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Este nome segue uma sequência que comecei há dois anos e não terminei.
Regresso à questão do dilúvio, ou dos dilúvios...
Começo por insistir numa coisa que não é "história alternativa", é simples bom senso lógico, algo que faz muita falta à Ciência moderna.

1) Durante uma Idade do Gelo, o nível marítimo era muito mais baixo do que é hoje. Assim a linha de costa estava afastada da actual, nalguns casos centenas ou milhares de quilómetros. Em baixo está um possível mapa do que seria a costa em época glaciar, atendendo por exemplo a que caverna rupestre de Cosquer tem a sua entrada 37 metros abaixo do nível actual do mar. Basta considerar uma descida de 200 metros (para explicar Cosquer foram aceites 150 metros), para obter isto: 
Panorama da linha costeira com nível marítimo de descida de ~200 metros, conforme mapa anterior.
2) Como se passa do cenário anterior para o cenário actual, sem falar em inundação?
- Não há nenhuma questão de mitologia, é uma questão de não paralisar o cérebro!
Se o nível do mar na Idade do Gelo era mais baixo e depois ficou muito mais alto, não é preciso ser nenhum génio para concluir que algum dilúvio teve que existir!
- No entanto, a Ciência actual, manipulada até à medula, fala de uma coisa, fala da outra, mas coloca uma inundação, um "dilúvio", como mito, e omite por completo uma relação entre as duas coisas que aceita. 

Portanto, ninguém pode dizer que não se passou nada... e é a este ponto que voltamos.

Houve uma inundação de terrenos, que estão hoje submersos e não estavam na Idade do Gelo.
Pode parecer que a questão principal é saber se a subida das águas foi lenta ou rápida, mas em qualquer caso, terá tido efeitos dramáticos.
Basta olhar para o mapa acima, para vermos que na época glaciar o Mediterrâneo eram essencialmente três grandes lagos, e talvez daí a razão de diversas partes do Mediterrâneo terem nomes diferentes (como Mar Egeu, Mar Tirreno ou Adriático, e Balear). Até que o nível da água não ultrapassasse o limite do Estreito de Gibraltar (ou do outro lado, o Dardanelos), a subida seria progressiva e lenta.
No entanto, assim que galgasse a linha de Gibraltar, isso levaria a uma súbita inundação de todo o Mediterrâneo, que se faria em pouco tempo, e que corresponderia praticamente a termos o Atlântico a desaguar com toda a força no Mediterrâneo, e a cavar ali um fosso. Parece-me ter mais nexo a inundação se fazer pelo lado de Gibraltar do que pelo lado do Dardanelos, mas em ambos os casos, o resultado seria avassalador e dramático.

Profundidade no Estreito de Gibraltar - indicia uma inundação a partir de circa 200 metros.

E aqui também não há muitas dúvidas. Até perto de 200 metros havia ligação e a água não passava, e depois caiu como um cascata, escavando uma profundidade de perto de 800 metros, na queda para o Mediterrâneo. Se é admitido que o nível da água era mais baixo, o consenso vai para desconsiderar que a ligação entre África e Europa em Gibraltar existisse na Idade do Gelo. Basta arbitrar 150 metros em vez de 200 metros, e isso faz a diferença... admitindo é claro que a abrupta passagem do mar não escavaria maior profundidade na rocha, etc... coisas que pouco interessam em quem quer ver os mapas de há milhares de anos como se fossem os mapas de hoje.

Depois, é claro, o nível da água continuou a subir... até ao ponto de, como refere Galvão, se terem encontrado cascos e âncoras de navios na Suiça, perto de Basileia, na zona do Jura. Mas isto também é convenientemente desprezado, apesar das claras evidências que aqui temos mostrado.

A história...
Nem sequer vou colocar como alternativa, já que a alternativa é mesmo fechar os olhos e aceitar a versão da carochinha. Se quisesse optar como alternativa, bastaria usar o discurso do postal anterior, sobre o S S Jesmond, e mencionar as estranhas formações submarinas, essas sim a profundidade irrazoável, e com dimensões extravagantes.

