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Véus

09.12.15
Nalguns textos seguintes irei transcrever uma obra sobre a maçonaria que apareceu em 1822, ou seja em plena época das lutas liberais.
Não me interessa especialmente o caso da maçonaria, interessa-me mais enquanto forma mais visível de estabelecimento de algum controlo ou poder global.

O dominó
O jogo do dominó sempre me pareceu pouco interessante, mas começa por ter o interesse no seu nome, cujo acento no "ó" serve apenas um mero disfarce. Da mesma forma é menos interessante a alegoria das peças de dominó que caiem umas após as outras, tocando na inicial. O jogo do dominó não consiste nisso, isso é apenas um subproduto do que se faz com as peças de dominó.
O seu nome na tradução literal deveria ser domínio.

Uma página sobre a etimologia da palavra dominó dá-nos uma pista interessante:
from French domino (1771), perhaps (on comparison of the black tiles of the game) from the meaning "hood with a cloak worn by canons or priests" (1690s), from Latin dominus "lord, master" (see domain), but the connection is not clear. Klein thinks it might be directly from dominus, "because he who has first disposed his pieces becomes 'the master.' " Metaphoric use in geopolitics is from April 1954, first used by U.S. President Eisenhower in a "New York Times" piece, in reference to what happens when you set up a row of dominos and knock the first one down.
A referência sublinhada é de Ernest Klein (A Comprehensive Etymological Dictionary of the English Language. Elsevier, 1971), e a menção é importante.
Com efeito, quem primeiro conseguiu colocar todas as suas peças no jogo, encaixando nas peças dos outros, tornou-se senhor do tabuleiro.

Do registo histórico que nos foi instruído, vemos poucas ocasiões em que houve um poder que se conseguiu encaixar nas peças adversárias, passando a senhorear todos os acontecimentos como peças num jogo.

Um poder com registo de aspirações globais terá sido o do Império Romano, e forma como emerge é quase tão enigmática como quando submerge numa "invasão bárbara". Não vou antes na história, ao poder egípcio ou mesopotâmico, porque os registos são ainda mais vagos. No entanto, é na tradição judaica da aliança fenícia entre Salomão e Hirão, que a maçonaria vai colocar as suas pedras fundacionais, buscando uma tradição dos cavaleiros do Templo de Salomão, os Templários.

Em vários momentos poderiam ter sido evitadas as invasões bárbaras que levaram ao sucumbir da estrutura de poder dos Romanos. Acresce que só a parte ocidental do império sucumbiu, e se tivesse havido qualquer vontade de Roma restaurar o velho império, bastaria conjugar esforços com os exércitos de Constantinopla.
Roma quis cair propositadamente, e não quis voltar a reunir a parte ocidental com a oriental.
Os cristãos foram acusados de terem levado à ruína romana, e Santo Agostinho, ao tentar contestar esta tese propalada no seu tempo, dá-lhe sentido. 
Santo Agostinho morrerá mesmo no cerco de Hipona, enquanto o Conde Bonifácio e Flávio Aécio disputavam o poder de Roma, trocando favores da imperatriz regente Gala Placídia, ao mesmo tempo que convocavam para as suas causas os exércitos de vândalos (Bonifácio) ou de hunos (Aécio).

Há vários indícios que apontam para uma propositada mudança de sociedade, tendo em vista o modelo cristão medieval que iria permanecer durante um milénio. Roma iria subsistir como capital do mundo ocidental, com exércitos de bispos e padres, conselheiros imprescindíveis dos monarcas bárbaros. A população via arruinada a vida nas antigas cidades romanas, que caíram sem comércio numa rápida degradação. Restava à população o regresso à vida campesina, em terras que não eram suas, e onde trabalhariam como servos... numa versão em que a escravatura era imposta pela fome e não pela espada. 
O processo não foi imediato, teve a idealização e construção de um inimigo sarraceno, que concentrou as preocupações de Constantinopla a oriente... após Justiniano não mais os imperadores bizantinos ousaram grandes incursões a ocidente.
A situação é de tal forma caricata que quando Constantino estabeleceu o cristianismo como religião oficial romana, a escolha de Bizâncio para nova capital faz tanto sentido, quanto não ter optado pela escolha natural que seria... Jerusalém!
As duas formas de cristianismo - católico e ortodoxo, resultaram exclusivamente desses dois focos de poder terem por base a divisão do império entre ocidente (Roma) e oriente (Constantinopla).

