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Sóis e Luas

14.05.11
No 2º livro da sua História Natural, Plínio refere vários fenómenos "naturais", alguns que têm explicação conhecida, outros nem tanto.
Um desses fenómenos é conhecido como parélio, e manifesta-se no ocasional avistamento de 3 ou mais sóis - devido a uma refracção da luz em camadas de gelo na estratosfera, na zona onde se formam os cirros,  é assim causada uma ilusão óptica.
Refracção por parélio provoca a ilusão de 3 sóis.

Parece estranho que Plínio não considere essa explicação, e vai falar ainda do avistamento de 3 ou mais luas, a que diz chamarem "sóis nocturnos". Se a ilusão óptica do Sol é conhecida, já é muito mais difícil de ter ocorrido com a Lua, no entanto acaba por ser essa a tentativa de explicação dos tradutores, J. Bostok e H. Riley, em 1855.

Há vários outros fenómenos que Plínio descreve, e que podem ser entendiveis pelo título do capítulo:
- Luminosidade diurna à noite
- Estrelas que se movem em várias direcções
- Eclipses especialmente longos
... etc.
As tentativas dos tradutores, para interpretar naturalmente aquilo a que Plínio não dá aparente explicação, e assume apenas como fenómeno estranho, são esforçadas, mas não são minimamente convincentes! É tão ilusória a tentativa de explicação, quanto ilusória parece a descrição do fenómeno.

Sobre os eclipses longos, refere que teriam ocorrido aquando do assassinato de César, e também durante quase um ano, aquando das guerras entre Octávio e Marco António, o Sol teria "ficado fraco", razão atribuída a um eclipse.

É interessante, a associação que Plínio faz ao partido de César e Marco António, porque mais do que uma observação natural, parece ser uma opção política. Lembramos que Plínio, que morre na erupção do Vesúvio em Pompeia, e por isso não sendo contemporâneo de César, mostra ainda uma influência clara das opções políticas de uma época que seria mais dos seus avós, mas que marcou as gerações vindouras.

Ao falar sobre o Oceano que rodeava a terra habitável, Plínio fala numa expedição ao tempo de Augusto que teria chegado ao Promontório Cimbri, mas que não teria ido mais longe no enorme Oceano pelo frio. Normalmente Cimbri é associada à Dinamarca... porém esses frios glaciais seriam aí bizarros numa altura em que a temperatura do planeta justificava as vestes ligeiras de gregos e romanos, habitualmente representados em "trajos de Verão" - com as togas ligeiras dos seus senadores e filósofos, ou com as pernas descobertas dos seus exércitos.
Parece-nos bem mais provável que este promontório Cimbri estivesse na zona da Noruega, seguindo os argumentos apresentados no post Alemanha Escandinava.

Entre os vários tópicos interessantes nos relatos de Plínio há dois que merecem desde já a nossa referência:

1º) Quando refere que segundo relatos antigos e ruínas, o mar teria atingido Menfis, que teria sido um porto, e que já à época de Plínio estava bem no interior do Egipto. Ou seja, as pirâmides podem ter sido construídas à beira-mar...
O Mediterrâneo com um nível do mar elevado. 
Menfis cidade portuária, pelo registo dos antigos, segundo Plínio.

É aliás natural pensar que a descida do centro decisor no Egipto esteve justamente relacionada com este afastamento da orla costeira. A tradição associa Tebas como primeira capital. Depois há uma descida no Nilo para Menfis, onde se encontram as pirâmides de Gizé. Finalmente, já no tempo de Alexandre, é decidida a nova transferência, a jusante, para a foz onde ficaria Alexandria. A Tebas inicial foi recuperada no significado religioso, como é ilustrado depois pelo complexo monumental de Carnac e Luxor, mas essa já não será a Tebas original, a de Ogyges.
Atendendo ao mito do Dilúvio de Ogyges, e à primeira cidade numa Tebas egípcia, o nível marítimo pode ter sido ligeiramente superior ao apresentado neste mapa, conforme já apresentado num post anterior.

2º) Plínio refere ainda que numa expedição levada a cabo na época de Augusto, indo para além da Mauritânia (portanto em zonas tropicais do Golfo da Guiné), teriam sido encontrados ainda vestígios de navios hispânicos naufragados/encalhados nessas paragens. Refere depois o relato de viagens, de Hanno, Himilcon, Eudoxo, etc... que já mencionámos a propósito da obra de António Galvão, que cita Plínio entre outros.

É especialmente curioso notar que Plínio fala em tentativas de circum-navegação, mantendo sempre o mesmo paralelo, mas que estas tentativas não teriam sido concretizadas por falta de empenho, de persistência, de mantimentos, etc...

