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Uma tentação natural seria centrar a história em torno do nosso cantinho português ou ibérico.
Evito ao máximo fazer isso, ainda que possa parecer que não... 
Simplesmente não posso ignorar o que sei, e tudo apontou para um problema aqui.
A princípio fui certamente levado por algum centralismo patriota, dada a recusa estrangeira em assumir os feitos nacionais. Porém, rapidamente tentei abranger o problema maior, procurando influências noutros lados para o problema global de ocultação. 
A coisa porém assumiu outras proporções quando comecei a deparar com as demasiadas coincidências línguisticas. Aí já era difícil pensar que o português era uma língua como outra qualquer... não é! Tem demasiada informação encriptada para se poder achar que é mero acidente de percurso.
É claro que há a ligação ao latim e grego, mas é apenas ligação, não é descendência... e é claro que as penínsulas ibérica, itálica e grega, definiram grande parte da história que temos. Focamos só aqui o lado europeu, que acabou por se impor globalmente... justamente após a expansão portuguesa.

Bom, tínhamos ficado na Guerra de Tróia, e relendo agora a Ilíada ou a Odisseia poderia juntar muitas outras observações, mas não nos vamos perder em detalhes. Se a hipótese for correcta, as coisas vão-se ajustar naturalmente, se não for, será a estória que é.

Ó disse eu, U lesses
Odisseus, na versão latina Ulisses, depois da Guerra de Tróia perdeu-se certamente que não pelo sobejamente conhecido Mediterrâneo, mas pelo Atlântico, dada a tradição que o liga a Lisboa, a Ulissipo, onde teria desposado Calipso (Calipo foi nome do rio Sado). Os gregos descobririam assim um mundo atlântico, além das Colunas, que lhes estava antes vedado. Menelau teria circumnavegado a África, de acordo com a mesma tradição.
Por outro lado, os romanos, com Virgilio, colocaram um Eneias como herdeiro de Troia, deambulando nos braços de Dido, primeira rainha de Cartago, antes de partir para a fundação de Roma.

Eneias e Dido

Vemos facilmente como há cronologias quase inconciliáveis e mitos concorrentes. Roma teria supostamente origem com Remo e Rómulo, apenas c. 750 a.C., ou seja quase um milénio depois da reportada queda de Tróia, e da consequente fuga de Eneias, para e dos, braços de Dido. 
Porém, antes de Roma e Cartago disputarem a hegemonia, houve Tarsis, na Tartéssia ibérica.
Schwennhagen dá-lhe o relevo de grande potência marítima controlando a entrada mediterrânica, e sugere que teriam sido os tartéssios a apoiar os fenícios e depois os hebreus. O tártaro era o inferno grego, que foi depois colocado na Cítia.

É indiscutível a presença fenícia, e depois cartaginesa, na Ibéria. Se Schwennhagen deu relevo ao "Car" em Cartago, podemos também salientar o "Tago", nome antigo do Tejo. Podemos ver assim uma Dido de Cartago em paragens semelhantes às de Calipso que reteve Ulisses, tal como Dido reteve Eneias.
Claro que os tempos mudam, e a Cartago deixou de ser a outrora Ulissipo.

Galo e Fenix
Os fenícios definiram uma Ur, uma Tur, dita Tiro, na costa libanesa.
Nessa altura, para além de tartéssios, habitariam a costa portuguesa os Turdulos velhos, e não deixamos de reparar no fonema "Tur". Podemos pensar numa manifestação do domínio fenício, mas seguindo Schwennhagen, será mais natural ver o contrário. Até porque na costa portuguesa havia ainda os Venetos, ou Venécios, que da Gália até à zona Etrusca definiram uma influência naval que se mantinha à época romana... antes de serem finalmente derrotados na Bretanha. Essa seria origem da grande influência naval que passou para Veneza. Os Venécios talvez se tenham confundido com os Turdulos, e depois com os Fenícios... todos os nomes remetem para origem comum, renascida dos galos troianos.

