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Apesar de ser claro que o nível de água teria que aumentar após a "Idade do Gelo", e que assim há diversos registos humanos que estão obviamente submersos, persiste a ideia de evitar considerar o assunto.
Basta ver o esforço em desacreditar que Yonaguni não seria construção humana:
Degraus submersos em Yonaguni (Japão) 
Degraus em Sachsayhuaman (Peru)
Comparação e mais imagens em: 

A Caverna Cosquer, perto de Marselha, foi "encontrada" em 1985 por Henri Cosquer, mas só foi "achada" em 1991, quando morreram 3 exploradores (informação da wikipedia). Durante 6 anos esteve encoberta, para além de ter estado realmente submersa durante vários milhares de anos.
Apesar de fazer já parte do património francês, dificilmente se pode considerar que a Caverna Cosquer tenha a atenção que deveria merecer, dado o carácter único do achado... longe disso! Já tinha visto muito sobre cavernas pré-históricas e nunca vi nenhuma referência especial a esta. Eu diria que apesar de achada, ainda não foi descoberta... usando os termos "achar" e "descobrir", segundo as conveniências políticas passadas, e por sinal presentes.
Ou seja, para descobrir, é preciso ter o acordo dos cobridores...
- Qual penso que seja o maior problema?
- Simples. Depois de tantos anos a desacreditar o misticismo, incluindo a história do dilúvio, ter de aceitar que houve uma inundação da área habitável é visto como uma possível credibilização bíblica, ao nível da população.

Entrada submersa a 37 metros
A entrada submersa da Caverna Cosquer está a mais de 30 metros, e como não se aceita que os nossos antepassados tivessem guelras, fatos de mergulho, ou capacidade de teletransporte, parece ter sido finalmente aceite que as pinturas foram feitas numa época em que o nível do mar estava dezenas de metros abaixo do actual - e a custo, fala-se em centenas, mas a barreira instituída, por agora, são os 150 metros... já que polvilham evidências por todo o lado até essa profundidade.

a entrada submersa leva uma gruta que está acima do nível de água... 

Ora, o que se encontra na Gruta de Cosquer?
Não parece ser muito diferente dos outros locais... registos de mãos pintadas, já datadas com 27 mil anos, e outras pinturas de animais, mais recentes, datadas com 19 mil anos.

O ministério da cultura francês tem uma página bastante boa:
e não se poderá criticar a ausência de reconhecimento governamental, neste caso.
Também há fundações privadas que têm um registo igualmente bom:

... mas o problema é que até fazer parte da "agenda de conversa" nos quiosques habituais da internet, nos livros dos divulgadores dedicados a estes e outros assuntos, a informação é residual. Na maioria das vezes somos apenas caixas de ressonância, repetindo num lado o que foi visto no outro, e é quase sempre a mesma informação seleccionada.
Como já disse, e creio ser natural, estes exemplos só servem para mostrar que deveria haver imensas cavernas com arte rupestre. Os nossos antepassados eram dados à espeleologia, e se não encontramos mais registos, muito provavelmente estão encontrados, mas por "descobrir", ou foram "lavados pelo tempo".

Deixamos algumas figuras, das várias que podem ser encontradas nos referidos sítios:



Merecem só uns pequenos comentários. Por um lado vemos que o local estaria próximo de caça de veados, cavalos, bisontes, o que nos parece que coloca a caverna não tão próximo do mar quanto isso... e por outro lado, a última imagem sugere realmente algum animal aquático.
A legenda da figura diz "três pinguins"... talvez pudessem ser pinguins, alcas, focas, ou lobos marinhos... mas com o mesmo grau de arbitrariedade também podemos pensar em coisas mais antigas, lembrando que o primeiro fóssil de réptil marinho foi encontrado numa caverna, em Maastricht, e foi o então famoso Mosossauro:

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publicado às 17:38


44 comentários

De Paulo Cruz a 05.02.2014 às 22:57

Boa noite!

Estou perplexo com a sua leitura "afunilada" que leva o desaparecimento dos restantes,ditos, dinossauros da face da terra...provavelmente esta relacionado com o que ocorreu na ultima era glaciar. Acredito no seu projecto e estou no mesmo barco,que é,a verdade! Sempre que encontrar algum material que possa ser útil para o seu Blog eu cá o colocarei para si e para quem o desejar ver. Acabei por encontrar o livro "ATLÂNTIDA O OITAVO CONTINENTE", penso que o deve conhecer... se não for o caso...

http://www.jecelo.com/livros/dreamweaver/arquivos/a/atl%C3%A2ntida%20o%20oitavo%20continente%20-%20charles%20berlitz.pdf


Um fiel leitor.