Não é preciso.
Simplesmente as populações no final da Idade do Gelo eram já razoavelmente avançadas, como aliás mostrou a descoberta de Gobekli Tepe, que já mencionámos.
Como a costa mudou, as populações e construções mais significativas, que normalmente estariam junto à costa, foram completamente submersas, e estão inacessíveis, nem parece haver nenhum interesse público em que sejam exploradas.

Portanto, o que deverá ter ocorrido?
O clima mudou, como muda ciclicamente, e pelo gelo que se ia derretendo, pela queda de grandes blocos no oceano, as populações no final da Idade do Gelo começaram a ver os seus territórios e povoações costeiras perdidas, muito rapidamente. Mas isso não seria suficiente para um mito tão marcante como foi o Dilúvio.
Uma situação mais dramática teria sido ver territórios ficando rodeados pelo mar, formando ilhas, ou pior ainda, ver essas ilhas desaparecer, como ocorreu no Oceano Atlântico, à frente de Portugal e Galiza. Já mencionámos o caso da ilha que poderia existir no banco da Galiza, actualmente a 600 metros de profundidade, mas há outras que têm picos a menos de 50 metros, como o caso dos bancos Gorringe, Ormond, Ampere, Hirondelle ou Josephine (cf. oceana.org), podendo fazer parte do que Galvão chamava "Frodísias". Este nome Frodísias ligava-se provavelmente a Afrodite, tal como se pode julgar o mesmo do nome África (África que foi chamada Líbia, e também por aí se ligaria ao libido).
Mas, conforme sugerimos, bastante pior seria assumir a inundação de toda a bacia do Mediterrâneo, o que daria ainda razão ao mito grego do dilúvio de Ogyges [Ogugos]. Homero refere-se depois à ilha Ogygia [Ogugea], muitas vezes associada à Atlântida, como pátria da ninfa Calipso, que os poetas portugueses indiciavam como filha do rei Gorgoris, e que teria seduzido Ulisses a ficar em Lisboa. Nesse caso, a grande Ogygia não seria mais que a Ibéria.

De que maneira é afectada a Ibéria?
Para além dos territórios costeiros serem submersos, o nível da água continuou a subir, suponho que até ao nível que tornou Montejunto, antigamente denominado Monte Tagro, um ponto de referência... ou seja, entre 100 a 300 metros acima do nível do mar actual. Isto pode parecer estranho para quem sabe que o derreter de todo o gelo da Antárctida aumentaria apenas 60 metros o nível actual, mas convém não esquecer que no processo de formação da Terra, o Oceano Atlântico nem existia, e ligava-se a África ao Brasil como um só continente... encontrando-se assim espécies animais similares de ambos os lados (por exemplo, macacos). Ao contrário das simplificações feitas pela academia vigente, as coisas não funcionam como regras de 3 simples, aplicadas a torto e a direito. O Oceano Atlântico tem vindo a ser cavado no afastamento das placas, que também corresponde a um aumento do raio da Terra.
Mas, mais drástico seria ver a inundação do território mediterrânico, num espaço de alguns meses, engolindo povoações, e chegar ao ponto em que a própria Ibéria iria ficar como uma ilha, sem que os "magos" soubessem até que ponto a inundação continuaria, correndo o risco de tudo engolir.

Assim, o mais natural seria assistir a uma ordem de debandada completa.
Ou seja, terá sido espalhado que a própria Ibéria correria o risco de ser engolida pela subida de águas.
Seriam os Pirinéus ou os Alpes suficientes como último refúgio, em caso de subida de águas?
A indicação bíblica remete para o Cáucaso, para o Monte Ararat, na Turquia... que tinha ainda a vantagem de se ligar directamente na cadeia montanhosa do "Tauro" até aos Himalaias.