A imposição do modelo medieval no seu esplendor só foi conseguida com Carlos Magno, ou seja, praticamente 4 séculos depois do início da sua idealização. Só a partir daí se consolidou o processo de apagamento da memória, da conversão de todas as tradições e registos pagãos, fechando a Europa num esquema de reis e príncipes dependentes da obediência directa a Roma. 
Toda a documentação oficial continuava a ser escrita em latim, como se fosse essa a língua de Cristo... enquanto o latim desaparecia por completo da fala e dos ouvidos, mesmo em Roma - não sendo de forma alguma banido, quando até as missas eram recitadas em latim.
O único registo algo singular era o da corte inglesa, normanda, que usava o francês, preservando a sua raiz recente, e esquecendo a sua origem normanda... de paragens vikings. Os restantes regentes bárbaros usavam a língua das populações - que não se tinha perdido, nem durante o domínio romano.

Este poder romano só começou a ter real contestação após as Cruzadas. O mundo medieval que se fechara na Europa ocidental, voltaria a abrir-se, em especial com a inclusão dos escandinavos, dos vikings, como reinos cristãos.
A aniquilação dos cátaros, e a extinção formal dos Templários, foram alguns dos exemplos de como se iria preparar uma mudança de mentalidades na Europa, liderada nos bastidores pela comunidade judaica. Pouco a pouco, o comércio voltou a ganhar importância, e cada vez mais no final da época medieval. Seria através do poder do dinheiro, enquanto sangue do comércio, que se iria processar a grande mudança que levaria ao fim da Idade Média. A existência de papas e anti-papas, especialmente com os papas de Avinhão, começou a colocar em causa a ordem de Roma.
Foi após a instabilidade dos antipapas, que surgiram sucessivamente autorizações papais para "descobrir", e a Europa fechada nos campos, começou a reviver o comércio nas cidades, abrindo-se ao mundo. 
O ponto final que selou a mudança do poder de Roma deu-se com a contestação luterana, e a contra-reforma católica, que terminou com a derrota do poder papal na Guerra dos Trinta Anos.
É a partir daí que se começa a definir uma nova ordem mundial, pelos tratados entre nações, sem intermediação papal. O novo poder complexifica-se com o comércio liderado pelas Companhias das Índias, e o modelo de sociedade medieval representado por D. Quixote, depressa desaparecerá. 
Passado o milénio medieval, o comércio irá impor-se de novo, e as grandes cidades vão retomar o esplendor passado.
É neste contexto pós-Guerra dos Trinta Anos, quando o poder papal está em declínio, mas não perdeu o seu dominó, que a maçonaria irá definir-se numa forma de religião alternativa, com os seus próprios segredos, contestando o poder aristocrático. 
O aparente vazio de poder global, concentrado durante quase dois milénios em Roma, irá estabelecer-se na Grande Loja Maçónica de Londres, numa altura em que a nossa princesa D. Catarina é prometida para o restauro do poder monárquico inglês de Charles II, finda a experiência de Cromwell.

Segue a introdução da obra que irei transcrever.


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https://archive.org/stream/ovolevantadoouom00palm
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O Véu Levantado ou o Maçonismo Desmascarado,

isto é
o ímpio e execrando sistema dos Pedreiros-Livres
conspirados contra a Religião Católica e contra o trono dos soberanos.


Obra traduzida do Francês para instrução dos Portugueses: acrescida com um Apêndice que contém os sinais e senhas dos Pedreiros-Livres, e a constituição Maçónica em Portugal.


Impressão Liberal

LISBOA,
ANNO 1822
Rua Formosa Nº42.

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INTRODUÇÃO


Ainda que muitos Autores têm tentado dar-nos uma história da Franc-maçonaria, podemos dizer que ninguém até agora nos tem instruído perfeitamente do verdadeiro estado desta execranda sociedade.


