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Deixo aqui um comentário da Maria da Fonte, com um excelente resumo de complicações Cruzadas.

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Estratégia Negra

1ª Cruzada - Pilha Constantinopla e pilha Niceia em 1096, supostamente neutralizada pelos Turcos. Um ano mais tarde, recupera Niceia que devolve a Bizâncio, e conquista Antióquia e Jerusalém.
Ou seja, troca de Niceia por Antioquia.
Em 1118, é Fundada a Ordem do Templo, com estatuto de privilégio onde figura a Isenção de Impostos, e que passa a ser o braço armado do Vaticano. 

2ª Cruzada - 1145, Os Normandos da Ingaterra e da Flandres, conquistam Lisboa, a porta de acesso ao Atlântico Sul, na época em que perdem a coroa de Inglaterra para Estevão de Blois, Conde de Bolonha. 
Em 1157, o Doge de Veneza Vitali II, funda o primeiro Banco. 

3 ª Cruzada - 1189-1192 Morte de Frederico Barba Ruiva, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Típica cilada!

4ª Cruzada - 1202-1204 Saque de Constantinopla e destruição de Bizâncio. 
O que permite a ascensão de Veneza, a Império que passa a deter o Monopólio do Comércio e do Tráfico com a Ásia e Oriente, e aliando-se mesmo aos assassinos Mongóis.
Cruzada contra o Languedoc 1208 - Destruição do Condado de Tolouse e da Casa de Cominges, que são obrigados a depender do Rei de França.

5ª Cruzada -1217-1221 Tentativa de conquista fracassada do Egipto.

6ª Cruzada - 1228-1229 Volte-face com Frederico II, do Sacro Império, excomungado pelo Papa, a conseguir Jerusalém, Belém e Nazaré, por dez anos.

7ª Cruzada -1248-1254 Nova tentativa de conquista do Egipto.

8ª Cruzada - 1270 Tentativa fracassada da conquista de Tunes, que no século anterior, estivera na posse da Gilda Ex-Fenícia da Normandia.

Nos anos que se seguem, a Ordem do Templo perderá todas as terras conquistadas para os Turcos.
Rodes é perdida em 1303.
Embora não tivessem conquistado nem Tunes nem o Egipto, a verdade é que Veneza detém a soberania do Mediterrâneo e controla a saída a Oriente.

Mas como nem tudo é perfeito, a Ocidente surge uma pequena imperfeição.
O Reino fundado em Portugal é pouco dado a devoções ao Papado Maçónico, e muito menos aos Mercadores Judeus de Veneza ou à Gilda Ex-Fenícia da Normandia.
E pior, navega pelo Atlântico sem dar satisfações a ninguém.

Consta mesmo, que a Rainha é Cátara, que têm uma Marinha chefiada por um Almirante, que os Navegadores são de Santiago e que o Reino está inundado de refugiados de Bizâncio, entre eles uma poderosa Princesa, muito dada a Navegações.

Ou seja detêm a INDEPENDÊNCIA, o que o Vaticano, a Nobreza Negra e a Gilda Ex-Fenícia combatiam.

Rodes caíra em 1303.
Em 1307, Vaticano e Templários erguem a falsa bandeira de perseguição que conduzirá à extinção da Ordem, entretanto inocentada pelo Papa, em Documento que se manterá secreto.
Com este Golpe, instalam-se em Portugal, onde já possuíam Terras e Castelos, na tentativa de controlarem os destinos do Reino, e apoderarem-se das Novas Terras.

Mas a Terra Brasilis, de onde os Portugueses traziam Madeiras exóticas Ouro, Prata e outras "Especiarias", só será divulgada décadas depois, numa época em que a intriga e a espionagem a cargo dos habituais castelhanos e dos bastardos com pretensões hegemónicas, tona impossível a manutenção do secretismo.

Em 1340, na sequência das práticas fraudulentas da Banca Veneziana que arrasta as suas congéneres de Florença, e que duram há décadas, dá-se o Grande Crash financeiro, que provocará o aparecimento da Peste Negra e levará a Europa à beira da destruição.
Precisamente durante o reinado de Dom Afonso IV, quando a descoberta do Brasil de Portugal é tornada pública.

