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Na sequência de um comentário de OMC sobre o alelo genético HLA A25-B18-DR15, que será uma particularidade portuguesa, seguiram-se uma série de respostas de Maria da Fonte, José Manuel Oliveira, e João Ribeiro, que levaram a diferentes tópicos, em particular à presença neandertal.

Há o que se Queria, e há o que se Cria. Esse é o processo da Criação.
A Criação está reportada na Bíblia no capítulo do Genesis
Sim, não é no capítulo dos Genes, mas digamos que não queremos também que as coisas estejam escarrapachadas tão literalmente que nem seja preciso fazer um esforçozinho para as ler adequadamente.

Ninguém tem grandes dúvidas que os humanos tomaram nas suas mãos a Criação, pelo menos a Criação de animais domésticos. Fizeram-no de tal forma, que foram apurando as raças à sua melhor conveniência. Os animais silvestres ficaram dóceis e cada vez mais produtivos, tendo em vista o objectivo dos criadores... fosse esse objectivo a força de trabalho, a carne, o leite, o queijo, etc.
Podemos pensar que os humanos apenas fariam isso com animais, mas não haveria verdadeiramente nada que impedisse que o fizessem também com outros humanos.
Para guardar animais é normalmente construída uma Cerca, e ninguém lhe chama Jardim, muito menos lhe dá o nome de Éden, mas ainda que o dono da Cerca forneça toda a alimentação, e uma vida razoavelmente facilitada, onde os animais não têm que se esforçar para a subsistência, nós funcionaríamos como serpentes se avisássemos os animais domésticos que as intenções do dono podem não ser exactamente as melhores. É claro que alguns animais domésticos, tão reconhecidos pela generosidade do seu criador, que lhes fornece tudo o que precisam, a troco de nada, dificilmente acreditariam nessas informações serpentinas... seriam certamente motivadas pela inveja da serpente não ter sido escolhida para domesticação, mas isso é outra história. Os gatos podem ser desconfiados e solitários, mas os canídeos exibem um grau de fidelidade notável, mesmo com criadores perversos.

Claro que a utilização de humanos como "animais domésticos" acabou por se instituir de forma estranhamente natural, sob a designação de "escravos", mesmo em sociedades pretensamente democráticas, como na Grécia. Só raros espíritos livres, como Aristófanes, eram suficientemente audazes para ridicularizarem essa "democracia". 
Não se tratando de nenhuma "engenharia genética", mas sim de uma simples "engenharia sexual", reprodutiva, os animais foram sendo desviados duma "selecção natural", e foram conduzidos para uma Criação orientada, visando certos objectivos. Tal como os vencedores de corridas de cavalos são escolhidos como garanhões, no comércio esclavagista houve venda selectiva de escravos visando aumentar a resistência e a força de trabalho da sua prole.
Ou seja, em "criação" ouve-se também "queria são", se queria um corpo são, como sua criação. Ou ainda lê-se "que ria são", para uma mente sã que o "cria são".

Portanto, não precisamos de nenhuns Anunaki (nascidos de Anu, Anu-nasci), também ditos Anedotos (dotados por Anu), de origem extraterrestre, para pensar em malta que quisesse fazer engenharia sexual, tendo em vista um apuramento racial. Bastava que alguns fizessem com os humanos o mesmo que tinham feito com os animais... seleccioná-los pelas suas características. 
Estas ideias de "criação" ainda não desapareceram. Têm o nome de Eugenia e foram consideradas pelos nazis na tentativa de melhorar a pretensa "raça ariana", e fazem parte ainda de uma certa paranóia judaica, que levou a sério a sua criação domesticada pelo Senhor, com vista a vencerem talvez algum concurso de "povo eleito" entre a carneirada, e assim escaparem ao sacrifício pascal.