Ou seja, notamos que 2000 antes, partiam expedições sistemáticas da Hispânia na direcção de África, conforme o registo de navios naufragados dado por Plínio, e provavelmente seguiriam para a América.
Nessa altura eram já feitas tentativas de circum-navegação... pelo que o cenário de exploração não era muito diferente do que veio a repetir-se na época dos descobrimentos quinhentistas. O mecanismo de Anticitera já existiria como auxiliar de navegação, mostrando como seria possível empreender grandes viagens com conhecimento adicional de longitude

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:54

Sóis e Luas

14.05.11
No 2º livro da sua História Natural, Plínio refere vários fenómenos "naturais", alguns que têm explicação conhecida, outros nem tanto.
Um desses fenómenos é conhecido como parélio, e manifesta-se no ocasional avistamento de 3 ou mais sóis - devido a uma refracção da luz em camadas de gelo na estratosfera, na zona onde se formam os cirros,  é assim causada uma ilusão óptica.
Refracção por parélio provoca a ilusão de 3 sóis.

Parece estranho que Plínio não considere essa explicação, e vai falar ainda do avistamento de 3 ou mais luas, a que diz chamarem "sóis nocturnos". Se a ilusão óptica do Sol é conhecida, já é muito mais difícil de ter ocorrido com a Lua, no entanto acaba por ser essa a tentativa de explicação dos tradutores, J. Bostok e H. Riley, em 1855.

Há vários outros fenómenos que Plínio descreve, e que podem ser entendiveis pelo título do capítulo:
- Luminosidade diurna à noite
- Estrelas que se movem em várias direcções
- Eclipses especialmente longos
... etc.
As tentativas dos tradutores, para interpretar naturalmente aquilo a que Plínio não dá aparente explicação, e assume apenas como fenómeno estranho, são esforçadas, mas não são minimamente convincentes! É tão ilusória a tentativa de explicação, quanto ilusória parece a descrição do fenómeno.

Sobre os eclipses longos, refere que teriam ocorrido aquando do assassinato de César, e também durante quase um ano, aquando das guerras entre Octávio e Marco António, o Sol teria "ficado fraco", razão atribuída a um eclipse.

É interessante, a associação que Plínio faz ao partido de César e Marco António, porque mais do que uma observação natural, parece ser uma opção política. Lembramos que Plínio, que morre na erupção do Vesúvio em Pompeia, e por isso não sendo contemporâneo de César, mostra ainda uma influência clara das opções políticas de uma época que seria mais dos seus avós, mas que marcou as gerações vindouras.

Ao falar sobre o Oceano que rodeava a terra habitável, Plínio fala numa expedição ao tempo de Augusto que teria chegado ao Promontório Cimbri, mas que não teria ido mais longe no enorme Oceano pelo frio. Normalmente Cimbri é associada à Dinamarca... porém esses frios glaciais seriam aí bizarros numa altura em que a temperatura do planeta justificava as vestes ligeiras de gregos e romanos, habitualmente representados em "trajos de Verão" - com as togas ligeiras dos seus senadores e filósofos, ou com as pernas descobertas dos seus exércitos.
Parece-nos bem mais provável que este promontório Cimbri estivesse na zona da Noruega, seguindo os argumentos apresentados no post Alemanha Escandinava.

Entre os vários tópicos interessantes nos relatos de Plínio há dois que merecem desde já a nossa referência:

1º) Quando refere que segundo relatos antigos e ruínas, o mar teria atingido Menfis, que teria sido um porto, e que já à época de Plínio estava bem no interior do Egipto. Ou seja, as pirâmides podem ter sido construídas à beira-mar...
O Mediterrâneo com um nível do mar elevado. 
Menfis cidade portuária, pelo registo dos antigos, segundo Plínio.

É aliás natural pensar que a descida do centro decisor no Egipto esteve justamente relacionada com este afastamento da orla costeira. A tradição associa Tebas como primeira capital. Depois há uma descida no Nilo para Menfis, onde se encontram as pirâmides de Gizé. Finalmente, já no tempo de Alexandre, é decidida a nova transferência, a jusante, para a foz onde ficaria Alexandria. A Tebas inicial foi recuperada no significado religioso, como é ilustrado depois pelo complexo monumental de Carnac e Luxor, mas essa já não será a Tebas original, a de Ogyges.
Atendendo ao mito do Dilúvio de Ogyges, e à primeira cidade numa Tebas egípcia, o nível marítimo pode ter sido ligeiramente superior ao apresentado neste mapa, conforme já apresentado num post anterior.

2º) Plínio refere ainda que numa expedição levada a cabo na época de Augusto, indo para além da Mauritânia (portanto em zonas tropicais do Golfo da Guiné), teriam sido encontrados ainda vestígios de navios hispânicos naufragados/encalhados nessas paragens. Refere depois o relato de viagens, de Hanno, Himilcon, Eudoxo, etc... que já mencionámos a propósito da obra de António Galvão, que cita Plínio entre outros.

