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Computus

30.05.14
A marcação do tempo não é a história dos relógios.
O registo temporal começou por ser um registo da alternância entre dia e noite, seguindo-se a observação das fases lunares, e só depois do calendário solar.

Computo foi uma palavra associada ao cálculo pascal. 
A Páscoa é definida no primeiro domingo após a primeira lua cheia da Primavera. A marcação da data pascal era o cálculo mais importante a realizar na Idade Média, pois dele dependiam as outras festividades (nomeadamente a Ascenção de Jesus, comemorada 40 dias após a Páscoa, a uma Quinta-feira, chamada Quinta-feira de Espiga, ou seja, foi ontem...).
Capela da Ascenção - Jerusalém - Monte das Oliveiras

Nem sempre foi consensual a marcação da Páscoa, até porque referia a tradição judaica do mês Abib (ou Nissan ~ Abril) e por outro lado a execução de Jesus. Mesmo sendo consensual a definição, implicava observações astronómicas correctas, e as diferenças entre calendários lunares e solares complicavam os cálculos.

Putare
Computar, tal como imputar, reputar e disputar... têm atribuída origem latina a putare.
Ora, o verbo Putar, apesar da sua sonoridade inconveniente, correspondia a pensar, supor ou calcular.

"Não percebes puto" será uma maneira engraçada de dizer que não se entende "puto" como "penso".
várias teorias acerca das palavras puto e puta, e foi interessante ver doutra parte essa confirmação de "Puta" enquanto divindade associada à agricultura. 
Não há que ter pruridos induzidos por falsa cultura inibidora, que remeteu nomes de divindades para conotações sexuais puritanas. Puta é um apelido comum na Roménia, e na minha opinião é equivalente a Maia, Cíbele ou Vénus, enquanto deusas da Terra. 

Ficou claro no texto Puto de Vénus, que Puto era uma forma de Cupido. Associada ao Puto estaria obviamente no feminino, Puta, ou seja Vénus... (e "vê nus" ou "vê-nos", são alternativas).
Isto nada tem de estranho, atendendo a que os cultos de Dionísio e Cíbele promoviam orgias, e portanto as sacerdotisas do culto da divindade Puta podiam perfeitamente ser chamadas putas. Não tem que ser verdade, mas seria consistente. Por exemplo, a palavra "deputado" remeteria ao verbo "putare", de pensar, calcular, ou a um sacerdote eunuco de Puta?
Depois, a própria palavra puta não se refere só à conduta sexual, refere-se ainda hoje a um certo calculismo, a uma certa forma de ludibriar e tirar vantagem de situações por meios imorais. Por exemplo, é natural que essa facilidade sexual pudesse servir estratégias do culto.

Assim, o calculismo, tanto poderia servir para designar uma inocente computação numérica, como poderia ser posto ao serviço de outras computações, com cálculos de poder. Convém notar que as sociedades matriarcais não se impuseram pela força... já que a força física dos homens suplantaria a das mulheres sem dificuldade. 
Porém, a partir de certa altura, deixou de ser a força física a determinar a liderança social. Assim, uma sociedade matriarcal poderia ter sido imposta com computação, calculismo. Adquirida essa força mental, seria possível ao lado feminino manter um ascendente sobre a parte masculina... não tanto como amazonas guerreiras, mas como simples cultura sacerdotal. A manifestação de uma divindade masculina, um Puto, apenas como uma criança, como um cúpido destinado ao amor idealizado, pode reflectir uma rejeição ao lado violento do homem adulto, e apenas um afecto maternal ao homem criança, algo natural nessa religião mais antiga... já que, a mitologia feminina proclama: "os homens são todos iguais", e não se reportando aqui aos ideais da Revolução Francesa.

Tempo e Frequência
Bom, mas voltando ao Tempo, e esquecendo a parte de Cronos, porque já não estamos sob o signo de Touro, e também não falando do Tempo atmosférico, associado a Zeus, interessa distinguir o Tempo no movimento e na mudança.

Do ponto de vista da percepção individual, o movimento não tem que ser associado a uma mudança. Isto pode parecer estranho, mas não é a visão de algo a mexer que induz a noção temporal. A noção de mudança é feita por auxílio da memória. Resulta de saber onde estava antes e esteve depois. O movimento é apenas uma percepção vaga do fluxo que leva de um sítio ao outro... e se o movimento for suficientemente rápido, nem o vemos. A percepção visual está ajustada para décimos de segundo, e por isso com um filme a rodar a 25 imagens por segundo, não notamos diferença face à realidade. 