No caso humano, após a "engenharia sexual", apostou-se na "engenharia social", como forma de optimizar a produção "animal". Senão vejamos... é dispendioso ao dono dos animais assegurar a sua subsistência. Seria muito melhor se os animais domésticos tomassem isso a seu cargo, e continuassem a trabalhar com o mesmo empenho como bestas de carga. Com os humanos conseguiu-se isso na Idade Média usando o estatuto de "servo". Ao contrário do escravo, o dono do servo não se preocupava com a alimentação deste, e recebia à mesma o fruto do trabalho, pelo imposto. 
Aplicado a um burro, este deixava de ser chicoteado para levar a carga... passava a levar a carga de livre vontade, sabendo que só comeria cenouras se o fizesse... porque o campo das cenouras era do Senhor.
O problema nesse caso é que ficava demasiado evidente que o fruto do trabalho ia parar ainda ao Senhor, e assim não era muito produtivo. Os camponeses trabalhavam poucos dias por ano, e tinham imenso tempo livre. 
Muito melhor foi a passagem para o estatuto de "cidadão", onde o homem poderia gerir o seu tempo para obter riqueza pessoal... ainda que tivesse que trabalhar todos os dias. 
Aplicado ao burro, seria como se o burro à conta de receber elogios do Senhor, e cada vez mais cenouras, trabalhasse cada vez mais afincadamente e com mais entusiasmo, pedindo até mais carga. 
Estranhamente os burros não trabalham mais se os elogiarmos, se aparecerem na televisão, ou se lhes dermos a última albarda da moda... mas resulta muito bem com humanos! Mais estranho ainda, não encontramos burros capazes de inventar chicotes mais eficazes, para aumentar a produção dos burros, a troco de receberem elogios e prestígio na comunidade asinina.

Bom, mas isto é o aspecto da "engenharia social" dos últimos séculos, verdadeiramente eficaz.

Regressando ao aspecto da "engenharia sexual", convém notar que, exceptuando uma imposição pela força, a escolha de parceiro sexual foi definida naturalmente na natureza como sendo uma opção feminina. Portanto, a evolução genética depois de ser definida por critérios irracionais, instintivos, passou a ser uma opção inteligente, definida por mulheres inteligentes.
Podemos considerar que foi tudo aleatório, e sem nenhum propósito particular, mas atendendo a que há registos de primitivas sociedades matriarcais, dando efectivo relevo ao aspecto da procriação, ou melhor... da Criação, não devemos excluir a hipótese de que a evolução humana, do nosso ideal de beleza, tenha resultado de uma escolha consciente e inteligente, nem sempre irracional, feita pelo lado feminino.

Aspectos dessa prevalência matriarcal são as Vénus paleolíticas
Vénus de Dolni-Vestonice (Rep. Checa) e Vénus de Hohle Fels (Suévia alemã)

sendo ainda notado (documentário indicado por J. Ribeiro) que se tratou de uma transição abrupta, que marcou a diferença evolutiva e a posterior extinção,,, do homem de Neandertal.
Além disso (conforme notado pelo José Manuel), a presença de uma estatueta que é chamada "homem-leão", mas que é muito mais provavelmente uma "mulher-leoa", encontra notável consonância numa estatueta de Çatal Huyuk, onde vemos uma matrona dominante sentada num trono e ladeada por dois leões (ou leoas...):
Estatuetas de mulher-leoa (Suévia alemã) e matrona com leoas em Çatal Huyuk (Turquia)

Há uma mitologia suméria coincidente com a passagem de uma sociedade matriarcal para uma sociedade patriarcal, que provavelmente coincide com a passagem do Paleolítico para o Neolítico.
Na mitologia babilônica a morte de Tiamat pelo deus Marduk, que divide seu corpo em dois, é considerada um grande exemplo de como correu a mudança de poder do matriarcado ao patriarcado: "Tiamat, a Deusa Dragão do Caos e das Trevas, é combatida por Marduk, deus da Justiça e da Luz. Isto indica a mudança do matriarcado para o patriarcado". A mitologia grega também apresenta Apolo matando Píton, e dividindo seu corpo em dois, como uma acção necessária para se tornar dono do oráculo de Delfos 
in wikipedia, citando Gateways to Babylon. 
Depois dessa prevalência das sociedades femininas no Paleolítico, a estrutura social estabilizando-se com exércitos bélicos, de guerreiros masculinos, só terá tido o seu contraponto com a mítica presença das Amazonas em paragens da Cítia, que ainda terão feito Ciro perder a cabeça às suas mãos.