O legado de Tróia, ao contrário do que os romanos pretenderam, dar-se-ia antes com os fenícios. Estes seriam resultado da estabilização dos Povos do Mar em paragens libanesas. Estes povos do mar vinham de mais longe, provavelmente de colónias hispanicas/troianas na América, e quando depararam com o entreposto ibérico destruído, irromperam pelo Mediterrâneo. 
O próprio poder egípcio teria mudado quando surge Akenaton... é tempo dos crânios alongados, tradição que se poderá remeter a paragens americanas. Talvez, como sugere Schwennhagen, o culto monoteísta de Car tenha florescido no Brasil. Afinal é Akenaton que irá iniciar esse culto monoteísta egípcio de Rá, que é rapidamente anulado, ao tempo de Tutankamon.
Akenaton e a esposa Nefertiti

O embate entre a tendência monoteísta e politeísta permanecerá entre os descendentes americanos de Car, dos magos caldeus, e o domínio sacerdotal politeísta dos magos arianos do Cáucaso, ligados aos hindús e medos.
A figura de Car parece desempenhar papel similar à de Zoroastro, e o embate entre as monarquias será favorável aos caldeus, aquando da ascenção de Ciro e a definição de um grande império Aqueménida persa. 
Porém, antes disso, perante a derrota do monoteísmo, parece haver uma tentativa de dar sequência à visão monoteísta com Moisés e com os hebreus, escravizados no Egipto, logo depois do fim de Akenaton. 
Parecem definir-se assim três grandes poderes... o dominante sacerdotal ariano, com os grandes impérios - medos, egípcios, babilónios, essencialmente politeísta. Outro poder sacerdotal, caldeu, descendente de Car, com influência até à América, e finalmente os antecessores fenícios - venécios e tartéssios, mais pragmáticos nas questões religiosas, herdeiros dos galos e da plebe atlante.

É neste enquadramento que depois se daria a colaboração entre fenícios e hebreus através de Tarsis, conforme refere Schwennhagen. Será mais frutuosa no tempo de Salomão e Hirão, onde as coisas parecem correr bem, e a influência dos magos arianos ter sido reduzida, a ponto do comércio fenício florescer com as paragens americanas, alargando-se pelos hebreus às paragens orientais até à Sião tailandesa.
É o tempo de Sião, que será sempre chorada pelos hebreus...

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publicado às 06:26


27 comentários

De Amélia Saavedra a 13.01.2014 às 09:38

Ora boas... Como já percebi que aprecia muito o estudo da origem das línguas (palavras).. deixo aqui um artigo interessante (tese de investigação) sobre as línguas indo-europeias... espero que seja útil.. (é de 2012)
http://www.continuitas.org/intro.html
Um grande abraço

De Alvor-Silves a 13.01.2014 às 10:24

Muito obrigado, Amélia.
O ponto de vista do M. Alienei pareceu-me forte crítica à teoria da invasão indo-europeia na transição para o Neolítico.
É possível, eu também acho improvável, acho que foi bastante anterior. Ele critica a invasão, mas concentra-se no período que era normalmente aceite... e daí não pode concluir para tempos antes dos registos neolíticos - que terá sido uma espécie de recomeço pós-diluviano.
Um grande problema é que os linguistas continuam a usar os modelos e convenções antes da descoberta dos haplogrupos. Pararam no tempo, porque é complicado levantar novas hipóteses sem que toda a gente lhes caia em cima. Assim, até que haja um "nome consensual" a definir nova teoria juntando as coisas, acho que vão continuar a ir ignorando os estudos dos haplogrupos... só usam quando for útil, mas sem ousar.
O pessoal de fora, que não tem nome na área é que me parece que está a tentar juntar as peças... amadores, em muitos casos, como o meu. É claro que não tem sustentação da comunidade científica, mas é o que se pode arranjar no tempo de transição.

Um abraço e obrigado.

De José Manuel de Oliveira a 13.01.2014 às 23:30

1) Em duas partes pois 4.096 caracteres máximo por post permitido...