Hertz (Hz) é a unidade por segundo, a frequência da alteração.
O nome deriva do físico alemão Heinrich Hertz.
1 Hz é a frequência do batimento cardíaco normal, e Herz em alemão significa "coração".
Portanto, nada mais coincidente do que ter Hertz associado ao Herz!

Podemos ainda notar que o prefixo "fre" (f+re) em frequência invoca repetição noutros casos, especialmente em "freguês", mas também em "frenético", "frenesim", etc...

Interessa que se a repetição visual for superior a 25 Hz, pouco notamos visualmente (a maioria dos ecrans usa uma repetição entre 50 a 100 Hz, para conforto visual).
Curiosamente, quando termina a capacidade visual na frequência, surge a capacidade auditiva.
Ou seja, a audição humana varia entre 20 Hz e 20 000 Hz, mas não se manifesta pelo detalhe, manifesta-se por considerar essas alterações como som, ruído ou música.

Isto é importante, porque é um sinal do propósito da limitação das nossas capacidades.
Alterações superiores a 25 Hz no campo visual seriam só úteis num mundo com um caos de eventos superior ao que temos. Não estamos nesse acordo de realidade. 
Acordo vem do coração, e o nosso acordar é espelhado na frequência do batimento cardíaco. 
Quando alguém é forçado a mais de 120 batimentos por minuto, ou seja a mais de 2 Hz, ou até a 3 Hz, está prestes a sair do acordo, porque o seu coração não aguenta. Essa situação remeteria-o para outro acordo, para um mundo caótico que não é o seu... porque neste não tem 2 ou 3 Herz (corações).

Portanto, a percepção que temos da ordem visual vai no limite até aos 25 Hz. Para frequências superiores, o ouvido permite mostrar-nos que, ou se manifestam harmonicamente, em simples repetições, e funcionam como música, ou são entendidas como ruído do caos. É inútil uma deriva insana para aumento de capacidade. Ainda que as capacidades aumentem, não são ilimitadas, e acima da capacidade fica o desconhecido, para além de não evitarem o ruído. 
Do caos só podemos entender a música, a ordem, e devemos filtrar o ruído, a desordem.
Não podemos fechar a porta ao caos, porque precisamos da música na novidade entendível, mas devemos filtrá-la da poluição ruidosa, irracional.

Sem mudança não há tempo
Não haver qualquer mudança significa um congelamento... até dos relógios. 
Sem mudança, não há tempo, mas o tempo é medido pela ordem na mudança. Os relógios registam mudanças repetitivas e essas servem como referencial para as outras mudanças. 
Se todas as mudanças fossem caóticas, e nada se repetisse, também não encontraríamos relógios.

O coração é um referencial temporal no corpo relativamente à alimentação celular pela injecção de oxigénio no sangue, tal como o Sol é um referencial temporal na Terra relativamente à alimentação de cada ser. Neste sentido mais lato, o Sol funciona como coração da Terra. 
O segundo para o corpo humano é o dia para a Terra.
Assim, um dia tem 86400 segundos, e essa é a diferença proporcional entre o ciclo de alimentação celular humano regulado pelo coração, e o ciclo de alimentação animal regulado pelo Sol. Deste ponto de vista, a humanidade, com menos de 100 mil anos, é um bebé terrestre, por respeito ao ciclo biológico regulado pelo Sol.

Os animais não precisam de qualquer medida temporal, sem ser o relógio do estômago, muito ligado ao ciclo solar. A outra coordenação temporal que têm resulta de sincronização visual ou instintiva. Não precisam de relógios para marcar encontros para atacar uma presa...
A necessidade dos relógios proveio de uma necessidade humana de coordenação para além do tempo solar que regulava a percepção biológica. Passado o aspecto animal, o homem começou a definir outros ciclos temporais para coordenar acções. Devagar, horas seriam suficientes para apontar encontros, depois passou-se a espremer cada vez mais o tempo, os minutos passaram a contar, e mais recentemente, na época televisiva, até os segundos contam.
Quando o homem passou a contar os segundos, estamos a atingir o limite definido pelo coração, pelo acordo... e já não é possível espremer mais, sem entrar no caos! 

