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A Associação Portuguesa de Arqueologia, APIA, através de Nuno Ribeiro e Anabela Joaquinito, tem vindo a publicitar várias descobertas nos Açores. Praticamente todos os anos estamos com novidades, e desta vez são estruturas piramidais, denominadas "Maroiços":

 
Maroiços no Pico (Madalena) [esq: foto Expresso, dir: foto Artazores]

É claro que só se tratam de descobertas para quem não sabe... e a questão mais uma vez é atribuir uma autoria, já que ao contrário da Grota do Medo, duvido que alguma sumidade nacional arriscasse uma versão natural para tais construções. Há ainda assim alguns limites para o ridículo. Mais uma vez, há uma versão oficial que atribui tal obra aos agricultores, dentro do quadro da Paisagem da Ilha do Pico.
Já tinhamos mencionado no texto "Degraus da Maia" que os muros da Ilha do Pico tinham sido classificados na lista WHC da UNESCO, o que nos pareceu algo estranho, mas meritório. Estranho, porque não parecia haver nada de tão extraordinário naqueles muros, que não se encontrasse frequentemente em serras portuguesas... conforme já referimos na zona da Serra dos Candeeiros, não longe de Fátima, há vários quilómetros quadrados cheios de muros, que dão ideia de cidadelas abandonadas no tempo.

Ora, uma coisa é haver uma sensação visual, outra coisa é arriscar dizer que se tratam de monumentos arqueológicos. Neste caso dos "Maroiços" é nítido que há uma construção piramidal, a questão é saber se tal obra se pode reportar a período anterior à colonização oficial portuguesa... ou se são apenas construções agrícolas mais recentes. A notícia do Expresso:
http://expresso.sapo.pt/arqueologos-revelam-segredos-das-piramides-da-ilha-do-pico=f827624
dá a entender que há vários factores que podem apontar para ser construção antiga. Nomeadamente a semelhança com estruturas semelhantes noutras ilhas (e.g. dos guanches nas Canárias), o facto de terem câmara interna (falsa abóbada), e a orientação solar. Apenas estes factores estão longe de ser decisivos, e seria fácil rebater tal hipótese... O problema é que também é difícil de acreditar que os agricultores açorianos andaram a copiar construções arqueológicas antigas. Já são pelo menos 3 ou 4 monumentos bem distintos que invocam uma presença anterior à versão oficial portuguesa.

O nome Maroiço não é exclusivo açoriano. Há uma serra perto de Fafe que se chama Serra do Maroiço, e esse nome já foi associado pelo arqueólogo Luis Chaves (1951) à presença de antas:
Luis Chaves, As Antas de Portugal.

Nesse texto, Luis Chaves, faz uma pequena síntese de topónimos que poderiam invocar essa ligação.
Deixo aqui um breve resumo das diversas palavras que ele associou na toponímia nacional:
--------------------
Altar (ex: Anta de Altar, Mamaltar).
Anta (ex: Pedra d'Anta, Vale de Antas, Antadega, Anto).
Antão, Antões: : aumentativos de Antas.
Ante (ex: Penedante, Pedra Dante, Touça Dante, Antemil)
Antela, Antelas, Antaínha, Antoínha : diminuitivos de Antas (Antanhol).
Arca (ex: Fraga de Arcas, Pena de Arcas, Arcã) : montes de terra.
Arcaínha, Arcanha, Arcela, Arcelo, Arquinha : diminuitivos de Arcas.
Arcal, Arcais, Arcão : aumentativos de Arcas.

Casa : "nome comum às antas e às lapas, covas, etc."
Casarelo, Casinola : diminuitivo de Casa.
Cova : similar a Casa, pode não ser Anta.
Covelo : diminuitivo de Cova.

Forno : "por semelhança construtiva com fornos".
Fundo : similar a Cova, Casa.

Lagar : por "sugestão de capacidade e imagem dos lagares".
Lagarão : aumentativo de Lagar.
Lagareta : diminuitivo de Lagar.
Lapa : (gr. lapados) rochedo, "a Anta formada por esteios e coberta" (Lapa dos Mouros, Lapa da Orca)

Madorra: monte de pedras miúdas ou cascalho.
Medorra, Modorra, Mudura, Madorrinha : vem de Madorra.
Mamôa: "monte, colina, ou proeminência de terra", arredondada, "semelhante a peito".
Maroiço, Marouço, Maroço, Meroço, Tulha : "monte de seixos".
Mêda : "monte de pedras".
Monte : "o monte de pedras quando a Anta não tinha cobertura de terra".
Montilhão : aumentativo de Monte.
Moimento : vem de Monumento, Leite de Vasconcelos dizia ser de Antas desaparecidas.