Está aqui a razão pela qual decidi reescrever esta parte. Não que a anterior estivesse mal... mas simplesmente porque a nova estória se ajusta muito melhor à história e ao mito.
Vamos buscar os textos sobre as Colchas... ou Col-cheias, e no primeiro relemos o que escrevia Meakin - Os ibéricos do Cáucaso crê-se que se estabeleceram nos rios do Cáucaso por volta de 3000 a.C., e multiplicaram-se tanto, dizem-nos, que quatrocentos anos depois da sua chegada, inúmeros partiram para procurar nova casa, e seguiram pela costa de África entrando em Espanha.

Ou seja, a razão pelo grande número de Iberos a chegar ao Cáucaso, não seria outra que o medo do contínuo aumento do nível das águas. Se a ordem sabida fosse essa migração para o Cáucaso, para paragens seguras a grande altitude, então pequena região caucasiana e da Ásia Menor iria receber refugiados de toda a parte da Europa.
Portanto, na zona caucasiana os "magos" iriam refazer em pequena escala o mapa da Europa, acolhendo aí a malta que fugia. O pessoal da Ibéria europeia iria ficar numa fatia também chamada Ibéria, no Cáucaso. Recuperamos o mapa do texto Colcha-2

... para fazer notar a divisão em Albânia, Ibéria e Cólquida; que poderia corresponder a zonas estabelecidas para o alojamento das populações migrantes. Vemos também o nome "Lazi", que poderia indicar a região italiana da Lácio, bem como outros nomes assinalados. Nem faltam umas Colunas, que ali não são de Hércules, mas sim de Alexandre Magno.

Mas, especialmente, isto dá uma melhor lógica ao mito de Europa ser raptada por Zeus na forma de um Touro branco. Afinal a população europeia, seria assim cativada pelas montanhas brancas do Tauro, para escapar às chuvas diluvianas que o próprio Zeus enviava. Ainda que a ligação do continente Europeu à deusa Europa seja fabricação ou cunho posterior, à época da invasão árabe, e de Carlos Magno, talvez possa ter razões bem mais antigas.

Independentemente desta parte, parece-me uma estória verosímil que perante uma não previsível subida das águas, as populações fossem agregadas no Cáucaso.
Os que falharam a convocatória, por falta de aviso, ou obstinação, iriam sujeitar-se a ver o aumento das águas ameaçar a sua existência. A maioria escaparia, mas desligada do centro de poder dos "magos", refugiados no Cáucaso. Livres dessa subjugação aos magos, iriam experimentar um longo período de reaprender a sobrevivência em comum. Na península ibérica poderá ter sido assim que se formou a chamada "República de Setúbal", até que Tubal, o descendente de Noé, passados 160 anos decidiu regressar ao território hispânico, para reclamar o seu trono de direito. Também por esta separação se dividiria a população entre os apoiantes a Gerião, o provável algarvio, e os apoiantes do velho poder dos magos, emigrados no Cáucaso.

Esta junção forçada no Cáucaso, devido ao medo de aumento de águas, também pode servir para explicar alguns fenómenos de aglutinação que apontam uma origem comum, caucasiana, quer de populações humanas, quer de seus animais domesticados. Após este dilúvio, os territórios com acesso rápido ao Cáucaso passaram a ser considerados como mais seguros, e as primeiras civilizações ocidentais vão emergir nas zonas baixas dessa vizinhança caucasiana, vendo-se ainda uma repetição de nomes na Ásia Menor, e noutras partes de Europa, prestando-se à confusão.
Os magos manteriam o seu refúgio de eleição em montes altos, do qual o Olimpo seria um bom exemplo de controlo da actividade humana na Grécia. Os territórios a Ocidente, muitos para sempre submersos, manter-se-iam de certa forma proibidos, até à ascensão da República Romana. E conforme já referimos, a expressão de perda dos territórios ocidentais seria simbolizada na peregrinação do Calix Ianus, que depois foi tomado como caminho de Santiago.