Depois, e mais importante, apesar do frenesim frenético, a mudança é cada vez menor.
O aumento da percepção leva-nos a entender coisas diferentes como iguais, e por diferentes formas parece que há uma máquina social ditada por um realejo que entrou em paranóia repetitiva e apenas produz repetições humanas, arriscando os homens a passar a realejos, para que o realejo principal justifique o seu bom funcionamento.

Os filtros que tínhamos naturalmente, que nos davam uma percepção limitada, para evitar o confronto com o caos, passaram a ser vistos como limitações. Na ânsia de conhecer mais, mais, mas sem orientação nem nexo, estaremos a mergulhar na aproximação caótica, mas já sem filtros que nos digam que informação é relevante e qual é simples ruído. Será como o sujeito que quer ouvir melhor, mas não percebe que ouvir o cantar da cigarra a quilómetros implica ouvir toda a bicharada a centenas de metros. Sem filtros próprios para decidir o que é relevante escutar, o que é informação relevante e o que é ruído, esta deriva é completamente caótica, aleatoriamente arbitrária, e parece promovida por esse próprio caos. As nossas limitações não parecem ser casuais e devem ser entendidas, para além da óbvia constatação científica. As normais limitações físicas não nos trouxeram a um inferno, foi a vontade de as superar que foi criando também situações infernais.

Tempo dos Jerónimos
Aproveito este texto, para um apontamento sobre os relógios que se podem ver nas ilustrações da Bíblia dos Jerónimos, conforme sinalizado pelo José Manuel. Como se poderá entender, o tempo que se marcava aqui pareceria correr a um ritmo mais lento...



Relógios de Pesos na Bíblia dos Jerónimos (feita em Florença, Séc. XV).

Tratam-se de relógios de pesos, que ainda não tinham pêndulo (usavam o foliot). O uso do pêndulo para sincronizar a cadência do relógio é atribuído a Galileu ou a Huyghens, já no Séc. XVII. É curioso ver também uma ampulheta, e notar que a esses relógios faltava o ponteiro dos minutos...

No Séc. XV, Filipe o Belo, Duque de Borgonha, casado com Isabel, filha de D. João I, para além de ter criado a Ordem do Tosão de Ouro, de que já falámos várias vezes, também teve aquele que é considerado como o relógio de corda mais antigo do mundo:

Se os relógios começaram a fazer parte da vida medieval, foi já no seu final que começaram a ver-se nas cidades os relógios em igrejas. O mais antigo que funciona será o de Salsbury (1386), mas mesmo antes Dante se referia ao bater do relógio (na obra Paraíso).
Só por algum prurido religioso com a herança islâmica ibérica, é que também será menos conhecida a notável obra de Al Muradi, que produziu para além de relógios, outras invenções mecânicas. O seu livro:
Livro dos Segredos (de Al Muradi)
foi recuperado e algumas das invenções recriadas com o patrocínio, não da Andaluzia natal, mas sim do emir do Qatar.
Relógio com 3 personagens (Al Muradi)

Estamos a falar de uma obra datada pelo Séc. X, o que não deve ser considerado estranho, porque já sabemos do mecanismo de Anticitera, do Séc. I a.C. que seria mais complexo como relógio, ao incluir efemérides planetárias. Al Muradi fez ainda um mecanismo robótico, com personagens animados mecanicamente numa cena com donzelas, víboras e um criado. 
Meca parecia inspirar Mecanismos, e é também reportado um relógio com um mecanismo robotizado, que terá sido enviado a um rei francês medieval.

Ainda nessa tradição do conhecimento islâmico tem sido finalmente reconhecido que a lei de refracção da luz, atribuída a Snell e a Descartes, no Séc. XVI, estava já num manuscrito de Ibn Sahl escrito no Séc. X em Bagdad.