É especialmente curioso notar que Plínio fala em tentativas de circum-navegação, mantendo sempre o mesmo paralelo, mas que estas tentativas não teriam sido concretizadas por falta de empenho, de persistência, de mantimentos, etc...

Ou seja, notamos que 2000 antes, partiam expedições sistemáticas da Hispânia na direcção de África, conforme o registo de navios naufragados dado por Plínio, e provavelmente seguiriam para a América.
Nessa altura eram já feitas tentativas de circum-navegação... pelo que o cenário de exploração não era muito diferente do que veio a repetir-se na época dos descobrimentos quinhentistas. O mecanismo de Anticitera já existiria como auxiliar de navegação, mostrando como seria possível empreender grandes viagens com conhecimento adicional de longitude

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publicado às 07:54

É com estas palavras: 
"este local forma uma linha divisória entre a terra, o mar e os céus",
que Plínio coloca o Promontório Magno, hoje dito simplesmente Cabo da Roca.
Promontório Magno, Artabrum, ou de Olisipo,
dizia Plínio... ou seja, dizemos hoje - Cabo da Roca (foto)

Não é apenas assim... apesar de começar no 3º Livro com a Bética, Plínio vai descrever a Europa até fechar o ciclo e regressar à Lusitânia, no 4º Livro, Cap. 35. Começa a Europa na Bética, numa margem do Rio Ana (Guadiana) e termina na outra, na Lusitânia. Maneira curiosa de fazer o périplo europeu...

"Onde a terra acaba e o mar começa...", Camões terá usado outra expressão para esta Finisterra, agora a parte mais ocidental da Europa continental.
Este "agora" é aqui propositado, devido à descrição de Plínio, que parece confundir a Roca Lisboeta com a Finisterra Galega... o tradutor inglês queixa-se disso, aliás.
Porquê?
Porque Plínio faz neste ponto a divisão - de um lado fica o Norte, o mar Gálico, e do outro lado o Oeste, a face de Espanha. Esta descrição apenas seria compreensível hoje referindo-se ao Cabo Finisterra - é isso que o tradutor diz. Porém, toda a sequência da Lusitania, começada no Douro, descendo por Conimbriga, Collipo (~Leiria), Eburobritum (~ Obidos), confirma a posição do Promontório Magno, que é adicionalmente referido como próximo de Lisboa ~ Olisipo.
Acresce uma descrição ainda mais estranha - o promontório avança no mar, na forma de um grande corno... e dá essas dimensões de penetração - entre 60 e 90 milhas (na tradução inglesa).
- Que sentido faz isto?
- Aparentemente nenhum, e só o erro explicaria... mas podemos ser consistentes com mapas já apresentados aqui e aqui, ou seja usar a hipótese de um nível do mar mais elevado, e de uma orientação terrestre no alinhamento piramidal de Gizé:

A orientação por rotação pode ser circunstancial, mas adaptada ao alinhamento das pirâmides daria um sentido consistente com Norte e Oeste, conforme Plínio. 
Quanto ao incremento do nível do mar, parece aqui mais convicente, transformando o conjunto montanhoso da Serra dos Candeeiros até à Serra de Sintra numa península - o dito "corno" - que teria facilmente as 90 milhas de extensão.

Plínio fala ainda de uma Arrotrebae que autores situariam em fronte dum Celtico Promontório... algo que terá algum nexo toponímico se entendermos que neste mapa a Arrábida surgiria como ilha em face.
Por outro lado, Plínio diz ainda que o Promontório Sacro projectar-se-ia do meio da face da Hespanha, algo que toma sentido com a orientação colocada no mapa. 
A denominada "face" teria topo no Promontório Magno, meio no Promontório Sacro, e base no Promontório Calpe, um dos pilares de Hércules.
E sobre a "face" de Hespanha, completamos a citação de Camões
      Eis aqui, quase cume da cabeça 
      De Europa toda, o Reino Lusitano, 
      Onde a terra se acaba e o mar começa,
      E onde Febo repousa no Oceano.

Pela descrição que faz, Plínio nunca terá visitado a Hispânia, e por isso é de conceder que fosse influenciado por erros - a habitual justificação oficial - ou então por relatos referentes a tempos muito anteriores, que justificariam a concepção de um mundo muito anterior aos Romanos, talvez à época de Jasão e Argonautas...