Pelo meio, em 1212 fica uma Cruzada de Crianças, bem ao gosto dos satânicos intervenientes...

Se isto não foi Estratégia Negra, não sei o que possa ter sido.

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Maria da Fonte (17 Janeiro 2015)

Cruzada das Crianças (1212)

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publicado às 06:28


23 comentários

De Anónimo a 02.02.2015 às 01:53

Segundo uma carta recentemente encontrada nos Arquivos da Coroa de Aragão, de Jacques de Molay, Grão Mestre da Ordem do Templo, dirigida a Ramon de Bell-lloc, Comendador de Torres de Segre, os Templários de acordo com o Papa Bonifácio VIII, programavam uma nova cruzada, visando "recuperar" Jerusalém. A carta refere os preparativos da passagem de De Molay por Chipre, e está datada de 21 de Janeiro de 1296.
Portanto em 1296, planeava-se nova investida a oriente.

Abraços

Maria da Fonte

De Alvor-Silves a 02.02.2015 às 05:08

Obrigado, Maria da Fonte.

A questão das Cruzadas é quase simultânea com os assaltos vikings, e esta questão de os bizantinos terem deixado espaço para os Normandos se instalarem, apesar da derrota em Cannae em 1018, parece indicar outra coisa.

Os vikings estão para o norte, assim como os árabes estão para o sul.
Em ambos os casos eram ataques à cristandade, e a acreditar na "malta", a Europa estaria cercada de inimigos e em perigo.
Imagine-se que os árabes se aliavam aos vikings?

Ora, o que me aparenta é o seguinte.
Desde Constantino, Roma passou a ter rival em Bizâncio, e quando Alarico surgiu, os Bizantinos mandaram-no ir invadir Roma, e ele foi.
Roma foi inserindo os invasores como estratégia do seu império, que não caíu, porque Roma manteve-se o centro decisor, pelo pretexto religioso.
Assim, Justiniano com Belisário mostrava como poderiam ser decisivos os exércitos romanos se quisessem. Só que Roma não quis cair para Bizâncio... isso nunca, e foi mantendo os jogos com os bárbaros, já pacificados ao cristianismo.
As presenças bizantinas ao longo de todo o Mediterrâneo foram-se perdendo, pelo crescimento dos novos reinos "bárbaros", e muito provavelmente Roma teve então uma maneira de entreter definitivamente os Bizantinos - armou os árabes. Ou pelo menos, não teria sido muito difícil inventar uma religião praticamente igual, a que se acrescentava um novo profeta. Como sabemos, Maomé entrou nas comunidades católicas da sua esposa.
Talvez com um sucesso maior do que o esperado, a conquista árabe fez Bizâncio perder todos os territórios excepto Turquia e Grécia. O avanço pela Ibéria também não terá sido ocasional, pois os visigodos tinham sido Arianos.

Carlos Magno deveria ter avançado para conquistar a Ibéria - seria o seu grande corolário - mas aí foi apanhado pelos bascos em Roncesvalles.

Ora, os reinos europeus tinham já a sua nobreza bárbara bem instalada e pouco dada a aventuras fora de portas. A situação ibérica estava num estranho equilíbrio militar, até que apareceram os vikings vindos do nada.
Não será bem vindos do nada... porque o Reino da Noruega existia em paralelo com o Reino Inglês, onde também se metia a Dinamarca.

Ora, o que parece é que muito provavelmente Roma (e/ou Bizâncio) decidiu usar os Vikings em seu favor. Primeiro, forçando o rei francês a instalá-los na Normandia, depois pela conquista de Inglaterra, abria-se um novo poder.

A instalação na Sicília e sul de Itália visava o combate directo com os árabes. Doutra forma, não havia nenhuma razão para escolherem aquele terreno.
Veja-se o mapa dos Normandos
http://en.wikipedia.org/wiki/Normans
... a sua presença é claramente para o ataque ao poder árabe, entretanto já menos controlável.