Outras informações, de carácter teológico, de Avicena e Averróis, apesar de serem de pensadores de religião diferente, chegaram rapidamente a influenciar os aristotélicos pensadores cristãos da Europa... e por isso seria muito estranho que relógios e outros mecanismos não fossem do conhecimento medieval dos mosteiros. Creio que o ambiente do Nome da Rosa de Umberto Eco revela todo o cuidado em manter secretos conhecimentos que abalassem a sociedade medieval. 
Quando a Caixa de Pandora foi aberta, após a Guerra dos 30 anos, houve então lugar às "reinvenções da roda"... os coches já podiam circular, e tudo parecia novo como se tivesse sido descoberto pela primeira vez. Podia até ser pela primeira vez para o próprio, mas claramente que se tratavam apenas de redescobertas, como tinha sido a redescoberta da América por Colombo.

Ainda hoje as comunidades continuam fechadas dentro dos seus conhecimentos. Um explorador que é bem conhecido no mundo islâmico - Ibn Battuta, que efectuou um périplo semelhante ao de Marco Polo, permanece quase desconhecido no mundo ocidental.
Os registos não se cruzam, as culturas continuam de costas voltadas, chineses, árabes e ocidentais todos têm histórias disjuntas, que parece não haver interesse em unir.
Convém manter a população crente numa história, e não pensar que foi enganada durante séculos.

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publicado às 23:10


22 comentários

De Anónimo a 01.06.2014 às 23:51

Re: “percepção visual está ajustada para décimos de segundo”

Diria limitados pelos sentidos... costumo dar o exemplo da visão e universo duma mosca... e a electricidade não se vê mas quem duvidar que meta a mão no condutor...

Persistência retiniana...
Impede de ver a máquina do criador... instalou um obturador que corta a imagem quando o projeccionista dos Deuses mudam a imagem que nos querem mostrar... no cinema 24p/s na TV 25... os homens de barro dos deuses descobriram a ilusão então os “deuses” vão arranjando outros trompe-l'œil para manipular o tempo que vemos, no novo HFR cinema 3D 98 imagens por segundo 48 para cada olho até chegarem os hologramas (no passado fantasmas...) A dor física é a única coisa que nos liga à realidade, se duvidarem belisquem-se...

“Relógios”, estranhos objectos voadores em iluminuras antigas, cangurus, antes de se descobrir a Austrália etc. são exemplos de quem deixou no passado imagens tipo sublimares, para as gerações futuras abrirem Easter eggs, despertarem da ilusão, faltou-nos comer o fruto da árvore da vida mas a serpente também não a quis dar em primeiro, pelo menos sabemos que não andamos nus. Não foi por nada que a A Bússola Dourada 2 onde a heroína procuraria Deus para o matar e parar o relogio do tempo não foi produzido...

Cumprimentos,
José Manuel CH-GE

P. S.
Transcrevo aqui um comentário que me fizeram no Publico, gostaria de ler um post do Alvor sobre o País das Serpentes:

Caro Jose-Manuel, esqueceu-se de referir que foram os Vikings a descobrir a Madeira e o continente americano, os Fenícios a descobrir os Açores e a fazer a primeira viagem de circum-navegação de África, Portugal foi invadido cerca de 800 a.C. pelos Sefes (latim Saefes), a Tribo de Dan, que ao serviço de Pummayatan (Pigmalião) tinham servido como mercenários e aqui se acabaram por fixar. As lendas antigas (hoje esquecidas por nós) chamavam-lhes «o Povo das Serpentes». E foi por isso que o primeiro nome de Portugal (tv. o seu nome verdadeiro) foi Ophiussa «o País das Serpentes», uma tradução grega de «Sefarad», o país dos Sefes. Sefarad seria o nome que na Bíblia seria dado pelos Hebreus à Hispânia. A história de Portugal é maravilhosa e muito antiga. E o mar está sempre por perto.

[in Ratos domésticos chegaram à Madeira 400 anos antes dos portugueses]

De Alvor-Silves a 02.06.2014 às 06:37

Bom dia, José Manuel.
Começando pelo País das Serpentes, algo que nunca tinha ouvido ligar a Portugal... acho que nem mesmo a Maria da Fonte nos falou disso, encontrei o blog com o mesmo nome:
País das Serpentes (http://dasserpentes.blogspot.pt/2010/02/viajaram-os-filhos-de-dan-ate-portugal.html)
mantido por um certo José Galazak, que escreveu um grande texto sobre esse assunto e que dá muitas referências bibliográficas. Certamente que o Viriatus que lhe respondeu em:
o-inverno-deixou-uma-prenda-aos-arqueologos-numa-praia-de-esposende (http://www.publico.pt/ciencia/noticia/o-inverno-deixou-uma-prenda-aos-arqueologos-numa-praia-de-esposende-1636792?page=2#/0)
deveria conhecer esse trabalho.

