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Num comentário recente, o José Manuel fez referência à Taça de Licurgo:
Vão escapando sempre uns gatos com o rabo de fora dos caixotes dos ditos: 
«Il y a 1600 ans, les Romains utilisaient déjà des nanotechnologies ...»
E 100 vezes mais evoluídas que as actuais... para quem duvide que a humanidade já foi 100 vezes mais avançada e regrediu! Não ficam dúvidas, e exemplos destes há-os às centenas... por isso - às urtigas os escritos feitos pelos iletrados que sobreviveram!
http://www.maxisciences.com/nanotechnologie/il-y-a-1600-ans-les-romains-utilisaient-deja-des-nanotechnologies_art32108.html

 
A mesma taça apresenta cor vermelha translúcida quando iluminada pela retaguarda 
... e cor verde opaca (tipo jade) quando iluminada de frente.
A explicação de tal propriedade no vidro só é feita no quadro das nanotecnologias!

A data de produção apontada para a Taça de Licurgo é o Séc. IV, e poderá até ter servido Constantino.
A explicação para o efeito conseguido reside numa pequena mistura coloidal de ouro e prata no vidro... mas de que forma? 
De forma tão sublime que algo semelhante não voltou a ser produzido até aos anos 1960. 

Nessa altura, a NASA tomou a cargo produzir filtros dicróicos (ou seja, filtros com uma cor transmitida e outra reflectida). 
Basicamente tentou fazer crer que se tratou de invenção própria, conforme se pode ler num relatório:
«Dichroic glass, developed in the 1950s and 1960s by NASA, the Department of Defense and their contractors, is a technology wherein extremely thin films of metal vacuum deposited on a glass surface»
O artigo está arquivado na NASA:

O facto de existir esta indústria no tempo dos romanos, de existir esta taça (que foi pertença da família Rothschild), e de haver registo de vidro semelhante produzido em Veneza durante a época medieval ou posterior, tudo isso parece ser remetido para inexistência.
Aliás, como bons amantes do sarcasmo, o artigo apresenta os produtores em Venice... Los Angeles.
Só faltaria o bairro de Venice em LA chamar-se Murano... 

Este tipo de vidrinhos coloridos fez as delícias de muito ambiente psicadélico dos anos 60, e poderíamos voltar de novo ao tema das "especiarias e drogarias"...
Dentro desse ambiente artístico meio perturbado, não é de deixar de referir o filme de Werner Herzog:

Este tipo de conexões seria mais matéria para o blog Odemaia onde referimos a Gruta de Chauvet, que foi tema do filme "Cave of Forgotten Dreams" de Werner Herzog, porque neste ponto apetece-nos simplesmente ouvir o velhinho tema "Heart of Glass" de Blondie:
... lembrando que já não se fazem letras assim:  Once I had a love and it was gas, Soon turned out, it was a pain in the ass...

No entanto, o tema do filme "Heart of Glass" procurava ir um pouco mais longe, e remete para o segredo da produção de vidro com um brilhante vermelho rubi, perdido num produtor da Bavaria do Séc. XVIII. Na senda do experimentalismo psicadélico, Werner Herzog parece ter feito os actores representar sob hipnose.

Bom, mas deixemos o tema modernaço, que dificilmente se justifica neste blog, mas que também me parece indissociável deste post, ao remeter para essa procura de imitar a subtil produção vidreira, algo remetida a segredos artesãos, com ou sem confrarias a apadrinhar.

A redescoberta da produção de vidro com tom púrpuro, ou vermelho rubi, acabou por ser dada a Johann Kunckel (final do Séc. XVII), e a figura de Cassius (ver Púrpura de Cassius) pode ter inspirado a parte histórica do filme (ainda que o nome Cassius remeta ele próprio a personagens romanos):
Vidro Rubi da Bavaria - Munique (Cranberry glass)

Neste caso, bem entendido, o vidro rubi já era por si notável, por usar uma mistura coloidal de ouro, mas não conseguia o efeito dicróico visto na Taça de Licurgo. Essa taça sim, representaria um autêntico Graal como desafio à manufactura vidreira.

Camafeus
Podíamos ficar por aqui... mas o problema é que o uso do vidro foi levado a pontos de execução verdadeiramente notável pelos romanos, e exemplo disso é o chamado Vaso de Portland:

O mais notável no vaso de Portland é tratar-se de trabalho em finas camadas de vidro, com um efeito de camafeu, normalmente visto em pequenos adornos, como é o caso do Camafeu Blacas, que representa a figura do Imperador Augusto:
Camafeu Blacas (Augusto, 20 a 50 d.C.)
(ver também Tesouro Esquilino)

Bom, e a questão que nos remete a peças com um detalhe artístico tão singular, que questiona o desenvolvimento técnico à época dos romanos, não tem apenas origem romana.