Assim, não é de estranhar que as Cruzadas tenham tido como adeptos os Normandos. Foram eles os líderes dessas primeiras expedições, seja pela Bolonha francesa, seja pela Inglaterra já normandizada.
Antióquia foi dependente directamente da Normandia.

O desenho político e social europeu que iria permanecer largos séculos foi feito na entrada do 2º milénio pela inclusão dos vikings.

A questão da Guerra Silenciosa entre Bizâncio e Roma parece-me ser clara por esta razão:
- Houve alguma expedição conjunta para travar o avanço árabe?
- ... ou contra os árabes, em geral?
- Por que razão os Bizantinos não participaram nas Cruzadas, se elas visavam recuperar território que era antes seu?

De Anónimo a 03.02.2015 às 02:57

A Europa sempre cercada de inimigos e em perigo...Pois! Devia ser Karma...
A Bárbária e a Berbéria. Os do Norte e Centro e os do Sul.

Todos eram Piratas. Todos pilhavam, negociavam e traficavam...drogas e gente.
Os Escravos eram os Eslavos com o arredondamento de circunstância. E quando enfiaram um turbante aos dos elmos, chamaram-lhes Mouros, e de Piratas saqueadores passaram a Reis de Taifas.

Uns pilhavam, os outros na sombra, contavam as moedas de ouro, no porão dos Barcos Dragão, de Velas com Stripes...e mais tarde com bandeiras da Scull and Bones...

Sempre quero vêr o que acontece, no dia em que compararem o ADN dos Berberes de Marrocos com o dos Suecos.

A questão talvez não tenha sido bem entre Roma e Bizâncio, mas sim provocada por um poder emergente e paralelo dentro do próprio Império Romano.
É uma ideia apenas.
O Império Romano é uma das minhas grandes lacunas.

Quanto aos outros, Gilda Fenícia, Vikings, Normandos e Mouros, só o nome mudou.
Porque até os Barcos eram os mesmos.


Abraços

Maria da Fonte

De Anónimo a 04.02.2015 às 03:00

Caro da Maia

Isto de Bárbaros e Berbéres, foi uma ideia que me surgiu dos Hicksos, que vindos do nada, chegaram a Faraós do Egipto. E deu um trabalhão correr com eles.
Os Hicsos, diz-se que eram um Povo de pele bronzeada, e barba negra, originários da Ásia...
Contudo o termo Hicso, deriva de Hikkhase, palavra que no Império Médio, era usada para designar os Sheiks Beduínos
Ora isto assim, explica tudo!

Abraços

Maria da Fonte

De Anónimo a 10.02.2015 às 12:12

(…) Em relação a escravos “brancos”, só no reino de Granada, em 1311, havia 30.000 escravos cristãos.
Um historiador de al-Andalus descreveu “hordas de escravos trazidas durante o século X”. O pai da História da Andaluzia, o historiador Ahmad ar-Razi, era ele mesmo filho de um traficante de escravos da Guiné.
Uma referência curiosa é a de comerciantes mouros a venderem escravos negros da Guiné em Guimarães, no Norte de Portugal, na década de 1250, e também em Cádis, em Espanha, no fim desse século.

Cpts. José Manuel CH-GE

De Alvor-Silves a 17.02.2015 às 07:14

Cara Maria da Fonte,
creio que a questão fundamental é a seguinte:
- Quem foram os primeiros navegadores?
Não os que fizeram jangadas, mas sim os que fizeram barcos capazes de navegar em alto mar, com velas.

Se pensarmos num tempo em que as aldeias se começavam a formar e a agricultura dava os seus primeiros passos, quem aparecesse de fora, com capacidade de atacar e fugir para o mar, sem deixar rasto, teria uma brutal vantagem e dominaria os restantes, nos séculos, nos milénios seguintes.