Sobre esse assunto há 3 comentários interessantes no blog, que não foram respondidos. Um remete para isto:
descoberto-perto-de-silves-o-vestigio-judaico-mais-antigo-da-peninsula-iberica (http://www.publico.pt/cultura/noticia/descoberto-perto-de-silves-o-vestigio-judaico-mais-antigo-da-peninsula-iberica-1548183)
... e portanto muito antes da Tarifa de Silves, houve em Silves registos hebreus, à época Tartéssia.

Da minha parte, pouco sei mais, apenas posso alinhar estes dados com toda aquela teoria dos "Ebreus do Ebro"
"Ebreus do Ebro" (http://alvor-silves.blogspot.pt/2011/01/ebreus-do-ebro.html)
que fui aqui escrevendo e apontaria para a migração hebraica se reportar ao Mar Eritreu/Vermelho que existia junto ao Algarve, entendendo que o Algarve chegou a ser a Ilha Eritreia, berço de Gerião derrotado por Hércules.

Um outro artigo interessante sobre estes Sefes do Povo das Serpentes é o da wikipedia galega:
http://gl.wikipedia.org/wiki/Saefes
ou mesmo da portuguesa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sefes

... acho ainda piada este nome "Sefes", não tanto por remeter para "Sefarditas" (algo que me parece natural na sequência do exposto), mas mais por respeito ao que escrevi sobre "Chefes":
http://alvor-silves.blogspot.pt/2011/05/chefe.html
... ou seja, talvez o Sefes se deva ler "Chefes"... o que seria consistente.
Depois, toda a referência a Ofiussa ou a Ofir remeter a serpentes, faz parte da mitologia antiga do ovo da serpente.
http://en.wikipedia.org/wiki/Ophiussa

De Alvor-Silves a 02.06.2014 às 06:38

Para já foi o que encontrei, se conseguir mais informação verei se tenho material para algo novo. Agradeço bastante esta referência que me parece muito interessante, e que sem dúvida era uma falha aqui.

Quanto à Bussola Dourada 2, não fazia ideia dessa polémica, mas a ideia de parar o tempo ou do fim do mundo é praticamente a mesma. O fim do tempo é um congelar, como disse aqui, é o fim da mudança. Se for o fim dos relógios é diferente, é o fim da ordem na mudança. Em ambos os casos isso levaria a um fim do mundo... se tal coisa fizesse sentido. Não faz. Seria só uma deambulação no vazio, numa ficção de pensamento com ideias inconsistentes.

Sim, estou de acordo que são os sentidos que nos ligam à realidade, ao acordo comum dos que ficaram sentidos.
Ficaram sentidos não só pela dor, mas também pela dor.

Creio que na 5ª Dimensão havia um episódio engraçado sobre o tempo, em que havia uns agentes que construiam o instante seguinte... e isso justificava que se esquecessem de objectos, que nós andávamos à procura, e depois encontravámos em sítios onde já tinhamos procurado.
No entanto, qualquer tempo intermédio acima dos 25Hz seria apenas um subir da fasquia, pode haver quem vivesse a 250 Hz, a 25 KHz, a 25 MHz, mas teria sempre o mesmo tipo de limitação.
Não adianta querer mais, quando haverá sempre limites... os problemas da limitação colocam-se sempre.
O infinito aqui também não resolve nada... só significaria que entre dois instantes nossos terminariam universos inteiros por consumo do seu tempo. Isso é algo que faz sentido, entendendo a que são todos simulados, mas só há um que permanece na sua viabilidade comum...
Por isso, meu caro José Manuel, o tempo condenou os deuses ao gelo ou ao mesmo fado humano.

Abraços e obrigado pela informação.