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publicado às 20:23

Este nome segue uma sequência que comecei há dois anos e não terminei.
Regresso à questão do dilúvio, ou dos dilúvios...
Começo por insistir numa coisa que não é "história alternativa", é simples bom senso lógico, algo que faz muita falta à Ciência moderna.

1) Durante uma Idade do Gelo, o nível marítimo era muito mais baixo do que é hoje. Assim a linha de costa estava afastada da actual, nalguns casos centenas ou milhares de quilómetros. Em baixo está um possível mapa do que seria a costa em época glaciar, atendendo por exemplo a que caverna rupestre de Cosquer tem a sua entrada 37 metros abaixo do nível actual do mar. Basta considerar uma descida de 200 metros (para explicar Cosquer foram aceites 150 metros), para obter isto: 
Panorama da linha costeira com nível marítimo de descida de ~200 metros, conforme mapa anterior.
2) Como se passa do cenário anterior para o cenário actual, sem falar em inundação?
- Não há nenhuma questão de mitologia, é uma questão de não paralisar o cérebro!
Se o nível do mar na Idade do Gelo era mais baixo e depois ficou muito mais alto, não é preciso ser nenhum génio para concluir que algum dilúvio teve que existir!
- No entanto, a Ciência actual, manipulada até à medula, fala de uma coisa, fala da outra, mas coloca uma inundação, um "dilúvio", como mito, e omite por completo uma relação entre as duas coisas que aceita. 

Portanto, ninguém pode dizer que não se passou nada... e é a este ponto que voltamos.

Houve uma inundação de terrenos, que estão hoje submersos e não estavam na Idade do Gelo.
Pode parecer que a questão principal é saber se a subida das águas foi lenta ou rápida, mas em qualquer caso, terá tido efeitos dramáticos.
Basta olhar para o mapa acima, para vermos que na época glaciar o Mediterrâneo eram essencialmente três grandes lagos, e talvez daí a razão de diversas partes do Mediterrâneo terem nomes diferentes (como Mar Egeu, Mar Tirreno ou Adriático, e Balear). Até que o nível da água não ultrapassasse o limite do Estreito de Gibraltar (ou do outro lado, o Dardanelos), a subida seria progressiva e lenta.
No entanto, assim que galgasse a linha de Gibraltar, isso levaria a uma súbita inundação de todo o Mediterrâneo, que se faria em pouco tempo, e que corresponderia praticamente a termos o Atlântico a desaguar com toda a força no Mediterrâneo, e a cavar ali um fosso. Parece-me ter mais nexo a inundação se fazer pelo lado de Gibraltar do que pelo lado do Dardanelos, mas em ambos os casos, o resultado seria avassalador e dramático.

Profundidade no Estreito de Gibraltar - indicia uma inundação a partir de circa 200 metros.

E aqui também não há muitas dúvidas. Até perto de 200 metros havia ligação e a água não passava, e depois caiu como um cascata, escavando uma profundidade de perto de 800 metros, na queda para o Mediterrâneo. Se é admitido que o nível da água era mais baixo, o consenso vai para desconsiderar que a ligação entre África e Europa em Gibraltar existisse na Idade do Gelo. Basta arbitrar 150 metros em vez de 200 metros, e isso faz a diferença... admitindo é claro que a abrupta passagem do mar não escavaria maior profundidade na rocha, etc... coisas que pouco interessam em quem quer ver os mapas de há milhares de anos como se fossem os mapas de hoje.

Depois, é claro, o nível da água continuou a subir... até ao ponto de, como refere Galvão, se terem encontrado cascos e âncoras de navios na Suiça, perto de Basileia, na zona do Jura. Mas isto também é convenientemente desprezado, apesar das claras evidências que aqui temos mostrado.

A história...
Nem sequer vou colocar como alternativa, já que a alternativa é mesmo fechar os olhos e aceitar a versão da carochinha. Se quisesse optar como alternativa, bastaria usar o discurso do postal anterior, sobre o S S Jesmond, e mencionar as estranhas formações submarinas, essas sim a profundidade irrazoável, e com dimensões extravagantes.