Portanto, é de considerar que na confluência entre Homo Sapiens e Neandertais, se tenha efectuado um apuramento de raça, conduzido conscientemente pelo lado feminino, talvez com apoio de xamãs. Assim, ao invés de um deus barbudo criador, poderia ser mais adequado uma deusa matrona feminina criando e seleccionando, como depois se iria fazer na domesticação animal. Na versão masculina que nos chegou da Bíblia, a vontade de criar um homem puro e casto, terá sido contrariada pela vontade feminina de manter na prole uma inteligência não completamente burra, o que poderá ter sido visto como uma tentação viperina... que estragou a colheita. Essa vontade de pureza aparece depois repetida aquando do degelo, que terá levado a sucessivas inundações, vistas como dilúvio, após a Idade do Gelo. Feita a selecção física, o que interessaria seria uma selecção moral, que evitasse um contínuo conflito humano... essa tentativa de selecção genética, condicionada pela moral, é essencialmente o que transparece na história bíblica, desde o Genesis.
Esse seria muito provavelmente o grande desígnio de orientação dos xamãs, que teriam conseguido evitar uma completa chacina e extinção humana em territórios da Oceania, fazendo algo tão simples como confundir as línguas (a Papua - Nova Guiné tem 800 línguas), e mantendo um controlo submerso acima de qualquer controlo visível.


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publicado às 07:57


59 comentários

De Alvor-Silves a 03.09.2016 às 04:50

Portanto, os xamãs tiveram que desenvolver uma inteligência controladora da inteligência das tribos, acima delas... para bem delas. Os seus pupilos eram escolhidos entendendo a necessidade de sigilo, para funcionamento são da sociedade. As inovações técnicas seriam especialmente mal vistas, escondidas como novos perigos, e o valor seria dado ao respeito das tradições.

Por isso, podem até terem existido homens mais espertos, capazes de melhor entendimento da ciência, mas ignorando a inteligência acima que os controlava, nada poderiam fazer, apenas iam adicionando invenções e maquinaria ao leque existente e proibido.
Pode ter sido considerado útil regredir a sociedade, tal como aconteceu com a queda de Roma, porque isso colocaria em causa o sistema controlador que vivia do sigilo, e de superioridade técnica em bastidores.
Ou seja, os xamãs queriam humanos que não comessem da Árvore do Conhecimento, porque sentir-se-iam tão vigiados e despidos, como se estivessem nus. Com esse pretexto de perigo de extinção, poderia ser despoletado um processo de domínio por povos "bárbaros", de forma a regredir o nivel de conhecimento, mantendo uma ingenuidade no povo, mais facilmente controlável.

Agora, parece-me natural manterem-se duas tendências... uma que dirá que os homens são "bons selvagens", e vai permitindo aumentar o conhecimento, e outra mais céptica, que dirá que isto já foi longe de mais, e é preciso voltar a ter uma população mais burra, mais facilmente controlável... porque se a população descobrir que está a ser controlada irá rebelar-se de forma caótica.
Como se tem visto, uma boa parte da população sabe que está a ser controlada, e não foi por isso que saiu para as ruas a partir tudo... e tem valido mais a teoria do "bom selvagem", para evitar uma regressão pior - mas já está em curso uma estagnação propositada.

Abç

De Anónimo a 04.09.2016 às 22:47

Re. “ a designação Sapiens Sapiens aplica-se a uma certo salto tecnológico que ocorreu na altura do contacto com os Neandertais”

Eu sem rodeios digo que creio, ao fim de muitas leituras de teoria diversas, que a inversão dos pólos magnéticos provocou mutações no ADN humano, a pressão atmosférica faz aumentar o tamanho dos animais, os israelitas fazem actualmente experiências comprovativas quando obtêm peixes gigantes em aquários, há vários factores que não entram em conta no estudo da “Hipótese da origem única” https://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese_da_origem_%C3%BAnica
nem no da “Evolução multirregional” https://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o_multirregional
ou se é criacionista ou evolucionista, e assim fecham a porta a todas outras hipóteses das origens do homem!