De Amélia Saavedra a 02.06.2014 às 12:04

Com ou sem putos... mais um excelente artigo aqui do "Chefe"! hehehehehe... e por falar em chefes... a palavra chefe não tem origem na palavra francesa Chef?! Em alemão também escreve-se da mesma maneira - chef. Em inglês é chief; em espanhol é jefe (em galego é xeje)
Já a palavra Sefardita... em inglês é sephardic... em alemão é sephardischen... enfim...
Só uma pequena achega... apesar da importância de conhecimentos vindos de outras paragens (Oriente, Península Arábica e outras regiões), certo é que a ciência (conhecimento científico) parece ter pegado de estaca precisamente na Europa... o porquê já é outra história... ou estórias....

De Alvor-Silves a 02.06.2014 às 19:31

Boa tarde, Amélia.
Se ler o outro texto do "chefe" verá que remeti para "Jeve" de "YHVH", e por isso não ligava ao significado do francês "chef", a menos que se trate de arquitectura culinária. Como é suposto "saber" e "sabor" virem da mesma raiz latina "sapere", então talvez faça mesmo sentido ligar a arquitectura do saber à arquitectura do sabor, através de um grande cozinhado! Ah... e da culinária sou só provador, não tenho vocação de chefe.

Bom, mas se entendermos os textos como testos, então agradeço ter gostado, mas até acho que não foi dos que saiu melhor na ligação de todas as partes.
Normalmente isto é engraçado, porque começo com alguns ingredientes base, e depois com o correr do texto, sem que tivesse propriamente previsto, começam a aparecer outras coisas... quase que a pedir para aparecer.
Por exemplo, aqui a ligação entre Hertz e Herz foi assim... e daí, como tinha dúvidas sobre se Herz tinha ou não o "t" lembrei-me da canção dos Rammstein, e fui ver o vídeo, saindo mais uma parte para sobremesa.

Com isso esqueci-me de falar na Revolução de 1830, em França, onde tinha acabado de saber que os revolucionários tinham disparado contra os relógios. Aparentemente sem coordenação entre os diversos grupos (ainda que as coincidências sejam o que sejam), e uma razão entretanto invocada, e com sentido, é que os relógios simbolizavam a coordenação da ordem social... ou seja, a marcação do tempo pode ser visto como uma prisão social, pelos compromissos associados - horário de trabalho, reuniões, etc.

E agora que leio o seu comentário lembrei-me que me esqueci... porque os textos ganham uma certa vida própria, que até a mim me surpreende por vezes, e acabam por servir para descobrir coisas pela simples escrita delas. Porque levam a outras pesquisas, e até a outras ideias pelo simples desenrolar natural do novelo.

Finalmente sobre a razão pela qual a ciência pegou de estaca na Europa... creio que devemos entender que não foi só o local, foi o local e o tempo. Durante a Idade Média a ciência era vista como alquimia, e era guardada no armário. Depois houve ordem de renascer, no Renascimento, e toda a pressão começou a desaparecer. Quando tentaram tapar de novo o génio na garrafa, ele já tinha arranjado maneira de sair, mas ainda há muita rolha a tapar.

Abraço.

De Anónimo a 10.06.2014 às 05:57

A questão das Serpentes, será tudo, menos linear.

As minhas buscas pelo Passdo, levaram-me a Enki, o famoso outsider, a cuja história, que não dei grande credibilidade, até me deparar com um facto cientifico da actualidade, que remonta a Enki, Senhor da Terra e excelente Geneticista.

Enki e a sua Equipa, com a oposição de Enlil, irmão de Enki, e seu rival, dizem as Tábuas Sumérias, terão procedido a diversas combinações do seu próprio ADN Nibiru com o ADN dos Terráquios, que possuiam o mesmo Genoma, conseguindo assim, um cruzamento "in vitro", de Nibirus e Terráquios, que dizem os textos, seriam usados como escravos de Nibiru, nas Minas onde existia o ouro, com que os de Nibiru, planeavam restaurar a degradada atmosfera do seu Planeta.

Enki, deveria ter construído máquinas, mas talvez a sua natureza artística o tenha levado por um caminho sinuoso, e de imprevisíveis consequências, que perdura até hoje.

Aos Hibridos, retirou Enki, a Sequência da Longevidade", ou seja, Enki encurtou os Cromossomas de Nibiru, na zona dos Telómeros, impedindo assim as células de se replicarem quase indefinidamente.