Temos os enigmáticos "povos do mar"... talvez também passassem por "hicsos" (ictos - é prefixo de peixe), e temos os gregos a falarem dos seus ancestrais Pelágios.
Ora "pelagos" quer dizer mar... ou quer dizer "pel'água", e um arquipélago apesar de passar por um conjunto de ilhas, seria literalmente um "mar principal".
A questão foi sempre o domínio do mar. Roma só se afirmou como potência quando garantiu o "Mare nostrum".
Agora, a questão é - quem foram os Pelágios, ou ainda antes, quem primeiro dominou a navegação!

Abraços

De Alvor-Silves a 17.02.2015 às 07:16

Obrigado, José Manuel. Não conhecia esses registos!

De Anónimo a 28.02.2015 às 03:56

Caro Da Maia

Teremos sempre que regressar ás Origens, porque nada está contado como deveria.
Quanto ao termo Hicso, deriva de Hikkhase, termo que no Império Médio, designava os sheiks berberes. Exactamente esses beduinos do deserto, que ocuparam o Egipto, e que mais tarde o Faraó Amosis derrotou.
Pôncio Pilatus designava-os por guardadores de cabras. A verdade, é que de guardadores de cabras, passaram a traficantes de escravos, a narcotraficantes, e a banqueiros, já que a actividade de traficar foi e, é altamente rentável.

Abraços

Maria da Fonte

P.S. O José Manuel, confirmou plenamente, o que eu andei a lêr sobre o tráfico humano.
Só precisamos de nos abstrair do conceito pré formatado de Vikings do norte, porque estes Vikings, traficantes primeiro de Eslavos e depois de Escravos, no Al-Andaluz foram Reis de Taifas...
Pense nisso da Maia

De Anónimo a 06.03.2015 às 23:43

Olá boa noite,

Foi no fórum de genealogia que avancei uma série de "pseudo histório/ciências" e outras farpas ao establishment lusófono com o meu tópico " O Atlântico atravessava-se a pé!" do 23-10-2008, quase 7 anos passados venho relembrar, cito : os portugueses reutilizaram as rotas dos árabes ao largo da costa Africana, fizeram até um tratado com um Rei negro possuidor de marinha atlântica poderosa etc. sim a história está mal contada, travestida, mais outra peça do puzzle avulsa que me ocorre com esta de escravatura é a do escravo do Sultão de Calcute (?) onde Vasco da Gama desembarca na Indica lhe apresenta o Califa/sultão (?) muçulmano um escravo branco judeu polaco como interprete a da Gama pois falava português...

As árvores para mastros das naus portuguesas vinham da Polónia.

Mais um abanão no establishment, como é a área da doutora vai ficar surpreendida...

(...) Há um aspecto da espécie feminina que só as mulheres e duas espécies de baleias (as orcas e as baleias piloto de barbatanas curtas) partilham: a menopausa.

Estas baleias são, aliás, as únicas espécies do mundo animal que ficam privadas de procriar a partir da meia-idade.

A notícia foi dada pelo jornal espanhol El País.

Os cientistas consideraram que esta descoberta contraria todas as bases da teoria evolutiva de Darwin.
Segundo Darwin, a inaptidão de um ser vivo conduziria à sua eliminação.

Ora a transmissão de genes da menopausa tornam apenas o género feminino inapto para a reprodução.
Trata-se, contudo, de um fenómeno exclusivo das mulheres e das baleias.
http://observador.pt/2015/03/06/o-que-tem-uma-mulher-e-uma-baleia-em-comum/

Cpts.
José Manuel CH-GE

De Alvor-Silves a 03.05.2015 às 22:59

Cara Maria da Fonte,
não gosto de deixar coisas por responder, mas de facto se não respondi foi porque não tinha muito a acrescentar.
Ainda pensei seguir a sua linha sobre cruzados, vikings, e os bancos italianos, mas acabei por não arranjar motivação para essa colossal empreitada.
Também nunca me motivou muito encontrar os farsantes, preocupou-me mais em saber que essa farsa não levava a lado algum, sem ser ao engano dos próprios na sua arte de enganar os outros. A ilusão está prevista na natureza, e vai do camaleão às substâncias alucinogénicas. Os que julgam que o engano é manifestação de alguma capacidade superior, mais do que aos outros, vão enganar-se a si mesmos.

Um abraço.

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