Orca : "grande vaso de barro ... conserva de peixe seco", passou a designar habitação mítica (Casa da Orca, Lapa da Orca, Pedra da Orca, Orca das Orcas).

Padrão, Padrões, Pedrão, Pedrões : "pedra grande, o conjunto da anta" (Anta dos Padrões, Antela da Mamoinha do Senhor do Pedrão)
Pala : "pedra horizontal sobre outras (Pala da Moura).
Pedra : "a pedra formada pelo todo da anta, ou conservada de pé (Pedralta, Pedra do Altar, Pedra da Anta, Pedra da Orca).
Penedos : "associado o nome às antas que os formam" (Penedante, Penedo de Anta, Penedos de Arcas)

Sepultura: "associação ao uso sepulcral".
Touça, Touca, Toutiço ou Touta : toma a forma de cabeça.
Urna : "vaso onde se guardavam as cinzas dos mortos".
--------------------
Esta lista organizada por Luís Chaves é extensa, mas creio que ainda faltam associar outras palavras que se ligam a construções antigas, como por exemplo Fragas, Azambuja, Zambujal, Zambujeiro, etc...
Ainda que não tenham resistido os monumentos, houve um registo de nomes que ainda não se perdeu, e que nos liga a tempos imemoriais.

Aditamento (08/09/2013):
Por lapso ao compor o texto falei dos guanches, mas esqueci-me depois de explicitar a relação destes Maroiços com os Marajos, as pirâmides das Canárias, colocando uma imagem ilustrativa:
Pirâmides de Guímar, Tenerife (Canárias)

Também no caso espanhol é suposto que estas pirâmides sejam já posteriores à ocupação espanhola, não sendo reconhecido oficialmente que remetam aos guanches. No caso das Canárias, como é reconhecido uma habitação anterior pelos guanches, não se coloca a questão das ilhas serem desabitadas, o problema é que a estrutura parece ter sofrido alterações ou reconstrução no Séc. XIX, pondo em causa um registo mais antigo. Também no caso canarinho, foi demonstrada uma orientação solar dos monumentos.

Para quem queira ver nestas construções uma obra agrícola de camponeses europeus, deve explicar por que razão tiveram a mesma ideia os agricultores do Pico e de Tenerife, e porque razão tal construção não tem tradição nos países de origem, em Portugal e Espanha. Justificação complicada... boa sorte!

Contribuição (Sid, 17-11-2013):
Na última coisa que aqui escrevi, disse faltar uma justificação para o aparecimento destas estruturas agrícolas. Tendo a sorte de ter o comentário de Sid, natural da Ilha do Pico, sobre este assunto, creio que esclarece no outro sentido. A característica específica dos terrenos vulcânicos levaria a este amontoar de pedras ordenado.
Os arqueólogos da APIA, que certamente ouviram estas explicações dos agricultores, deveriam ter tornado públicas as razões pelas quais não ficaram convencidos.
Pela minha parte, dou o devido destaque a ambos, e a conversa segue na caixa de comentários.

-- Comentário de Sid --

Atraquei aqui porque o assunto diz-me respeito, pois sou natural do Pico e fui criado no sopé daquela montanha.
O meu contributo para a questão é simples e curto, pois eu próprio em criança fazia deles o meu castelo e em jovem ajudei meu pai a construir alguns (pequeninos) ao limpar o chão dos terrenos para torna-los próprios para as sementeiras e diversas culturas próprias de quem vive da terra. 
Como tal, passo a descrever os maroiços em causa, e até dou, de boa vontade, uma ajuda na compreensão razão para agora estas gentes andarem a estudar estes amontoados de pedras.
Diversas áreas da ilha do Pico são de solo coberto de pedra basáltica, digo coberto porque refiro-me a uma camada que pode variar em espessura, mas é muito comum, depois de se escavar meio metro ou um metro encontrar terra própria para cultivo. Esta característica, quanto a mim, é fruto de erupções vulcânicas intercaladas por grandes períodos de tempo, na ordem dos milhares de anos, tempo suficiente para que a erosão natural forme terra arável mas que depois acaba por ser coberta por um manto de lava. Manto este que actualmente, já em forma de pedras soltas e cascalho definem o solo de grande parte da paisagem do Pico, principalmente aquela localizada no sopé da montanha, como é o caso da vila da Madalena.
Os maroiços, começam a nascer a partir do momento em que alguém limpa uma qualquer área que nunca havia sido usada para cultivo, estes variam de dimensão consoante o tipo de cultura ou a quantidade de pedras existente sobre o solo. No caso da vinha, que é muito comum nas áreas em questão e onde por sinal a paisagem e o solo são a imagem de marca dos vinhos do Pico, bem como paisagem classificada pela UNESCO desde 2004. Ora, o processo original de trabalhar solo desta zona para o cultivo a vinha, consistia em abrir uma pequena cova entre as pedras, introduzir terra e nessa terra plantar a videira, com as pedras maiores que se encontravam sobre o solo, faziam-se os muros que servem de abrigo ás videiras, contra os ventos, e ao mesmo tempo que se faz obrigo arruma-se a pedra duma forma rápida e pratica. Para os casos em que há maroiços, esses surgem naturalmente quando estes muros não chegam para arrumar toda a pedra, então num canto ou mais cantos de uma determinada parcela levantavam-se muros, dispostos em formas variadas - circular, rectangular, triangular ou quadrangular, para reter as pedras que posteriormente foram depositadas no seu interior. Estas construções variam muito de tamanho, algumas vão crescendo com o passar dos anos, conforme o área em redor vai sendo explorada, principalmente nos casos em que a cultura é de sementeiras. Nestas, sempre que se trabalha a terra, surgem pedras entre a terra, que são recolhidas e depositadas no maroiço, o que leva à necessidade de reforçar este com a construção de mais um "andar" fazendo com que estes formem pirâmides. Ainda é de salientar que em tempos passados estas terras eram a base da economia da ilha, era comum ver nestas terras famílias inteiras a trabalhar de sol a sol, levavam almoço, levavam as crianças e era para maroiço que se atirava tudo o que era lixo e sólidos encontrados no chão da propriedade onde esta localizado, daí ser frequente encontrar restos de loiças, restos metálicos, conchas de lapas (marisco muito apreciado nas ilhas) etc. 
Estas ideias recentes que tem surgido em torno destes montes (organizados) de pedra, são isso mesmo, ideias.