Olá boa noite, aqui na Suíça, na Califórnia é ainda dia, UTC -8,

Discordo plenamente da existência de uma invasão da índia feita à Europa, seja de qual quer tipo que for, pois as origens da língua portuguesa já foram bem identificadas pelo estudo das inscrições das lápides,

“Do Konii ao Indo-Europeu, por Carlos Alberto Castelo. O Ocidente, Berço do Alfabeto e das Línguas Europeias. Todas as provas linguísticas são baseadas em inscrições existentes em lápides proto-históricas do sudoeste peninsular Ibérico. Sendo comum os eruditos (nacionais e estrangeiros), atribuírem designações diversas às estelas epigrafadas do sudoeste peninsular, como: Inscrições Turdetanas ou Tartéssicas, entre outras, assim se omite a identidade do povo que escreveu tais inscrições, os Konii. Povo que, nas estelas encontradas em Espanha, era identificado por Konti (ou Koniti, diminutivo de Konii). O estudo da sequência evolutiva da epigrafia destas estelas dará a conhecer que a escrita (e a língua) peninsular possui raiz nativa, e não provêm de outras línguas. E esta nova acepção da paternidade da escrita conduz-nos directamente à desmontagem desse mito que atribui ao indo-europeu a procedência sobre a nossa língua. A suspeita, agora, é a de que a língua ancestral da Ibéria poderá ter estado na formação da(s) primeira(s) línguas indo-europeias”
[artigo de Carlos Alberto Castelo].

De José Manuel de Oliveira a 13.01.2014 às 23:42

2) Lio seu “Ponto de situação/ Estória alternativa1,2,3” de ponto a ponto atentamente, e se me permite deixo aqui resposta ao seu pedido:

Alvor-Silves, 9 de Janeiro de 2014 às 17:38. “Se algum se quiser dar ao trabalho de ler bem, e depois comentar o que aqui escrevo, esteja à vontade”.

Mas vou parcialmente responder com copy paste de comentários que já lhe fiz aqui e no meu blogue:

Portugal berço da civilização Megalítica - Cromeleque dos Almendres / Antas portuguesas / Rocha da Mina – Junto à ribeira do Lucifécit etc. (...) foram da região norte Atlântica da Península Ibérica onde está situado actualmente Portugal e Galiza, que partiram as populações que ocuparam a Irlanda e a Escócia (foram até à Sibéria e sopés dos Himalaias, regressaram ao Algarve mais tarde...); “The data in this map is supposed to represent the situation before the recent European expansion beginning about 1500 AD” http://www.scs.illinois.edu/~mcdonald/WorldHaplogroupsMaps.pdf

O establishment nega o descrédito feito aos compêndios da historiografia universal que lhe fazem outras disciplinas como a arqueostronomia, climatologia, geologia, arqueologia (feita por não académicos...) engenharia genética entre outras, que desmentem categoricamente com a “estória” que nos vão controlando esses seus tais magos.

Faltou no “Ponto de situação/ Estória alternativa1,2,3” abordar o que motivou as migrações, o começo e o fim das civilizações;

(...) Como continuam pouco divulgadas as quintas no Sul da Gronelândia com a Hvalsey Church, 7 construções de pedra como as portuguesas… apesar de ser candidata a património mundial da humanidade pela UNESCO! Mais antigas no norte da Gronelândia encontraram-se vestígios de grandes casas comunais de pedra, anteriores aos esquimós… estes usam ainda o urso polar xamânico como o encontrado na "Pedra furada do Brasil", mas isto é outra história (das cavernas….) e parece igualmente ser indiferente os estudos dos fóssils do Alasca, região outrora tropical...

Fica principalmente sempre escondido o número de habitantes largamente superiores ao estimado pelo tal establishment (os magos?) comprovado pelo estudo das vastas zonas de campos cultivados pelos Neandertais na actual Alemanha até aos mais “recentes”, mas oficialmente pré-históricos da Anatólia, sem falar da tal Terra Preta do Índio na Amazónia. De toda a maneira não ficam dúvidas que o total da população antes da última grande era glacial era muito, mas muito, provavelmente perto da actual, e porque negar que foram tecnicamente superiores à nossa civilização europeia actual!? Pois basta ver a da Nova Zelândia para se perceber que se desaparecermos em 2014 (causa pandemia viral etc.) e eles sobreviverem... é fácil imaginar o que fariam se viessem mais tarde em canoas a Paris ou Londres sem habitantes! Isto já aconteceu e voltará a acontecer.

Falta ao “Ponto de situação/ Estória alternativa1,2,3” um fio de Ariadne mais claro que os tais magos para quem por aqui passe compreenda melhor o Alvor sem se perder.

Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

De Anónimo a 14.01.2014 às 00:39

Caro Alvor,
antes de mais, um bom ano!
Mais uma vez congratulo-o pelos seus textos, é muita informação para absorver.
Gostaria de saber a sua opinião sobre as seguintes questões:
Quem beneficiaria com a queda desse entreposto Ibérico (Tróia)?
Poderá se dizer que as semelhanças entre India e América se deve a uma origem comum (por exemplo o jogo Azteca patolli com o Indiano pachisi) e não tanto a um intercâmbio 'comercial'?
No seguimento da sua estória pode-se enquadrar uma referência sua sobre a passagem dos Gregos pela América do Sul (ou seja, estando o Atlântico 'livre', lá foram os Gregos à descoberta)?
E no seguimento, durante pelo menos 1400 anos (1070 AC-395 DC) os Egípcios tinham acesso a tabaco, cocaína e haxixe.
Espero fazerem sentido as questões...

Cordiais cumprimentos,

Calisto

De Alvor-Silves a 14.01.2014 às 04:42

Boa noite, José Manuel.

Uau... não estava à espera deste seu enorme presente. Muito obrigado, meu caro.
Na realidade a "boca" de 9 de Janeiro era destinada ao Paulo, mas ainda bem que motivou esta sua grande resposta.
Depois, como o José Manuel sabe bem, porque tem um blog, essa limitação de 2^12 caracteres é uma coisa própria do blogger, e quanto à hora do Pacífico, pois é uma particularidade antiga, que não me deixa esquecer a conturbação do primeiro mês, há exactamente 4 anos. E faz já 4 anos que trocamos ideias, meu amigo. E de tempos a tempos, as brincadeiras voltam, e voltaram em grande força no mês passado, se é que me entende... porque há alturas em que o mundo faz questão de mostrar como pode ser ténue a distância entre ilusão e realidade. Por isso meu caro, e já lhe disse em tempos, a vida nem sempre é fácil, e permita que eu mantenha o horário Pacífico. Lembra-me que, por muito forte que a coisa bata, já resisti várias vezes (Jan/2010, Ago/2010, Jul/2011, Maio/2012, Mar/2013 e Dez/2013) e conto continuar a não ceder um milímetro a "magias" de universos que não são pr'aqui chamados.

Dito isto, que pouco importa, e começando pelo princípio - os Cónios. Há múltiplas designações e eu tenho dificuldade em estabelecer limites temporais e culturais para os diversos registos na zona portuguesa. O mesmo se passa com Tartéssios, Turdulos velhos e novos, Lusitanos, Celtas, Iberos, Venetos, Sarrões, Mouros, uma lista de nomes que não mais acaba... Só os antigos, como Bernardo Brito, se atreviam a fazer alguma ligação e mesmo assim solta - umas vezes eram mencionados uns, depois eram outros, e tudo sem nexo causal. Por isso, aos Cónios incluo-os nalguma separação que houve entre os "Galos"... uns mais marítimos - venetos, fenícios, tartéssios, cónios; os outros mais ligados à terra, à floresta, à agricultura - os celtas. Todos esses seriam o que restaria de uma antiga cultura com herança comum "atlante", que sucumbira socialmente e fisicamente no degelo diluviano... e que se tentaria recompor, evitando a recomposição do controlo "mago".

(continua)

De Alvor-Silves a 14.01.2014 às 05:25

Isto é apenas uma "estória", e assim tive que optar por um dos caminhos. Admito que possa haver um caminho que comece na Ibéria, mas justamente como digo aqui neste post, procurei evitar a tentação de centralizar tudo aqui. Parece-me mais plausível a outra hipótese.
Se reler os textos que escrevi sobre os haplogrupos perceberá qual foi o raciocínio que segui - a linha parental aponta para uma origem comum de R1 indo-europeus, Q índios americanos, N siberianos, O chineses, e os quase-exclusivos da Nova Guiné, os M e S.
http://alvor-silves.blogspot.pt/2013/07/pontas-da-lingua-3.html

Foi nesses textos de Junho/Julho 2013, iniciado com o da "Abertura Genética" indo até aos "Com chás", que fui estabelecendo a lógica dessa origem na Oceania.
Tem três razões principais:
1) Parece-me ser a única que explica bem esse "parentesco" genético com a Nova Guiné, em termos de haplogrupos.
2) Pareceu-me fazer sentido com a multiplicidade linguística e longa convivência em canibalismo e competição atroz na Nova Guiné.
3) Colocava no contexto de ilhas a motivação evolutiva.