Também fico com a ideia que o Neandertal era superior aos sapiens, os alemães estão a demonstra-lo, não admira pois Neandertal é na Alemanha:

(...) “They demonstrated that Neanderthal genomic sequences can be recovered using a metagenomic library-based approach. All of the DNA in the sample is "immortalized" into metagenomic libraries. A DNA fragment is selected, then propagated in microbes. The Neanderthal DNA can be sequenced or specific sequences can be studied” https://en.wikipedia.org/wiki/Neanderthal_genome_project

A procissão ainda vai no átrio, isto não é evolução da espécie humana mas sim o contrário.

Boas leituras
Cumprimentos
José Manuel

De Alvor-Silves a 06.09.2016 às 09:36

Caro José Manuel,
é totalmente obscuro qual terá sido o papel da modificação do ADN que terá feito uma diferença que permitiu o "salto para a inteligência", ou melhor, o "salto para a consciência".
Mais do que isso, esse salto não foi nenhuma mudança substantiva, porque é impossível associar uma sequência de ADN a consciência, apesar de os nossos investigadores nunca mencionarem isso - ou porque não sabem, ou porque não querem saber. Uma sequência de ADN sendo vista como uma pré-programação de um ser vivo, uma linha de código, só pode fazer com que um animal realize uma tarefa, por mais complicada que seja, mas nunca que tenha consciência de que realiza essa tarefa, porque isso corresponderia a uma dimensão infinita que não pode ser dada por um número limitado de genes.
Enquanto se continuar a iludir o problema, admitindo que é possível uma inteligência artificial computacional, algo que está demonstrado ser impossível, ficará tudo nebuloso.

O máximo que pode ter acontecido é que a modificação genética tenha aberto uma porta de ligação com um "mundo de ideias", definido pela nossa compreensão da linguagem. Mas isto é apenas uma potencialidade, da capacidade de aprender uma língua abstracta. Até que a linguagem seja assimilada nem sequer há a faculdade de manter a memória de tempos em que não sabemos falar.

Os neandertais é suposto terem existido durante centenas de milhares de anos, sem também terem dado mostras de se diferenciarem muito dos restantes hominídeos. Podem ter feito utensílios, tal como consta que os chimpanzés também são capazes de o fazer.
Mas tudo isso estará dentro de uma pré-programação genética, que também permite às abelhas fazer belas colmeias, sem que tenham propriamente consciência da sua realização.

A diferença marcante terá ocorrido especialmente quando começou a execução de registo artístico notável que vemos nas cavernas, e isso parece que ocorreu na altura de contacto entre sapiens e neandertais. Além disso, eu alinharia mais com Zilhão que diz que a diferença entre uns e outros era mais de raça do que de espécie.

A maior capacidade craniana não é suficiente para concluir superior inteligência, pois devemos lembrar que baleias e elefantes têm até massas cerebrais maiores (1.4 Kg nos homens, 5 Kg nos elefantes, 8 Kg nalgumas baleias).

Portanto a diferença será sobretudo qualitativa, tendo aberto espaço a uma cognição que está para além do mundo físico. Isso terá ocorrido especialmente quando as relações sociais humanas levaram a uma evolução linguística sem paralelo. A nossa inteligência está directamente ligada ao entendimento da nossa linguagem.

Abraços.

De João Ribeiro a 06.09.2016 às 13:28

De repente lembrei-me de um filme que vi à muitos anos atrás, A Guerra do Fogo. Do que me lembro retractava precisamente o momento de aproximação entre os neandertais e sapiens. O filme é dos anos 80 por isso é normal que esteja desactualizado mas mesmo assim na altura pareceu-me muito bem feito. Fica aqui a sugestão caso não o tenham visto ainda.

https://fr.wikipedia.org/wiki/La_Guerre_du_feu_(film,_1981)

http://www.movie2kto.io/watch-movies/Quest_for_Fire__1981/5035

Ab

De Anónimo a 06.09.2016 às 14:07

Re: é totalmente obscuro qual terá sido o papel da modificação do ADN que terá feito uma diferença que permitiu o "salto para a inteligência", ou melhor, o "salto para a consciência".

De acordo com o fundo que o caro Da Maia Alvor aponta, mas não com a forma.
Penso que no passado éramos mais inteligentes e não descemos das árvores.