Com efeito, é possível ver que em Alexandria já se produziam camafeus com uma beleza de pormenor igualmente notável... ou talvez até mais notáveis, como é o caso da Taça Farnese:

A situação remonta mesmo a tempos anteriores, ao início da dinastia Ptolomaica no Egipto, após a conquista de Alexandre Magno, conforme é bem visível na Taça dos Ptolomeus, que após 2300 anos parece emitir o mesmo assombro na sua beleza surpreendente:

Haveria certamente muitos detalhes a referir... nomeadamente sobre a representação de Licurgo na taça que motivou o comentário do José Manuel, e por consequência este post. A representação de Licurgo alude à sua morte por mando do deus Dionísio, ou melhor, pelo correspondente Baco romano... e certamente seria um motivo para a encher de bom vinho, nalguma festa em honra a Baco, normalmente designadas por Bacanais. 

Ora se falámos das festas Lemurias... e para percebermos o termo "Lamúrias", quando nos queixamos do trabalho (alternativamente pode ser usada a expressão "Piegas"), convém lembrar a lista das festividades romanas  que basicamente reduziam o ano civil a 155 dias de trabalho efectivo.
Assim, quando por altura da Revolução Industrial os camponeses passaram a operários urbanos, não poderiam deixar de achar estranho nem lhes ser concedido o dia 1º de Maio, algo que se perdia nos tempos imemoriais, como último dia de sagrado descanso. 
Claro que se entende que os Bacanais de uns exijam Lamúrias dos outros... mas o desequilíbrio é sempre um estado temporário, só mais permanente em mentes desequilibradas.

Notas Adicionais 
(1) - Aço de Damasco (12/03/2014):
Num comentário inserido neste post (de P. Cruz), foi-nos dada a informação sobre o Aço de Damasco, cujas origens podem remontar ao tempo da chegada de Alexandre Magno à India.
Trata-se de um tipo de aço particularmente resistente e flexível, revelando em 2006 algo surpreendente, que nos remete de novo às nanotecnologias, citando a Wikipedia:
 A research team in Germany published(*) a report in 2006 revealing nanowires and carbon nanotubes in a blade forged from Damascus steel. This finding was covered by National Geographic and the New York Times. Although certain types of modern steel outperform these swords, chemical reactions in the production process made the blades extraordinary for their time, as damascus steel was superplastic and very hard at the same time.
(*)    Reibold, M. et al. (2006) "Materials: Carbon nanotubes in an ancient Damascus sabre". Nature 444.

(2) - Azul Maia (12/03/2014):
Ainda no mesmo comentário refere-se o pigmento chamado "azul maia", feito artificialmente como o azul egípcio ou o azul chinês. São casos de investigação na pigmentação durável, responsável por legados ainda hoje bem visíveis, remontando ao uso do vermelho-ocre em pinturas rupestres. 
O azul maia tem propriedades de durabilidade mais notáveis por não ser facilmente degradável, resistindo mesmo a ácidos:
Despite time and the harsh weathering conditions, paintings colored by Maya Blue have not faded over time. What is even more remarkable is that the color has resisted chemical solvents and acids such as nitric acid. Recently, its resistance against chemical aggression (acids, alkalis, solvents, etc.) and biodegradation was tested, and it was shown that Maya blue is an extremely resistant pigment, but it can be destroyed using very intense acid treatment under reflux [da Wikipedia]
A receita do composto parece ter sido apenas redescoberta em 1993, assentando numa mistura de anil, indigo, com uma forma de barro - paligorsquite - que também pode ser ingerida com funções medicinais...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 02:04


48 comentários

De Alvor-Silves a 13.03.2014 às 19:19

O José Manuel já tinha visto e até comentado o texto das amebas.
Quando falei em alienígenas, estava a falar genericamente em inteligências externas que nos condicionariam... alternativamente podiam ser vistos como deuses. Usei o termo derivado do "alien" se aplicar ao exterior, ao estranho.
Curiosamente nos EUA, há os "space aliens"-ETs e os "illegal aliens"-mexicanos... e neste caso não há propriamente a ideia de que os mexicanos migrantes sejam os aliens que construíram as pirâmides... eh eh! ... acho eu (já não digo nada)!