Tudo é mistério, tudo emblema e segredo desta Arte Real e o verdadeiro segredo escapa no meio dos segredos simulados de que se acham envolvidas todas as suas ridículas cerimónias. Há poucos mações em estado de descobrirem nelas a verdade, ainda que se lhes assegure que só se acha na loja e que está escondida aos olhos dos profanos. Com tudo uma vez que hoje, mais que nunca, é interessante aos mações e aos que o não são, mas que infelizmente o podem vir a ser, o saberem em que consiste esta Ordem, e o fim para que ela foi estabelecida, nós vamos examinar o mistério de sua origem, de suas cerimónias, o seu fim, e as obrigações que contraem os que nela entram; da união destas coisas é que nós esperamos fazer sair uma grande luz, mais interessante, e mais luminosa do que aquela que brilha aos olhos pasmados de um jovem mação. Uma só toca e deslumbra os olhos de seu corpo; a outra pelo contrário ilustrará sua alma, e lhe descobrirá um projecto sinistro, e a consumação da iniquidade a mais condenável em seus ímpios projectos e a mais perigosa, que até hoje se tem manifestado ao mundo desde a origem do Cristianismo.


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publicado às 04:26


9 comentários

De Bartolomeu Lanca a 09.12.2015 às 18:20

"...escolha natural que seria... Jerusalém" Porquê?

De Alvor-Silves a 10.12.2015 às 04:13

Talvez porque foi o local escolhido por Cristo, não?

De Bartolomeu Lanca a 10.12.2015 às 16:23

E a escolha de Cristo é facto escatológico ou facto histórico?
Eu não sei por isso pergunto. Só estou usando a mesma analogia que se usa para o Natal já que nenhuma referência bíblica diz que JC nasceu a 25 de Dezembro, nem a Igreja o diz, mas todos nós dizemos.

De Alvor-Silves a 11.12.2015 às 07:39

Caro Bartolomeu, não percebi o és-cá-tu-lógico... porque a palavra relaciona-se com profecias do apocalipse, e penso que essa escolha de Jerusalém foi para a "pregação" e não para o fim do mundo, ainda que tenha vaticinado a destruição do Templo de Salomão-Herodes.
No sentido simbólico, mais nenhuma cidade se liga tanto a Jesus, como Jerusalém, só se for Belém ou Nazaré... e interessa o que era histórico à época de Constantino - ou seja, que Jesus tinha aí pregado.

De Bartolomeu Lanca a 11.12.2015 às 15:10

Não sabia que a escatologia tinha ficado re-estrita a uma publicação teológica e de um só autor, nem tenho noção de quando isso aconteceu. Só lhe poderei dar mais dados para que possa perceber a minha pergunta, quando me dedicar ao estudo dessa matéria, e, pelos 74 livros que ainda me faltam ler para apurar a linha marxiana que cada mais impregna o status quo, prevejo que só daqui a um ano e meio possa iniciar esta temática escatológica - o que talvez me dará a possibilidade de entender a diferença entre és-cá-tu-lógico e escatológico, ou semelhanças, não tenho bem ainda qualquer espécie de ideia formulada.
Espero que até lá, a escatologia não mude outra vez.

Deve ser uma paralaxe cognitiva minha, pois não percebi que o texto da publicação tratava de sugerir Jesus, "pregação", ou onde Jesus pregou, não sei porquê não consegui ler ou encontrar essa premissa, uma vez que li sobre uma escolha de Constantino e daí ter feio as perguntas, portanto, indicado por si a relação, está explicado.

abcs

De Alvor-Silves a 12.12.2015 às 13:34

Pois, caro Bartolomeu, não percebi bem a sua pergunta, e se calhar ainda percebi menos a sua resposta!
A introdução que vou fazendo não está apenas ligada ao texto sobre a maçonaria... e assim, quando mencionei a escolha de Constantino, cuja fama vem de longe, foi apenas porque deslocou o centro do Império Romano para Oriente, mas não ao ponto de chegar a Jerusalém.
Roma como centro do catolicismo foi uma escolha estratégica de Pedro e Paulo, mas no início creio que o centro difusor foi Antioquia (não reverifiquei).

A invenção de capital em Bizâncio, auto-nomeada Constantinopla, é um deslocamento para Oriente, mas a Igreja de Roma não acompanhou a deslocação do centro do Império.

Qual a língua que se falava em Constantinopla? Latim?
Não. Falava-se grego.
Assim, em toda a vertente oriental a língua oficial foi passando a ser o grego, que era a segunda língua mais falada em todo o Império Romano, ao contrário do que se pretende fazer passar - de que o latim se sobrepunha às línguas locais.