De Paulo Cruz a 05.02.2014 às 23:36

http://www.archive.org/stream/cu31924029281801/cu31924029281801_djvu.txt
http://pt.scribd.com/doc/195601575/folkloreinoldtes01fraziala-pdf

De Paulo Cruz a 05.02.2014 às 23:55

"Stonehenge ruso"

http://actualidad.rt.com/cultura/view/112247-video-fotos-rusia-muro-stonehenge-piramides


De Alvor-Silves a 06.02.2014 às 02:35


Caro Paulo,

muito obrigado pelos links, qualquer um deles daria para vários artigos... e por isso vamos com calma, que está aí muito material para ler com atenção. Para já não tenho tempo, e espero não me esquecer de olhar de novo.

Há imensos livros, e se há coisa provável é eu não os ter lido, como é óbvio ninguém tem tempo para ler tudo, por vezes nem sequer os que compra. Vamos lendo o que se nos for deparando... sem pressas excessivas.
Depois, também acontece que mesmo que tenhamos lido, ao relermos com nova informação, as coisas começam a encaixar de forma complementar. Portanto o processo nunca acaba... o que interessa é manter uma ideia geral estruturada, os detalhes são secundários, senão seria uma tortura.

Os detalhes só não são secundários quando começam a aparecer em vários sítios da mesma forma... deixam de ser detalhes e passam a ser um rasto de algo maior.
Assim, já vi demasiadas pinturas rupestres com aspecto de dinossauros... nomeadamente no continente americano, e eu não excluiria que houvessem ainda grandes répteis (dinossauros) sobreviventes, quando os humanos chegaram... e até que se mantivessem presentes à altura dos descobrimentos.

As cartas marítimas apresentam monstros, e pode-se ter dado uma caça, tal como houve caça à baleia. A ideia dos dragões poderia perfeitamente resultar de avistamento de ossadas de pterodáctilos, ou até de alguns bichos sobreviventes.
Ao contrário dos animais mais pequenos e abundantes, aos humanos teria sido possível dar caça a grandes bichos, até à extinção... fizeram isso várias vezes, com diversos animais - por exemplo os bisontes, leões, rinocerontes, etc... desapareceram da Europa. Os mamutes desapareceram do mapa... e não creio que fosse por extinção climática apenas, foi também a caça sucessiva.
Talvez um problema da América do Norte, que se manteve oculta demasiado tempo, fosse a própria existência de alguns desses espécimes em extinção... se assim fosse, e alguém se lembrasse de trazer uns ovos desses para a Europa, poderia ter um autêntico acto de terrorismo instituído. Afinal, havia sempre o relato medieval dos monstros nas florestas que assolavam populações. Se muitos dinossauros desapareceram do registo fóssil, não quer dizer que tivessem sido todos (muitos répteis sobreviveram), especialmente no caso marinho, onde foram encontradas espécies dadas como extintas. Cavernas e até cidades subterrâneas podem ter sido uma solução, não só contra outros humanos, mas também contra animais perigosos. Nem sempre o homem foi o predador, também serviu de presa.

De Alvor-Silves a 06.02.2014 às 02:35

Fico grato pelo apreço, mas o único fiel que interessa é o da balança da justiça.
Aliás, acho que já escrevi, mas é bom relembrar - o "confiar", o "fiel", são palavras que vêm de "fio"... o fio, o fiar, é uma ligação muito frágil. Muito mais forte é a "corda", do "concorda", porque quando concorda fica independente do outro, é você mesmo o portador da ideia com que concorda.
Assim, respeitando as palavras da nossa língua, uma ligação "cordata" é mais estável do que a do "confiar". Aquilo que interessa é manter essa relação cordata, no colaborar - que significa co-laborar, ou seja trabalhar em conjunto.

É bom não fiar, até concordar, e uma corda é feita de muitos pequenos fios entrelaçados. Ou seja, devemos fiar em coisas simples, evidentes, mas são elas juntas, unidas, que dão depois a força da corda e permitem o concordar.

Como disse no comentário da Amélia, acho que podemos ver o universo como uma mãe que nos gerou, depois foi amante da espécie que melhor a entendesse, e agora é a filha que aguarda o futuro que se constrói.
Não deixa de ser as três ao mesmo tempo... e isso é algo complicado de gerir, mas não tenhamos dúvidas que os inspectores estão a ser inspeccionados. Por isso, meu caro, a mãe exige tratamento igual aos outros irmãos, a mulher quer a sua atenção exclusiva num mundo a dois, e a filha quer inovar no futuro. Se isso é difícil de conciliar em famílias pequenas, imagine à escala universal.
Assim, meu caro, se há coisa certa é que não precisamos de invocar ETs mais evoluídos, já basta ter que explicar onde estava a equidade ao comer os manos animais. Porque a mãe queria saber, e a filha estava à espera de ouvir a resposta.
Agora, as raízes são fortes e a árvore começa a dar os primeiros frutos... mesmo que ainda tentem tapar a luz.

Abraços.