Um outro pormenor interessante que Plínio aponta no sentido da memória perdida, e nas suas bases, é a referência que faz ao Rio Lima. Diz que os "antigos" chamavam a este rio, o "Rio do Esquecimento"... Na por vezes designada "mesopotâmia" de Entre Douro-e-Minho, o outro rio, o Lima esqueceu essa designação do Esquecimento, e de "histórias fabulosas" - que Plínio refere, mas por outro lado há sempre uma tradição subreptícia que é possível encontrar. O Lima acabou por ficar conhecido pelo seu Queijo Limiano, e o Esquecimento associou-se indirectamente por esse mito popular de relacionar "queijo" à perda de memória. 

[publicado em 11/05/2011, antes do crash do Blogger]

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publicado às 02:50

É com estas palavras: 
"este local forma uma linha divisória entre a terra, o mar e os céus",
que Plínio coloca o Promontório Magno, hoje dito simplesmente Cabo da Roca.
Promontório Magno, Artabrum, ou de Olisipo,
dizia Plínio... ou seja, dizemos hoje - Cabo da Roca (foto)

Não é apenas assim... apesar de começar no 3º Livro com a Bética, Plínio vai descrever a Europa até fechar o ciclo e regressar à Lusitânia, no 4º Livro, Cap. 35. Começa a Europa na Bética, numa margem do Rio Ana (Guadiana) e termina na outra, na Lusitânia. Maneira curiosa de fazer o périplo europeu...

"Onde a terra acaba e o mar começa...", Camões terá usado outra expressão para esta Finisterra, agora a parte mais ocidental da Europa continental.
Este "agora" é aqui propositado, devido à descrição de Plínio, que parece confundir a Roca Lisboeta com a Finisterra Galega... o tradutor inglês queixa-se disso, aliás.
Porquê?
Porque Plínio faz neste ponto a divisão - de um lado fica o Norte, o mar Gálico, e do outro lado o Oeste, a face de Espanha. Esta descrição apenas seria compreensível hoje referindo-se ao Cabo Finisterra - é isso que o tradutor diz. Porém, toda a sequência da Lusitania, começada no Douro, descendo por Conimbriga, Collipo (~Leiria), Eburobritum (~ Obidos), confirma a posição do Promontório Magno, que é adicionalmente referido como próximo de Lisboa ~ Olisipo.
Acresce uma descrição ainda mais estranha - o promontório avança no mar, na forma de um grande corno... e dá essas dimensões de penetração - entre 60 e 90 milhas (na tradução inglesa).
- Que sentido faz isto?
- Aparentemente nenhum, e só o erro explicaria... mas podemos ser consistentes com mapas já apresentados aqui e aqui, ou seja usar a hipótese de um nível do mar mais elevado, e de uma orientação terrestre no alinhamento piramidal de Gizé:

A orientação por rotação pode ser circunstancial, mas adaptada ao alinhamento das pirâmides daria um sentido consistente com Norte e Oeste, conforme Plínio. 
Quanto ao incremento do nível do mar, parece aqui mais convicente, transformando o conjunto montanhoso da Serra dos Candeeiros até à Serra de Sintra numa península - o dito "corno" - que teria facilmente as 90 milhas de extensão.

Plínio fala ainda de uma Arrotrebae que autores situariam em fronte dum Celtico Promontório... algo que terá algum nexo toponímico se entendermos que neste mapa a Arrábida surgiria como ilha em face.
Por outro lado, Plínio diz ainda que o Promontório Sacro projectar-se-ia do meio da face da Hespanha, algo que toma sentido com a orientação colocada no mapa. 
A denominada "face" teria topo no Promontório Magno, meio no Promontório Sacro, e base no Promontório Calpe, um dos pilares de Hércules.
E sobre a "face" de Hespanha, completamos a citação de Camões
      Eis aqui, quase cume da cabeça 
      De Europa toda, o Reino Lusitano, 
      Onde a terra se acaba e o mar começa,
      E onde Febo repousa no Oceano.

Pela descrição que faz, Plínio nunca terá visitado a Hispânia, e por isso é de conceder que fosse influenciado por erros - a habitual justificação oficial - ou então por relatos referentes a tempos muito anteriores, que justificariam a concepção de um mundo muito anterior aos Romanos, talvez à época de Jasão e Argonautas...

Um outro pormenor interessante que Plínio aponta no sentido da memória perdida, e nas suas bases, é a referência que faz ao Rio Lima. Diz que os "antigos" chamavam a este rio, o "Rio do Esquecimento"... Na por vezes designada "mesopotâmia" de Entre Douro-e-Minho, o outro rio, o Lima esqueceu essa designação do Esquecimento, e de "histórias fabulosas" - que Plínio refere, mas por outro lado há sempre uma tradição subreptícia que é possível encontrar. O Lima acabou por ficar conhecido pelo seu Queijo Limiano, e o Esquecimento associou-se indirectamente por esse mito popular de relacionar "queijo" à perda de memória. 

[publicado em 11/05/2011, antes do crash do Blogger]

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