Tem razão quando diz que falta a justificação do magos nestes últimos textos. Porém, eu já tinha escrito tanto sobre isso, e os 2 textos antecendentes, das Inevitabilidades, falam disso - do que levou à necessidade de um controlo superior pragmático e oculto - essencialmente originou-se no controlo demográfico.

Porém, eu aceito bem essa crítica, porque acabo por escrever muito, e eu próprio já nem me lembro do que escrevi - logo certamente que não o iria pedir a ninguém.

Quanto a Portugal ser berço de civilização megalítica e campaniforme, estamos de acordo... mas isso seria o primeiro renascer da Fenix, depois do colapso diluviano... depois disso houve várias aniquilações, e sempre um refazer das populações. A elite, isso era outra coisa diferente, por vezes distante.
É bom não esquecer que os monumentos megalíticos europeus são toscos quando comparados com as proezas sumérias e egípcias da mesma época.

Como já falámos noutro comentário, as mudanças climáticas foram o grande motor das mudanças sociais e civilizacionais. Isso é bem representado na questão diluviana... e repare que os monumentos megalíticos (e não só - excepto os de grande altitude - talvez Tiahuanaco) têm que ser posteriores a esse evento dada a sua localização geográfica.
Também isso tem sido uma referência constante dos textos sobre o mito atlante, mas de facto faltará deixá-lo mais claro - obrigado pela crítica.

A Terra Preta do Índio inclui-se na referência que Schwennhagen faz dos Tupis, e do mito de Car.
Eu tento colar esta estória ao máximo à de Schwennhagen, porque me parece que foi ele que melhor viu o fio condutor, mas deixou muita coisa solta, e perdeu-se em detalhes menos importantes... a época era outra e ele não teria a mesma informação. Teria outra melhor e outra pior...

As minhas dúvidas sobre a tecnologia dos magos ter chegado ao ponto da actual resultam de algum avanço e manifestações caóticas de invenções. Até ao Séc. XIX há ali uma linha certinha, onde se vê claramente o dedo de orientação superior... depois, especialmente nos EUA começa o caos inventivo. Isso é manifestação própria desta época, não creio ser herança antiga. A herança antiga pode até ter ido mais longe, mas deixou-se contaminar por muita novidade recente.

Bom, mais uma vez, muitissimo obrigado, e um abraço,
da Maia

De Alvor-Silves a 14.01.2014 às 06:29

Olá Calisto.
que excelente novidade, a sua reaparição por estas paragens.
Meu caro, esta estorieta é apenas para poder construir uma ideia global do que pode fazer sentido. Sou o primeiro a mandá-la abaixo se entrar em grande contradição. Vamos ver se tem pernas para andar, e com a vossa ajuda talvez consiga dar alguns passos consistentes.

Por isso, a lógica que encontrei aqui para Tróia ibérica - ou poderia ser francesa, basca... era a de entrada no Mediterrâneo. Por isso, e só por isso, a nossa localização geográfica só é comparável à dos Marroquinos, mas com a vantagem peninsular, mais defensiva.
Poderia ser basca-francesa nos tempos em que o mar possa ter subido a ponto de fazer a Ibéria uma ilha tampão do Mediterrâneo... nesse caso os Pirinéus tinham muito maior vantagem estratégica na entrada. Pode ter sido na época de Jasão, mas tenho dúvidas que esse fosse o caso à época da Guerra de Tróia, o mar aí já estaria a baixar de novo.

Ainda não toquei muito bem no assunto americano - boa questão... é complicado juntar as peças, mas a linha que encontrei foi esta:
- A origem comum Q e R sugere que índios-americanos e indo-europeus podem ter vindo da mesma ilha da Oceania. A minha wild-guess é que tenha sido Java.
De Java uns migraram para invadir o continente euro-asiático, os outros foram na direcção australiana-polinésia. Daí teriam feito migrações ao estilo Kon-Tiki, por um lado. Por outro lado, apanharam com tibetanos, que talvez fugindo da invasão NO siberiano-chinesa, se estavam a estabelecer no norte da América pela ligação terra via Bering.

