmissão do poder mundial, de acordo com as "monarquias universais" de Figueiredo.
Tentarei nos próximos textos dar alguma sequência mais detalhada a estas ideias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 06:38


37 comentários

De Paulo Cruz a 05.01.2014 às 14:05

Bom dia!

Já alguns dias que não passo por cá.Já estou com saudades vossas,de si,do José Manuel e do Sid. Peço desculpa a todos de algo que possa ter dito...Eu não sou estúpido e tenho cabeça para pensar,ando farto de trafulhices e primo pela clareza. Ao longo da minha vida tenho procurado a verdade e já estive mais longe dela do que estou actualmente.É preciso procurar as coisas,tanto na Terra como para além dela,universalmente e junta-las para encontrar o que anda para ai escondido.Quero agradecer ao proprietário deste local por partilhar,por gosto,muito do seu tempo a expor muita informação para nós,os leitores,que muitas das vezes esta longe de nós.Quero desejar um bom ano para si e sua família e para os restantes participantes deste local...

Um bom dia....

De Alvor-Silves a 05.01.2014 às 21:18

Muito obrigado, e igualmente votos de bom 2014, Paulo.
Quanto aos mal-entendidos, haverá sempre, só precisamos que não se repitam sucessivamente.
Um abraço.

De Paulo Cruz a 05.01.2014 às 22:01

Boa noite

Obrigado...para dar um pequeno contributo deixo o link para quem desejar baixar o livro"Our Mysterious Spaceship Moon" que encontrei gratuitamente na internet.

http://www.amazon.com/Our-Mysterious-Spaceship-Moon-Wilson/dp/044006550X
https://docs.google.com/file/d/0Bw3wlgSuTT4nbU5VSHhuc19BbUU/edit?pli=1

Boas leituras

De Anónimo a 07.01.2014 às 20:50

Olá boa noite, e bom 2014 a todos,

Como diziam outros antes e no The X-Files “The truth is out there / La vérité est ailleurs”, mas tão perto no fundo, e dos cromossomas de cada um, quem a tem sabe a resposta a tudo, são poucos.

Mesmo sem consultar à tal memória cromossómica, os estudos das vastas regiões outrora produtoras de alimentos vegetais para milhares de pessoas na Anatólia e Brasil (Terra Preta do Índio), bastaria para refazer a história da humanidade... mais a leitura dumas cenouras dos gelos polares e ficaria a humanidade um pouco menos burra...

O cerne do problema é climático, e engendra o fim de civilizações e recomeço de outras...

Os britânicos gastaram este 2013 milhões para criar um instituto de previsão das tempestades solares... basta para antever o 2014...

Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

De Paulo Cruz a 07.01.2014 às 22:25

Boa noite!

Como esta Senhor José? Fiquei desolado em saber que foi uma guerra intergaláctica que perdemos.Penso e estou muito dividido que haja Deus,mas,Deuses devem haver lá...Aquilo é como uma colmeia,estão todos lá metidos e há mais aqui para baixo,debaixo da terra.Se mais alguém querer ler obras de lunáticos...vai mais um contributo meu.

http://www.amazon.com/Somebody-Else-Moon-George-Leonard/dp/0679506063
https://docs.google.com/file/d/0Bw3wlgSuTT4nMXJid2VGam1zN00/edit

Uma boa noite!

De Paulo Cruz a 07.01.2014 às 22:42

Para quem tiver a mente aberta...

Uma batalha lá em cima
http://www.youtube.com/watch?v=y1L4LXKEcf4
http://www.youtube.com/watch?v=m5RDN308Dn0
http://www.youtube.com/watch?v=shCDhVoU5bg
http://www.youtube.com/watch?v=oCskdSf8H3I
http://www.youtube.com/watch?v=D1PG6W3oMp0
http://www.youtube.com/watch?v=sLf_Ee3WUJ8

Bem vindos a realidade"Matrix"

De Alvor-Silves a 08.01.2014 às 01:54

Boa noite, José Manuel

Tem toda a razão, meu caro, o problema principal foi e é climático.
A Terra manteve-se com uma espécie de ar condicionado ligado desde o momento em que os primeiros seres vivos criaram uma atmosfera favorável. Não se costumava ligar muito aos seres microscópicos, mas como diria um amigo meu, estes bichinhos actuando em conjunto mudam planetas inteiros. Foi essa micro-fauna que ligou o ar condicionado, e é ainda ela que o sustém.

Haverá ainda anúncios de aquecimento global, cada vez mais caricato... dado o inverno que atravessamos.
Porém, o aquecimento temido era o aquecimento informativo - teme-se que a população aqueça com novas revelações, e que o ambiente social escaldasse!

Essas investigações a nível cromossómico, ao nível do registo alimentar, etc... são uma maneira da natureza dizer que vai sempre a jogo! Ou seja, por muito que os homens tentem manipular a verdade, fazer bluff com as suas informações privilegiadas, a natureza tem sempre cartas para dar nessa disputa. É claro que os homens tentarão manipular a ciência, mostrando apenas os resultados concordantes... mas se o processo parece lento, também é conhecido que a natureza não gosta de esperar e pode ser implacável contra vaidades e devaneios humanos.

Abraço e bom 2014.

De Paulo Cruz a 08.01.2014 às 10:38

Bom dia!

O clima global esta mesmo a mudar. Há poucos dias descarreguei uma aplicação,world map free, para o meu telemóvel com software Android e aparecem diversos gráficos que são assustadores. O gráfico climático CO2 in Near Future dispara entre 2000 e 2020. O nosso país,monetariamente,bateu contra a parede e parece-me que a humanidade irá pelo mesmo caminho.

Cumprimentos.

De Alvor-Silves a 08.01.2014 às 12:13

LOL... descarregou uma aplicação que sabe o CO2 em 2020, isso é no mínimo futurista. Modelos, prefiro-as as das passerelles...
Quando quiser falar em "aquecimento global" por estes dias, é melhor abrir a janela e talvez se convença que não está calor... e este é um dos invernos mais rigorosos registados.

De Paulo Cruz a 08.01.2014 às 20:46

Boa noite!

Essa aplicação mostra os resultados especulativos de uma possível alteração climática entre outras projecções.Se tiver esse tipo de software...Parece que sou mal vindo...Só quis mostrar algo de útil...


Continuação

Comentar post


Pág. 1/4



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Janeiro 2014

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D