Sobre o determinismo, não tenho quaisquer dúvidas sobre isso. Tem toda a razão, há um destino traçado que condiciona tudo, mas aparece em diversos níveis.
O problema é que usamos uma série de palavras agarradas a certos conceitos, e por vezes não é fácil ser claro sobre o assunto.
A questão coloca-se desta forma - antes de qualquer inteligência ser gerada, houve um processo não inteligente que a gerou.
Automaticamente, esse processo não-inteligente, digamos mecânico, automático, é ele que condiciona tudo e todos.
Esse processo identifiquei-o, no texto Arquitecturas (5), como sendo a obrigatória geração infinita partindo do simples 0, 1, ou alternativamente conforme escrevi no Banho maria:
http://alvor-silves.blogspot.com/2013/10/banho-maria.html
... sempre soube que tal processo simples existia, o meu espanto foi verificar a complexidade que saía dele, conforme mostrei no boneco com o caminho vermelho que está no Arquitecturas (5).

Esse processo nunca está terminado, mas por outro lado, nunca pode ser alterado. Como diz o povo, é o destino...
O que distingue esse processo de outro qualquer é isso mesmo - o destino - o fim, ou melhor, o não ter fim.
Este não ter fim não se aplica ao processo, mas sim à nossa percepção dele...

Por isso, certamente que não falava em bodes expiatórios, em termos de culpas, mas sim em termos de cuidados.
Ou seja, eu posso saber que o leão não tem culpa de me querer papar, mas isso não faz dele um ser carinhoso... e portanto, não devemos ignorar os devidos cuidados.
Esses cuidados são de alguma forma acautelados pela nossa intuição - algo que não sabemos explicar, mas que nos condiciona... é nessa parte que entra a ilusão do livre arbítrio. O pensamento que se associa à acção é apenas uma forma de encontrar consistência... quando não há consistência tão racional, arranjamos estas palavras que nos remetem para o caos de possibilidades, já que escolhemos uma possibilidade e não outra por mera intuição.

Quanto ao recycling, tenho que ver se faço um post no Odemaia, que tenho andado a adiar... mas na minha opinião, há um confronto inevitável, só que não é global, é pessoal. O ajustamento é feito observador a observador, e quem acorda fica, quem não acorda, segue para mais uma volta, até que todos acordem no mesmo sítio. Caso contrário, sem acordo, não podemos acordar todos no mesmo plano. Quem quiser continuar a sonhar que vale mais que o outro, pois mais dificilmente vai acordar...

Abraços.

De Unknown a 13.03.2014 às 23:08

Boa noite!

Fui eu que encontrei e coloquei os 2 link´s da espada de damascos e o azul Maia. Tenho receio de colocar mais link´s porque sou mal compreendido. Sobre os Deuses...se esses sumerios que hoje em dia dominam o mundo são os adoradores dos Anunnaki.Só alguns é que tem esse contacto directo com eles. Como eu tinha dito sobre as Maçonarias,elas são o braço deles(marionetas). Devem haver 2 fracçoes,uma que vive no interior da terra e outra fora dela. Os que cá vivem foram banidos e são os Deuses de cá. Bastaria tirarem a Lua para o nosso mundo entrar em clapso. Desisto de partilhar a ideia e fico com ela bem arrumada...estarei sempre de mente aberta para tudo que não seja desta terrinha.

Desisto, só quis passar a ideia e a idiotice de alguém pode ser real no futuro.

Boa sorte para o blog....

(Sempre achei-vos como da minha familia ao longo destes meses)

Até qualquer dia,obrigado por tudo.

De Unknown a 14.03.2014 às 00:05

Este comentário foi removido pelo autor.

De Anónimo a 14.03.2014 às 04:06

Oh Paulo!

Mas que ideia maluca é essa de se ir embora?!
Logo agora, que eu andava a pensar em voltar à descendência de Cleópatra e Júlio César....E tentar perceber porque cargas de água teriam chamado, Manu, à Criança...

Se estaria relacionado com o Manu Atlante, o Light Side Of The Force....

Não se esqueça que os Sumérios, que conhecemos, surgem posteriomente aos Atlantes.
E que as Civilizações da Suméria, Babilónia e Vale do Indo, foram a mesma Civilização, e não três Civilizações distintas.

E que na Terra, tal como no Universo, havia e há, o Light Side, ou apenas Force, e o Dark Side.

Pense nisso, porque se desiste, enfraqece a Força, e o Dark Side, ganha mais poder.

Abraço

Maria da Fonte

De Unknown a 14.03.2014 às 09:50

Primeira gravura rupestre de um faraó em estudo

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=57332&op=all

http://www.cienciahoje.pt/55

De da Maia a 14.03.2014 às 10:37

Obrigado por ter indicado os dois links, Paulo.
Aqui interessa o que é escrito e não tanto quem o escreve.
Uma coisa é tratar-mo-nos cordialmente, algo sempre desejável, outra coisa é misturar simpatia com a pessoa e simpatia com a informação.
A simpatia com a pessoa devemos procurar mantê-la.
A simpatia com a informação diz apenas respeito à informação e nada mais.