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publicado às 05:57


20 comentários

De José Manuel de Oliveira a 07.09.2013 às 15:09

Olá boa tarde.

Parabéns pela persistência e qualidade do seu trabalho de divulgação e investigação deste tipo de tópicos ocultos pelo establishment, será difícil de aceitarem as pirâmides dos Açores, até que encontrem múmias tipo Guanches! Mas como todo o mundo as consumiu em pó como remédio... provavelmente pouco haverá para encontrar.

A ARQUEOSTRONOMIA é uma disciplina mal-amada pelo establishment... como a palavra Anta tanto tem incomodado a máfia da Wikipédia, há uns anos conseguiram apagar CENSURAR totalmente esta palavra e artigo quando relacionada com os megálitos, eu publiquei outro mais tarde que se tem ainda mantido, a ver por quanto tempo, o meu artigo foi completamente censurado e alterado, até a foto duma Anta com os tais corredores direccionados para as Plêiades foi substituída por outra sem corredor, será impossível às próximas gerações alterarem este estado de sitio académico mafioso manipulador, mete nojo o trabalho dos “cientistas” catedráticos censores.

Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

Antas alentejanas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade.
Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente tornar o artigo mais imparcial [nota do censor...])


Provavelmente há cerca de 7.000 anos na região centro e sul de Portugal começaram-se a construir estas Antas estruturas megalíticas com 7 blocos de pedra.
Desconhece-se a razão pela qual estas populações consideradas como pré-históricas puderam montar estas estruturas de várias toneladas.
Alguns estudos afirmam que elas se orientam em direcção às estrelas Plêiades, da Constelação do Touro.

A datação das Antas portuguesas deverá ser efectuada com o novo Optically Stimulated Luminescence (OSL)

Ligações externas
Stones and Stars Project (em inglês)
Optically Stimulated Luminescence (OSL) (em inglês)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antas_alentejanas

De Alvor-Silves a 07.09.2013 às 19:35

Olá José Manuel.
Mais uma vez obrigado pelas palavras e pelo comentário.
É incrível que haja ali censura. Deixam passar tanta idiotice e mentira, e vão cair em cima de algo objectivo.
Aquilo que você colocou nada tem de subjectivo, é mesmo de perder a paciência.
Aliás a sua informação sobre a Luminescência é importante, porque a maior parte das pessoas nem conhece esse sistema de datação - por exemplo, eu soube disso consigo.
Enfim, apesar dos censores mesmo assim ainda conseguimos apanhar muita informação válida na Wikipedia.
Obrigado e um abraço.

De Anónimo a 09.09.2013 às 00:33

Caro Da Maia

Mas desde quando, a Wikipédia escapa ao controle global?
A idiotíce e a mentira são o escudo político, óbviamente são incentivadas.
Já a procura da verdade, é demasiado perigosa. Põe em risco a legitimidade do poder...