Como disse é uma questão de eu creio, crença, acredito, eu creio na existência duma civilização mais avançada que a actual que desapareceu, e creio que o homem está a regredir (1), também creio que a vida veio do espaço e não se desenvolveu neste planeta Terra, sim sim creio nos ET’s, mas não obrigo ninguém a acreditar… o estudo do ADN ainda tem muito para dizer (2), portanto nada é conclusivo.

No caso de uma inversão dos pólos magnético numa sociedade onde somente o registo de dados é virtual, depois do caos que engendra, nada resta como prova da sua existência (3).
Algumas pistas que me levaram a esta conclusão (o tema não o site em si que é exemplo):

(1) Fin de l’évolution : le cerveau humain a atteint ses limites
http://www.neotrouve.com/?p=1404
(2) L'ADN, une boîte noire
(...) “Deuxième interrogation : la question de la stabilité. « L’ADN est une molécule biologique caractérisée par sa stabilité ce qui explique que d’une génération à l’autre, il y a une transmission d’ADN. ». Pour autant, « au cours de la vie d’un individu, chaque petit endroit de son corps est soumis à des environnements variables. Des mutations peuvent se produire et on va penser que c’est une molécule qui évolue en permanence”
http://www.prodimarques.com/documents/gratuit/86/adn-une-boite-noire.php
(3) Les pôles magnétiques terrestres peuvent s’inverser brutalement
http://passeurdesciences.blog.lemonde.fr/2014/10/05/les-poles-magnetiques-terrestres-peuvent-sinverser-brutalement/

O candidato mais plausível para ser os descendentes desta tal civilização que eu defendo é o Neandertal l pois praticava ritos de funeral dos mortos, tinha consciência do depois da morte, isso só têm pessoas conscientes inteligentes, isto os macacos não fazem.

Boas leituras
Cumprimentos
José Manuel

De da Maia a 06.09.2016 às 16:48

Certo, José Manuel, nisso temos algumas opiniões diferentes, o que nada tem de mal. Aliás, só quem está interessado em fundar religiões é que quer impor uma opinião como válida e inquestionável.

Como há demasiadas coisas submersas ou ocultas, é sempre possível que se tenham encontrado vestígios ET's sem que saibamos deles. Ainda que não exclua essa hipótese, de tudo aquilo que vi divulgado não me parece haver nada que exija uma explicação ET... mas também parece claro que uma descoberta mais assertiva seria possivelmente ocultada de divulgação pública.
Concordo sim que havia uma tecnologia oculta mais desenvolvida, e há diversos registos disso, e lembro por exemplo o caso dos vidros dicróicos, que o José Manuel aqui trouxe:
http://alvor-silves.blogspot.pt/2014/03/dos-comentarios-5-camafeus-e.html

Também hoje é certo que a tecnologia a que temos acesso é apenas uma pequena parte da que existe nos bastidores. À população é apenas passada uma parte do conhecimento, de forma a que o "demo", o povo, nunca ameace verdadeiramente o poder instalado. Portanto, teria sido sempre possível a uma faixa de poder simular faculdades de ET, ou faculdades divinas, tal como aconteceria se o quiséssemos fazer com uma tribo na Amazónia, que ignorasse a tecnologia.

Por outro lado, em termos de aspecto, e sendo talvez politicamente incorrecto, a cara do Idi Amin lembra-me a de um gorila... e por isso não tenho nenhum problema com a nossa origem física pelo lado dos primatas.
Além de que os gorilas têm expressões faciais muito próximas das humanas, e não só:
http://sofadasala-noticias.blogspot.pt/2011/01/ambam-o-gorila-que-prefere-ser-humano.html

Quanto ao enterro no mundo animal, não é exclusivo humano:
http://www.bbc.com/future/story/20120919-respect-the-dead

(1) Também me parece que o cérebro humano tem limitações bem definidas... e ainda bem!
Como já aqui disse, o pior inferno que nos pode ocorrer não é a falta de conhecimento, será o excesso dele!
Porque, a falta de conhecimento pode ser preenchida, mas ninguém consegue retirar o excesso.
E a reflexão que já tive que fazer é simples - quero saber mais, ou não? E pensando bem sobre o assunto, coloquei os travões a fundo, porque a partir do momento em que vemos tudo como fácil ou desinteressante, nada mais interessa.