Mas se a condenação à morte prematura, foi uma opção de Enki, já a condenação à estupidez perpétua, combateu-a ele, com a fundação da Irmandade da Serpente, a primeira Sociedade Secreta da História, através da qual Enki ensinou aos Hibridos, os conhecimentos dos Nibirus.
O nome Irandade da Serpente, radicará possivelmente, na estrutura helicoidal, semelhante a duas serpentes, do ADN.

A Irmandade da Serpente ter-se-á subdividido posteriormente em dois Ramos, o do Dragão Amarelo, no Oriente e o do Dragão Vermelho, no Ocidente, e terá governado a Atlântida e mais tarde o Egitpo, cujo símbulo estava be patente no Uraeus dos Faraós.

Mas, como seria de prever, a rivalidade entre Enki e o seu irmão Enlil, passou através das Gerações, levando a uma guerra nuclear, que terá destruído a Atlântida, e originado mais tarde, a cisão no Egipto, com a partida de Akhenaton, sob o pseudónio de Moisés.

Da Guerra Fraticida entre a Irandade Hebraica e a Irmandade Aramaica, pelo estatuto de Filhos dos Deuses, saíu vitoriosa a Irmandade Hebraica, que detém, pelo secretismo, o poder até hoje.

Claro que toda a História é bem mais complexa, porque os laços de Sangue, são um autêntico pandemónio, mas um facto é certo:

Os Reis de Portugal, até à Monarquia dita Contitucional, usaram como timbre A Serpente Alada.

Abraços

Maria da Fonte

De Alvor-Silves a 12.06.2014 às 06:20

Obrigado, Maria da Fonte.
É uma história sobre a qual não tenho quaisquer dados. Mesmo a tradição das serpentes na parte minhota, beirã ou transmontana, era algo que me tinha passado ao lado, nem sequer de ouvir falar. Tinha ideia que os portugas eram avessos a serpentes e cobras... nem sequer me lembro de ver nenhum símbolo desses em construções de pedra ou similares.
Sim, a estrutura das duas serpentes no caduceu faz lembrar a espiral do ADN, mas falta o número 46... para o nº de cromossomas, e faltariam várias outras coisas para dar consistência a isso.
Cada vez estou mais convencido que o conhecimento herdado é um balão cheio de banha da cobra... ou seja, tem muito mais manha do que conhecimento novo. Haveria sim, muitas coisas escondidas, mas nada de relevante face à tecnologia actualmente possível - note que nem estou a falar da que se vê, estou a falar da que sei que pode ser feita.
Há uma coisa muito importante, está a ser mantida uma grande pressão para se inventarem novas coisas... e isso é sinal de grande insegurança.
Ou é como o José Manuel sugere, e estão à espera do retorno dos papás... ou então é tudo um grande fiasco.

De Amélia Saavedra a 12.06.2014 às 11:22

"Há uma coisa muito importante, está a ser mantida uma grande pressão para se inventarem novas coisas... e isso é sinal de grande insegurança."... ou então é mais uma forma de conseguir reanimar uma economia meio moribunda... criando novos serviços e novos produtos para aumentar as trocas comerciais e assim manter o dinheiro a circular e não só... permite também manter postos de trabalho... sem esta dinâmica a estabilidade económica e social fica em causa e por essa razão podemos estar perante um pau de dois bicos - por um lado, quanto maior for a instabilidade, mais facilmente certos grupos (interesses) chegam ao poder e por outro mantendo uma certa estabilidade social, melhor será para certos grupos (interesses) manter assim o seu "status social"... mas a grande questão aqui (e eis os jogos de sombras e de poder no seu máximo esplendor) não é tanto escolher entre a ruptura (ou utilizando o léxico da praxe - (r)evolução) ou a continuidade.... pois sabemos que a expressão "vira-casaca" é mais que um mero estilo de vida... e é por isso que devemos estar sempre mais atentos não aos "artistas" que aparecem no palco (ou será arena?) mas sim a quem está por detrás do pano, como muito bem tem demonstrado o autor deste blog, bem como quem por aqui vai comentando…