De Paulo Cruz a 09.02.2014 às 00:08

Boa noite!

Caro Alvor,não fique chateado comigo,esta bem? Eu encontrei informação interessante sobre os malditos....e só quero que dê uma vista de olhos,o material tem poucos dias!Já estava para o colocar cá mais cedo mas não tive tempo. Gostava que me desse uma conclusão das recentes pesquisas,é só por isso. Há mais locais com a mesma informação,mas basta só um link.

http://www.ancient-origins.net/news-evolution-human-origins/initial-dna-analysis-paracas-elongated-skull-released-incredible

Bom fim de semana...

De Paulo Cruz a 09.02.2014 às 01:02

Earliest human footprints outside Africa discovered in NORFOLK: 800,000-year-old imprints 're-write our understanding of history'


http://www.thisismoney.co.uk/sciencetech/article-2553798/Earliest-human-footprints-outside-Africa-discovered-NORFOLK-800-000-year-old-imprints-shed-light-movement-ancient-ancestors.html?ITO=1490&ns_mchannel=rss&ns_campaign=1490

De Anónimo a 09.02.2014 às 06:24

Caro Paulo

Nada de transcendente! O Antigo Continente de Mu!
O continente de Mu, no Pacífico, estendia-se da Indonésia à Ilha de Páscoa, e óbviamente influenciou a Região Andina.
Mu explica Yonaguni no Japão, os Moais da Ilha de Páscoa, as Construções Megalíticas Anti-Sismicas no Perú, e os Crâneos Dolicocéfalos de Paracas, e não só...
Aliás o ADN, das Múmias de Sican, do Vale de Lambayeque no Norte do Perú, e os Ainos, Povo primitivo do Japão, que estava confinado à Região de Nagasaki, antes do extermínio norte-americano são semelhantes.

Bom Fim de Semana

Maria da Fonte

De Alvor-Silves a 09.02.2014 às 11:22

Paulo,
esta informação da Maria da Fonte é importante relativamente a semelhanças encontradas em estruturas de pedra ao largo do Pacífico. Se a subida do nível do mar encobriu a parte atlântica, também encobriu a parte pacífica. Num caso fala-se em Atlântida, noutro em Mu, mas o problema aqui é sempre a datação e a extensão.

Não é nada improvável terem existido diferentes tipos de "homens" sem ser neandertais ou sapiens, e há um registo de verdadeiros pigmeus na Indonésia - ilha de Flores - o José Manuel falou disso, p.ex. ver aqui:
http://alvor-silves.blogspot.pt/2011/02/ultima-viagem-de-gulliver-liliput.html

A diversidade a certa altura pode ter sido tão acentuada quanto é a diversidade da macacada.
Tem macacos grandes, pequenos, médios, etc... podem ter dado hominídeos pigmeus, gigantes, etc... e por isso não me estranharia que houvesse raças diferentes, que eram praticamente espécies diferentes, aos olhos de hoje. Só que o São Bernardo e o Chihuahua, podem parecer espécies diferentes, mas são ainda assim cães, que a priori se podem reproduzir.

A conversa de Brien Foerster já deu para 10 livros e pode dar para mais. Agora, o que são "análises de DNA" feitas por ele?
Uma análise de DNA não se faz ali na esquina, e ainda que ele a encomendasse... os museus não faziam, mas davam-lhe os ossos para ele fazer?
Há ilustrações do Séc. XIX que mostram como os índios faziam esse alongamento craniano. Era algo cultural, forçado, e como já disse, creio que se deveria à ideia de provocar alucinações... com vista a um contacto com "realidades alternativas". O resto parecem-me detalhes casuais.

O que é importante, no sentido que aponta a Maria da Fonte, é que houve uma certa cultura global, e esse tipo de deformação aparece até no Egipto à época de Akenaton, ou nas ilustrações maias e incas. A elite procurava esse factor distintivo... há provas de que isso podia ser induzido por deformação craniana, e não vejo necessidade de considerar que se tratava de outra espécie ou raça. Não há nenhumas provas, nem evidências, nesse sentido.
Mas não está excluído por completo, é claro.

De Paulo Cruz a 10.02.2014 às 22:30

Boa noite!

Pensei que tivesse colocado algo merece-se a pena...por vezes uma frase,de um novo artigo,faz toda a diferença. Continuo a ser ignorado sobre "eles" terem cá andado,na superfície,com provas físicas,entre 12.500 anos e 6.500 anos. Parece que andaram até mais tarde em algumas partes do globo,há 5.000 anos. Há vários relatos que os Deuses desceram a terra,mostraram-se, em varias partes.Tudo o que falou das drogas e antigas rotas de trafico são verdade mas há mais... Fico-me com a minha teoria e sei que tem sentido! Se puder ir ao outro seu blog escrevi outra teoria...desculpe


Boa semana.

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