Não é preciso.
Simplesmente as populações no final da Idade do Gelo eram já razoavelmente avançadas, como aliás mostrou a descoberta de Gobekli Tepe, que já mencionámos.
Como a costa mudou, as populações e construções mais significativas, que normalmente estariam junto à costa, foram completamente submersas, e estão inacessíveis, nem parece haver nenhum interesse público em que sejam exploradas.

Portanto, o que deverá ter ocorrido?
O clima mudou, como muda ciclicamente, e pelo gelo que se ia derretendo, pela queda de grandes blocos no oceano, as populações no final da Idade do Gelo começaram a ver os seus territórios e povoações costeiras perdidas, muito rapidamente. Mas isso não seria suficiente para um mito tão marcante como foi o Dilúvio.
Uma situação mais dramática teria sido ver territórios ficando rodeados pelo mar, formando ilhas, ou pior ainda, ver essas ilhas desaparecer, como ocorreu no Oceano Atlântico, à frente de Portugal e Galiza. Já mencionámos o caso da ilha que poderia existir no banco da Galiza, actualmente a 600 metros de profundidade, mas há outras que têm picos a menos de 50 metros, como o caso dos bancos Gorringe, Ormond, Ampere, Hirondelle ou Josephine (cf. oceana.org), podendo fazer parte do que Galvão chamava "Frodísias". Este nome Frodísias ligava-se provavelmente a Afrodite, tal como se pode julgar o mesmo do nome África (África que foi chamada Líbia, e também por aí se ligaria ao libido).
Mas, conforme sugerimos, bastante pior seria assumir a inundação de toda a bacia do Mediterrâneo, o que daria ainda razão ao mito grego do dilúvio de Ogyges [Ogugos]. Homero refere-se depois à ilha Ogygia [Ogugea], muitas vezes associada à Atlântida, como pátria da ninfa Calipso, que os poetas portugueses indiciavam como filha do rei Gorgoris, e que teria seduzido Ulisses a ficar em Lisboa. Nesse caso, a grande Ogygia não seria mais que a Ibéria.

De que maneira é afectada a Ibéria?
Para além dos territórios costeiros serem submersos, o nível da água continuou a subir, suponho que até ao nível que tornou Montejunto, antigamente denominado Monte Tagro, um ponto de referência... ou seja, entre 100 a 300 metros acima do nível do mar actual. Isto pode parecer estranho para quem sabe que o derreter de todo o gelo da Antárctida aumentaria apenas 60 metros o nível actual, mas convém não esquecer que no processo de formação da Terra, o Oceano Atlântico nem existia, e ligava-se a África ao Brasil como um só continente... encontrando-se assim espécies animais similares de ambos os lados (por exemplo, macacos). Ao contrário das simplificações feitas pela academia vigente, as coisas não funcionam como regras de 3 simples, aplicadas a torto e a direito. O Oceano Atlântico tem vindo a ser cavado no afastamento das placas, que também corresponde a um aumento do raio da Terra.
Mas, mais drástico seria ver a inundação do território mediterrânico, num espaço de alguns meses, engolindo povoações, e chegar ao ponto em que a própria Ibéria iria ficar como uma ilha, sem que os "magos" soubessem até que ponto a inundação continuaria, correndo o risco de tudo engolir.

Assim, o mais natural seria assistir a uma ordem de debandada completa.
Ou seja, terá sido espalhado que a própria Ibéria correria o risco de ser engolida pela subida de águas.
Seriam os Pirinéus ou os Alpes suficientes como último refúgio, em caso de subida de águas?
A indicação bíblica remete para o Cáucaso, para o Monte Ararat, na Turquia... que tinha ainda a vantagem de se ligar directamente na cadeia montanhosa do "Tauro" até aos Himalaias.