A pessoa serve apenas como veículo transmissor da informação, não se deve identificar a ela.
À pessoa eu agradeço a partilha de opinião ou a transmissão de informação, mesmo que não concorde com ela.
Sobre a informação ou a consistência numa sequência de informações, aí procuro ser o mais crítico possível.
Porquê? Porque a informação per se, pretende valer mais do que a própria pessoa, e portanto deve ser tratada com essa abstracção.

Abraços.

De da Maia a 14.03.2014 às 10:48

Como é óbvio, este link sairá daqui.
Nada tem a ver com o tema.
Nem com este nem com nenhum... é mero sensacionalismo barato.

De José Manuel de Oliveira a 14.03.2014 às 18:54

Olá “Paulo”,

Permita-me que lhe sugira aqui um bom exemplo como abordar discussão sobre ÓVNIS (07-03-2011):
http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=272154&fview=e#topo
Já conhecia a notícia antes do comendador sugerir no geneall forum (ele foi condecorado, em 2004, pelo Presidente da República, Dr Jorge Sampaio, com a comenda de Grão-oficial da Ordem do Infante D. Henrique - Alvará de 5.5.2004) se desejar ler a minha resposta ao “chartri” verá o que penso sobre o tema.
Nas dunas da Praia da Saúde foi um dos dois do meu grupo que não observou totalmente um OVNI (estava ocupado a montar uma tenda) foi no período em que outro ou o mesmo disco voador colorido foi certificado pelo radar do aeroporto da Portela (anos 70) fiquei muitos anos amargurado de somente ter visto um clarão branco se apagar por cima do acampamento, os outros viram vir o fenómeno do Atlântico a mudar de cores, a pessoa que deu o alerta com um estridente “o quê aquilo?” era ignorante na matéria e iletrada, não foi alucinação colectiva, quem conhecia bem o assunto era eu assinante da primeira revista em Portugal sobre os UFO, e só o divulguei ao grupo depois, permita-me de lhe dizer que aparentemente sei mais do assunto que o Paulo, mas no fundo que sei eu realmente? NADA de concreto, somente sei ver onde há mentira e manipulação, coisa que o Paulo não quer fazer... ninguém aqui no Alvor/Da Maia na minha opinião descobriu nada de novo sobre nenhum tema, somente se debruçam sobre como compreender explicar aquilo que desconhecem na integralidade, ninguém procura aparentemente tirar protagonismo, somente discutir ideias, que tenham pernas e cabeça para andar, recomendo mais uma vez ao “Paulo” de abrir o seu próprio Blogue para divulgar as suas ideias e links, pois o que anda aqui a fazer é... o que provavelmente o que já fez anteriormente sobre outros pseudónimos... esta última de Calimero ET fica-lhe mal...
Se me engano na análise da sua personagem do blogger Paulo é culpa da quasi integralidade dos Rocamboles que li antes de ver UFOS nos anos 70, parei a meio pois já enjoava, mas deu para aprender a saber como se manipula incautos... boa escola francesa a das luzes, ilusionismo.

Bons ilusionismos, cumprimentos, José Manuel CH-GE

P. S.
Como sabe provavelmente tudo isto que tenho vindo a divulgar já foi tratado nos livros da collection “Les énigmes de l’univers” da Rober Laffont... anteriormente por outros... aqueles que escaparam às fogueiras onde se queimaram muitas bruxas... herdeiros de druidas e outros tais...

De Unknown a 14.03.2014 às 20:35

Boa noite!


Obrigado pelos comentario,passei de bestial a besta...Como voçê é entendido em muitas máterias gostava que me explicasse quando eu andava naquela seita religiosa,niguém fumava ervas,que tanto se alega por aqui,o homem que presidia naquele dia sabia o que pensava e o meu futuro?Tive uma situação que houve uma certa pessoa que me prejudicou e foi dito que essa pessoa,ao pormenor,viria ter comigo pedir-me desculpa....foram 4 anos e isso concretizou-se e não foi só isso que tenho para contar há mais coisas. Eu sei que só me conhecem daqui e não compreendem o que aconteceu ao longo da minha vida,acreditem se quiserem no que aqui digo. Eu sei que há algo que sabe da vida de todos como o BigBrother...qual a resposta para isso?Mundos paralelos,anjos protectores,mundos 3D,etc,etc... Esse Deus ou Deuses que aparecem e deixem de joguinhos aos imortais e mortais. Malditos sejam os Deuses e Deus que vão para o meu inferno que é todos os dias,malditos sejam eles.

Um abraço

De Unknown a 14.03.2014 às 20:57

Olá!


Muito obrigado,Maria da Fonte...por tudo que disse e aos demais!


Um abraço.

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