(2) Pois, é até natural que o ADN que seja transmitido às gerações seguintes seja condicionado justamente pela vivência que o animal teve, e portanto não "se trate de algo ao acaso".

(3) Quanto aos pólos magnéticos, o último registo de inversão tem quase 1 milhão de anos, altura em que os hominídeos eram mais macacóides. A influência magnética na nossa biologia é algo meio místico, e na prática convivemos hoje em dia com múltiplas fontes magnéticas, sem que se veja propriamente uma directa relação causa-efeito.

Acresce que a nossa biologia determinou que ignorássemos por completo uma boa parte das fontes electromagnéticas. Porquê? Isso é algo dificilmente explicável pelo lado darwiniano, já que uma limitação dos olhos ao espectro visível (as mulheres conseguem ver mais cores que os homens...) não favoreceria o mais apto.
Essa limitação terá mais a ver com o capítulo seguinte - aprender a ignorar.

Cada vez mais estou convencido que o próximo capítulo evolutivo não é de aumentar o conhecimento, é ao contrário aprender a recusar conhecimento. Porque há simplesmente conhecimento que não nos interessa para nada, em cada fase da nossa vivência. Quem quiser saber tudo... vai parar a um inferno descomunal, se não souber parar a tempo.

Volto a enfatizar, nós podemos ter sede de conhecimento, mas ficaremos afogados num dilúvio se quisermos abrir a boca para engolir cada vez mais conhecimento. Há que aprender a filtrar, e se podemos aumentar o conhecimento qualitativo, o conhecimento quantitativo é para ser ignorado, inevitavelmente.

Abraços.

De da Maia a 06.09.2016 às 17:01

Sim, lembro-me de ter visto esse filme do J. J. Annaud, que à época achei muito interessante... passados 35 anos não sei se me desiludiria ou não.
A questão do fogo era certamente um problema, mas agora que fala nisso, não sei se algumas vez encontraram algum vestígio de fogo, ou de tochas, nas cavernas com pinturas rupestres... provavelmente não, dadas as condições de humidade.
É engraçado porque há uma tradição de um grande incêndio nos Pirinéus, que seria a razão da invenção da linguagem humana...

Abç

De Anónimo a 07.09.2016 às 01:34

Já que gosta de filmes recomendo este numa dica do meu blog :
The Mysterious Origins of Man apresentado pelo Charlton Heston, um excelente trabalho da NBC.
http://krishnatube.com/video/269/The-Mysterious-Origins-of-Man

Se não tiver tempo tem aqui uma leitura que é elucidativa da trapalhada de quem apresenta essa história do fogo:

Scientists have discovered ancient 1.5 million-year-old footprints in Kenya that resemble the structure and gait of modern humans. Full story at: Prints Show a Modern Foot in Prehumans http://www.nytimes.com/2009/02/27/science/27foot.html New York Times - February 26, 2009

Michael Cremo's Response
Scientists have recently announced the discovery in Kenya of some interesting footprints, found in layers of rock about 1.5 million years old. . Researchers describe them as anatomically modern. That is to say, the foot structure is the same as in human beings like us. But most scientists today would never even dream of suggesting that the footprints were made by humans like us. According to their understandings, humans like us did not exist 1.5 million years ago. We had not evolved yet. Most scientists now believe the first humans like us came into existence about 150,000 years ago. So the Kenya footprints are ten times too old for modern humans. So the scientists attributed the footprints to the apeman called Homo ergaster, which some scientists believe to be a kind of Homo erectus. The problem is that we do not know what the Homo erectus foot structure was really like. No one has ever found a foot skeleton of Homo erectus. So at the present moment, the only creature known to science that has a foot just like that of a modern human being is in fact a modern human being, like us.
Maybe in the future someone will find a foot skeleton of Homo erectus (or Homo ergaster) that is fully modern in it’s anatomy.
But that has not been done yet. So if we are going to stick to the facts, to the evidence that we really have, then the most reasonable thing we can say is that the scientists in Kenya have found evidence that humans like us existed 1.5 million yeas ago.
And this contradicts the current evolutionary accounts of human origins.