Abraço a ambos

Maria da Fonte

De Alvor-Silves a 09.09.2013 às 05:18

Tem razão Maria da Fonte, mas o controlo nunca é total. Isso é impossível.
Pode parecer que é quase completo, mas até obedecendo, as pessoas sabem desobedecer, basta serem suficientemente inteligentes e corajosas.
Abraço,
da Maia

De Anónimo a 10.09.2013 às 22:49

Caro Alvor, já agora aproveito para completar um pouco a sua lista, (encontrado num livro juvenil):
" A toponímia dá-nos excelentes possibilidades de localizarmos a existência actual ou remota de monumentos megalíticos. Nomes de localidades tais como Anta, Antela, Mamoa, Mamoinha, Meimoa, Meimão, Arca, Arcela, Orca, Tulha, etc, são evidente sinal da existência de dólmenes; assim como o são de menires os topónimos de Marco, Celada, Pedra Celada, Perafita ou Pedra Fita. E todos são vulgaríssimos na província." (A arte em Portugal, Flórido de Vasconcelos, pag 8.

Com os melhores cumprimentos,

Calisto

De Alvor-Silves a 12.09.2013 às 02:20

Obrigado Calisto.
A "Tulha" não constava... mas é uma designação que faz todo o sentido, como lugar onde se guardam cereais. Seria provavelmente essa a sua utilidade em uso posterior. Também faltavam essas designações para menires, por exemplo "celada" não suspeitaria a priori. Será que remete para "cela" ou para "selo"? "Cela" é outra designação habitual.
Tal como os "zambujos" remetem para oliveiras bravas, também outra designação relacionada com a flora são os "espinheiros", que até já confundi com "espigueiros", onde se armazenam cereais...
Presumo que a província a que ele se refere seja a Beira Interior, ou é outra?

De Anónimo a 13.09.2013 às 23:01

Caro Alvor,
a sua questão sobre a província é pertinente, no entanto nada é referido.
Mas pelo resto do texto vamos desde o "quase" litoral (menir de Luzim - Penafiel) até ao interior sul (Menir de Abelhoa, Reguengos de Monsaraz; Cromeleques dos Almendres, Évora; recinto megalítico do Xerez, Reguengos de Monsaraz).
Sobre os dólmenes:
"No entanto, eles eram tão numerosos que ainda hoje os contamos por centenas no nosso país; e temos boas razões para acreditar que ainda nos falta conhecer muitos destes monumentos. A sua densidade, em certos pontos, é tal que nos leva a pensar que o Alentejo, por exemplo, devia nesses tempos ser mais povoado do que é actualmente!"
"Muito menos numerosos do que as antas, durante muitos anos pensou-se mesmo que não existissem em Portugal menires e cromeleques. Hoje, porém, conhecemos um número suficiente destes monumentos para podermos afirmar que a sua disseminação não deveria ter sido inferior à da média dos restantes países europeus onde se verificou a existência do megalitismo."

Com os melhores cumprimentos,


Calisto

De Alvor-Silves a 15.09.2013 às 04:41

Obrigado, Calisto.
Muitos desapareceram, mas é ainda maior o desconhecimento dos que ainda existem. A maior parte das coisas está praticamente ao abandono. Quando visitei Creta tive a sensação de que os gregos nem ligavam aos vestígios de colunas. Muitas estavam apenas empilhadas, outras estavam ainda nos campos, sem nenhum resguardo. Bastava olhar para o chão na região de Cnossos e podíamos encontrar bocados de cerâmica no meio dos caminhos para turistas.
É o que faz o excesso...

De Paulo Cruz a 19.10.2013 às 21:01

Para as pessoas que andam mal informadas do que nos rodeia é que tem sido encontrados objetos por todo o globo que põe por terra a teoria que somos ascendentes dos macacos e além disso ainda não foi encontrado o elo que falta até ao homem atual. Esses objectos(ooparts)rompem com a teoria do macaco. Imaginem que algo acontecia de inesperado na terra e extinguia a população humana a 99,9999 e ficavam alguns humanos aqui ali e teriam de recomeçar tudo e também todo o conhecimento alcançado em decadas seria perdido.

De Paulo Cruz a 19.10.2013 às 21:17

Ainda esta na minha mente o tsunami no Japão toda aquela agua que devastou aquela zona do planeta.Muitas das coisas descritas na Bíblia(antigo testamento)que até me ria começa a fazer sentido com as descobertas arqueológicas ao longo dos anos.Existem muitas metáforas na Bíblia e algumas que não fazem sentido mas com as descobertas que tem tudo me leva a crer que o tal diluvio global tenha acontecido e tenha apagado toda a evolução que o homem tinha feito até então.As pedras de ICA(procurem essa frase na net) rompem com essa teoria do macaco que nunca fez sentido para mim.O homem é o ser mais complexo que existe no planeta terra em somos únicos.

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