Está aqui a razão pela qual decidi reescrever esta parte. Não que a anterior estivesse mal... mas simplesmente porque a nova estória se ajusta muito melhor à história e ao mito.
Vamos buscar os textos sobre as Colchas... ou Col-cheias, e no primeiro relemos o que escrevia Meakin - Os ibéricos do Cáucaso crê-se que se estabeleceram nos rios do Cáucaso por volta de 3000 a.C., e multiplicaram-se tanto, dizem-nos, que quatrocentos anos depois da sua chegada, inúmeros partiram para procurar nova casa, e seguiram pela costa de África entrando em Espanha.

Ou seja, a razão pelo grande número de Iberos a chegar ao Cáucaso, não seria outra que o medo do contínuo aumento do nível das águas. Se a ordem sabida fosse essa migração para o Cáucaso, para paragens seguras a grande altitude, então pequena região caucasiana e da Ásia Menor iria receber refugiados de toda a parte da Europa.
Portanto, na zona caucasiana os "magos" iriam refazer em pequena escala o mapa da Europa, acolhendo aí a malta que fugia. O pessoal da Ibéria europeia iria ficar numa fatia também chamada Ibéria, no Cáucaso. Recuperamos o mapa do texto Colcha-2

... para fazer notar a divisão em Albânia, Ibéria e Cólquida; que poderia corresponder a zonas estabelecidas para o alojamento das populações migrantes. Vemos também o nome "Lazi", que poderia indicar a região italiana da Lácio, bem como outros nomes assinalados. Nem faltam umas Colunas, que ali não são de Hércules, mas sim de Alexandre Magno.

Mas, especialmente, isto dá uma melhor lógica ao mito de Europa ser raptada por Zeus na forma de um Touro branco. Afinal a população europeia, seria assim cativada pelas montanhas brancas do Tauro, para escapar às chuvas diluvianas que o próprio Zeus enviava. Ainda que a ligação do continente Europeu à deusa Europa seja fabricação ou cunho posterior, à época da invasão árabe, e de Carlos Magno, talvez possa ter razões bem mais antigas.

Independentemente desta parte, parece-me uma estória verosímil que perante uma não previsível subida das águas, as populações fossem agregadas no Cáucaso.
Os que falharam a convocatória, por falta de aviso, ou obstinação, iriam sujeitar-se a ver o aumento das águas ameaçar a sua existência. A maioria escaparia, mas desligada do centro de poder dos "magos", refugiados no Cáucaso. Livres dessa subjugação aos magos, iriam experimentar um longo período de reaprender a sobrevivência em comum. Na península ibérica poderá ter sido assim que se formou a chamada "República de Setúbal", até que Tubal, o descendente de Noé, passados 160 anos decidiu regressar ao território hispânico, para reclamar o seu trono de direito. Também por esta separação se dividiria a população entre os apoiantes a Gerião, o provável algarvio, e os apoiantes do velho poder dos magos, emigrados no Cáucaso.

Esta junção forçada no Cáucaso, devido ao medo de aumento de águas, também pode servir para explicar alguns fenómenos de aglutinação que apontam uma origem comum, caucasiana, quer de populações humanas, quer de seus animais domesticados. Após este dilúvio, os territórios com acesso rápido ao Cáucaso passaram a ser considerados como mais seguros, e as primeiras civilizações ocidentais vão emergir nas zonas baixas dessa vizinhança caucasiana, vendo-se ainda uma repetição de nomes na Ásia Menor, e noutras partes de Europa, prestando-se à confusão.
Os magos manteriam o seu refúgio de eleição em montes altos, do qual o Olimpo seria um bom exemplo de controlo da actividade humana na Grécia. Os territórios a Ocidente, muitos para sempre submersos, manter-se-iam de certa forma proibidos, até à ascensão da República Romana. E conforme já referimos, a expressão de perda dos territórios ocidentais seria simbolizada na peregrinação do Calix Ianus, que depois foi tomado como caminho de Santiago.




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