De Alvor-Silves a 12.06.2014 às 14:27

Obrigado, Amélia. Se a ideia fosse revitalizar esta economia haveria outros meios mais simples. Por exemplo, a respeito da internet, basicamente o grande negócio rentável é o serviço de acesso - a portagem para acesso à "auto-estrada da informação". O Estado demitiu-se dessa função, como já tenta que todas as estradas em que circulemos tenham portagem. Neste caso, nem sequer há caminhos alternativos... quem quiser entrar, paga.
Tudo bem, mas depois a maioria dos serviços informativos que são disponibilizados na internet são gratuitos. Sem essa parte gratuita, a internet nem valeria a pena, e há assim uma actividade que não é remunerada, mas que justifica por completo a remuneração do portageiro - as companhias que asseguram o acesso.
Se se quisesse fazer uma nova economia, era simples, bastava exigir a essas companhias, cujos lucros são fabulosos, de participar com uma parte do seu rendimento aos locais onde se verifica o acesso. Assim não se assistiria à crise dos jornais, conforme se vê hoje. A existência de publicidade cada vez mais ridícula e agressiva não resolve o problema, porque remete para a economia habitual. O que rende não é a informação, é a informação se o fulano comprar o sabonete. Remete sempre para algo que pertence à velha economia. Isso tem interesse de controlo, porque a publicidade é uma forma de controlo.
Os novos produtos não acrescentam nada, a menos que as pessoas os sintam como necessidades... até nesse aspecto se vê que a publicidade continua a prestar serviço à velha economia. Não há quase nada que atraia para novas actividades.
Ora, toda a velha economia foi feita a pensar na lógica de optimizar custos, prescindindo do trabalho físico humano. Portanto a necessidade de trabalho físico é cada vez menor, e o trabalho intelectual é quase todo gratuito, per se. É claro que pode ser bem remunerado quando se liga à velha economia, como são prova os escritórios de advogados...Exemplos de trabalho intelectual bem remunerado só se for na indústria de entretenimento, como o cinema e televisão. Mas até na televisão há uma ligação à publicidade.
Portanto, aquilo que vemos são esquemas de controlo... coisas manhosas, de simples poder de ilusão, para orientar o gado.
Nesse aspecto, estamos no reino dos cowboys, e quem não alinha é índio! eh eh!...

De Anónimo a 13.06.2014 às 03:11

Grato ao Alvor pelos links e esclarecimentos, ando um pouco preguiçoso para pesquisar.
Penso que o ilustre comentador ao meu no Publico é pessoa conhecida, pela estrutura da prosa, e agradeço aqui pois no jornal tem que se pagar assinatura depois de ler 5 artigos!

Sobre o se lê no “País das Serpentes” discordo dos pontos seguintes, por ser provado que o actual território continental português ser a origem tanto do megalítico como dos cacos campaniformes:

1) “os homens e as ideias que, da longínqua Bretanha, tornaram possível o fenómeno megalítico no Alentejo Central”

2) “Por ele tinham viajado os homens e as mulheres que trouxeram o Campaniforme até Oestrymnis, desde a foz do Reno”

Sobre esta Oestrymnis complicado perceber quem foi quem pois a foz do Tejo foi sempre um finisterra ao oeste de quem se queria aventurar no mar tenebroso, Portugal era o ponto extremo de quem vinha das grandes civilizações mesopotâmicas, é a minha opinião.

Igualmente complicado de saber porque tanta gente se deslocou do Atlas Africano, Marrocos, para ir à 12’000 anos se estabelecer nos Montes Hermínios, local em caso de degelo das placas da Gronelândia... Portugal será de novo Ilha Hermínia.

Vou ler o resto do País das Serpentes.

Sobre os Sumérios, a estória parece-me credível, não penso que alguém de bom senso esteja “à espera do retorno dos papás” grande fiasco será para quem tanto se esforçou de encobrir que a vida neste planeta foi trazida por alguém que retornará, pois como bem diz o tempo é mudança. Pessoalmente penso que só voltarão quando a nossa espécie tiver desaparecido por razões óbvias. Não está excluído que sejamos nós a ir ter com eles um dia.

Cumprimentos,
José Manuel CH-GE

P. S.
Gosto de imaginar os fantasmas como sendo hologramas...
E no passado havia sim alta tecnologia, antibióticos nos ossos do povo dos faraós negros, operações na idade da pedra... Cálculos matemáticos, alta engenharia etc., não faltam provas que já foram mais evoluídos em tudo do que agora, até em massa encefálica eram superiores mais inteligentes e vegetarianos.

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