Mais uma vez, os Oceanicos, mais brutais nos modos, iriam dominar o impacto... os índios-americanos têm características aquáticas notáveis, de que já falei... isso sugere a sua ligação primitiva à água. Por outro lado, parece ser de considerar que haveria um lado mais medidativo nos invadidos, tal como acontecera na Europa. Podemos estar a falar de novo nalguns tibetanos ligados a ascendência neandertal. Neandertais ligados a montanhas, e não a vida na água... ou seja, na origem de culturas andinas. De qq forma deve ter havido fusão e confusão. Os Olmecas têm características que os ligariam mais a feições de uma Nova Guiné... ou da Guiné (mas aqui eu opto pela teoria de uma África estagnada na selva... são escolhas!)

De qq forma, acho que os magos-xamãs migrantes oceanicos, no seu topo hierárquico, manteriam sempre um contacto global. Porquê?
Porque nunca deixaram de saber de onde vinham, e ainda que estivessem afastados, haveria vantagens comuns nessa ligação global.
Assim, é muito natural que o poder indo-europeu se viesse a intrometer nos destinos do novo continente - a América.

Aqui eu estou a explorar a hipótese de que a influência indo-europeia à América tenha só chegado depois da "invasão" à Europa, no final da Idade do Gelo. Aí é que teria começado o império atlante, que se teria deparado com os migrantes vindos pelo Pacífico - seja polinésios ou tibetanos, ou já a mistura.
Porquê? Porque acho que a lógica de partida da Oceania implicaria ali um centro emissor. Até que o poder mago passasse por completo para a Índia - algo que julgo que ocorreu no final do degelo - por razão objectiva - os Himalaias eram o refúgio máximo do avanço das águas. Só que nessa altura o poder atlante era mais evoluído, e só terá colapsado pela estrutura social. Os magos atlantes arianos vão-se juntar aos outros, mas refazer o seu poder autónomo na zona do Cáucaso. E já seriam os atlantes a controlar a América.

De Alvor-Silves a 14.01.2014 às 06:29

Na América, depois do dilúvio vão reinventar o mesmo tipo de sociedades.
O que fazem no Egipto, fazem nos Maias... é quase como uma cópia de salvaguarda, evitando nova ruptura social.
Só que vão aparecer essa entradas comerciais, dos "galos", órfãos do colapso social, que tinham outro intuito.
Como estariam atrasados inventivamente, perderam o confronto e foram forçados a contribuições e ligações entre os dois pontos - seria o entreposto de Tarsis ou Troia, que faria o comércio entre o Cáucaso-turco e a América. Um custo de sobrevivência autónoma, após a rebelião falhada dos Geriões.

Quanto ao seguimento, creio que é isso. Os gregos caíram, mas seriam levantados de novo, em competição com os fenícios. Os deuses favoreceriam de novo os gregos, pois os fenícios-cartagineses seriam mais a linha rebelde... mas aqui tenho dúvidas, pois conheço mal, e há poucas coisas directas sobre fenícios - tudo é indirecto, o que sugere isso mesmo - não eram bem vistos, estavam à parte. Muito é sugerido que os fenícios serviam comercialmente os egípcios, até lhes foram encomendadas viagens... por isso, julgo que o domínio atlante "popular", galo, passou à fenix fenícia, com entreposto ibérico em Cadiz-Tarsis, ou Algarve, Carteia-Quarteira.

Creio que havia um poder dos magos na classe sacerdotal egípcia e maia, que favoreceria uma navegação pelos gregos (depois pelos romanos), mas havia também uma linha favorável a respeitar o acordo de vassalagem dos galos-fenícios, hispânicos. Havia vantagem em manter concorrência entre as duas...

Bom ano para si, também!
Abraço,
da Maia

De Paulo Cruz a 14.01.2014 às 10:28

Bom dia!

Eu não sou para aqui chamado... Esses tais "magos" que você tanto faz alusão,não serão,manipulados e criados desde o começo da actual civilização por uma outra força oculta bem mais superior?Imagine,no actual panorama,os EUA quando querem manipular uma certa região o que fazem?Ocupam o local,ou a bem ou a mal,e criam um governo fantoche e manipulável de grandes ramificações.Com este pequeno texto não alego nada só faço uma pequena comparação. Encontrei este mapa mitocondrial,já um pouco desactualizado...

http://www.scs.illinois.edu/~mcdonald/WorldHaplogroupsMaps.pdf

Um bom dia para si e para o sr José....

Um abraço!

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