Boas leituras
Cumprimentos
José Manuel

De Anónimo a 07.09.2016 às 02:18

Re: “Quanto aos pólos magnéticos, o último registo de inversão tem quase 1 milhão de anos, altura em que os hominídeos eram mais macacóides”

Scientists have discovered ancient 1.5 million-year-old footprints in Kenya that resemble the structure and gait of modern humans. Full story at: Prints Show a Modern Foot in Prehumans http://www.nytimes.com/2009/02/27/science/27foot.html New York Times - February 26, 2009

Michael Cremo's Response
Scientists have recently announced the discovery in Kenya of some interesting footprints, found in layers of rock about 1.5 million years old. . Researchers describe them as anatomically modern. That is to say, the foot structure is the same as in human beings like us. But most scientists today would never even dream of suggesting that the footprints were made by humans like us. According to their understandings, humans like us did not exist 1.5 million years ago. We had not evolved yet. Most scientists now believe the first humans like us came into existence about 150,000 years ago. So the Kenya footprints are ten times too old for modern humans. So the scientists attributed the footprints to the apeman called Homo ergaster, which some scientists believe to be a kind of Homo erectus. The problem is that we do not know what the Homo erectus foot structure was really like. No one has ever found a foot skeleton of Homo erectus. So at the present moment, the only creature known to science that has a foot just like that of a modern human being is in fact a modern human being, like us.
Maybe in the future someone will find a foot skeleton of Homo erectus (or Homo ergaster) that is fully modern in it’s anatomy.
But that has not been done yet. So if we are going to stick to the facts, to the evidence that we really have, then the most reasonable thing we can say is that the scientists in Kenya have found evidence that humans like us existed 1.5 million yeas ago.
And this contradicts the current evolutionary accounts of human origins.

De Anónimo a 07.09.2016 às 02:22

Olá,

Isso de filtrar eu filtro bem, é instinto próprio de cada qual, há um momento da vida em que se encontra todas as respostas ao que procuramos, o que encontrei é que nada sei ao certo e estou satisfeito de tanto ter procurado.

A hipótese da mutação do genoma quando da inversão dos pólos magnéticos é devido à radiação solar não ao magnetismo terrestre, o escudo baixa ficando expostos os organismos aos ventos solares e radiação cósmica.

Como o Michael Cremo eu continuo a acreditar que andaram aqui homens erectos ao lado dos dinos, mas não sou criacionista.

As datações das fogueiras encontradas nas cavernas ao lado dos Neandertal que o establishment decide ou não de utilizar quando melhor lhe convêm não me dizem nada que me convença dessa data apurada pelo carbono 14 do aparecimento desse ou doutro macacoide que desceu das árvores, o que é certo é que mais nenhum macaco evoluiu e isso chega-me,

o macaco não fabrica flautas, não se pinta com camuflagem para ir caçar, não fabrica placas de identificação para meter ao pescoço, fabricar flechas de sílex já foi reproduzido é complexo, o mesmo do acelerador dos dardos e o mesmo requer conhecimentos de algo mais que a simples experiência, igualmente o fabrico de colas potentes, e seriam tantas as provas que o Neandertal era superior ao sapiens... era agricultor está provado cientificamente, o africano que veio de África já estava imune a certos bacilos pelo contacto com a criação de gado!

mas é mesmo de dizer que os cientistas só vêm o que está perto das suas botas, cátedras, ou será que não sabem que há pessoas capazes de arquivar os dados de todas as cátedras e que chegam a conclusões que contrariam o que ensinam e isto feito com os dados que eles fornecem e pervertem!

acho que o problema é que assusta a humanidade actual quando confrontada com esses Deuses ou ET’s ou um homem do passado mais inteligente que o actual é o medo de saberem que houve algo nesse passado que lhes era superior.

Sim sim o conhecimento em excesso pode fazer a máquina deitar fumo, o motor queima quando se anda muito depressa, tem que se respeitar os limites do corpo humano, juntar o útil ao agradável sem se entrar em excessos, viver o seu tempo na sua época, manter-se desperto, é o que eu tento de fazer.

Abraços
Boas leituras
José Manuel

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