Agora, reagiu bem a Igreja de Roma à possibilidade de ver o império deslocar o seu centro para Oriente?
Aliás como reagiria Roma a ver o Império Romano passar a Império Bizantino?
Da origem e tradição em Roma, passaria a uma invenção em Bizâncio?
Pois, não reagiu bem... e daí todos os problemas que levaram à cisão repetida, uma velha guerra entre os poderes greco-orientais representados por Cleópatra, que tentaram evitar a todo o custo a subjugação por Roma. Cleópatra tentou repetidamente afastar César ou Marco António do centro romano, e levar o centro do império para Alexandria.
Convém não esquecer que a herança do império grego de Alexandre era forte, não apenas na zona grega, pois teve no Egipto e na Síria uma vertente importante - os impérios ptolomaico e seleucida, resultantes dos dois generais de Alexandre - Ptolomeu e Seleuco.

Assim, será curioso ver que a maioria dos textos cristãos antigos são escritos em grego, as dioceses de Antioquia e Alexandria eram muito mais importantes do que a de Jerusalém... e se formos a pequenos grandes detalhes, reparamos que a única parte do Império Romano que não foi cristianizada terá sido a Judeia. Nem sabemos de grandes esforços feitos por cristãos para converter a Judeia - digamos, depois de Jesus.

Até na escrita acabamos por ver um reflexo dessa disputa de influência entre parte ocidental e oriental, quando temos um alfabeto latinizado do lado ocidental - até à Escandinávia, mas terá uma variante do alfabeto grego de S. Cirilo, pelo lado oriental, até à Rússia.

Portanto, até ao tempo das Cruzadas terá essa disputa de influência entre a parte romana ocidental e a parte bizantina oriental.

Abraços.

De José Manuel a 18.12.2015 às 14:59

Re: "Não me interessa especialmente o caso da maçonaria, interessa-me mais enquanto forma mais visível de estabelecimento de algum controlo ou poder global"

Talvez lhe interesse esta outra forma de "controlo ou poder global":

"Fortunas de portugueses desaparecidos depositados em contas bancárias suíças"
Será que existem descendentes de portugueses que depositaram dinheiro nos bancos suíços na época da segunda guerra mundial? Parece que sim, foi consultar mais uma vez o site "Avoirs en déshérence auprès de banques suisses" e figuraram pessoas de Lisboa (e certamente doutros portugueses nascidos nas colónias portuguesas, Angola, Moçambique etc.:

Conta de pessoa nascida em Lisboa, há mais de 50 anos sem herdeiros:
Eugenie Brossy Ribeiro da Silva née à 1800 [código postal...] Lisbonne, Portugal / Numéro de compte 00084567 [bancária na Suíça...]

Ver em:
Avoirs en déshérence auprès de banques suisses
Sur ce site Internet, https://www.dormantaccounts.ch/narilo/ vous trouverez des informations sur des avoirs en déshérence auprès de banques suisses pour lesquels le dernier contact avec le client remonte à soixante ans ou plus, pour autant que leur valeur soit supérieure à CHF 500 ou inconnue. (...) Si vous pensez être l’ayant droit de l’un des avoirs publiés, vous pouvez soumettre une demande à cet égard, qui sera transmise à la banque concernée. A cet effet, nous vous prions de bien vouloir cliquer sur «Publications» et sur l’entrée correspondante. Vous pourrez ensuite formuler votre demande, télécharger les documents requis pour la légitimation (dans tous les cas au moins une pièce d’identité) et envoyer votre demande. Vous pouvez également envoyer cette demande au titre de représentant de l’ayant droit (p. ex. avocat).

Ver bom resumo em português desta história em:
"História das contas bancárias suíças" da autoria de Lee Ann Obringer (...) "Por mais de 300 anos, os banqueiros suíços tiveram um código de sigilo com relação aos serviços bancários e aos titulares das suas contas. Isso começou com os reis da França que exigiam um sigilo absoluto, tinham necessidades financeiras elevadas, além da capacidade de sempre honrarem seus empréstimos" http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/contas-bancos-suicos2.htm

Visto isto de a coroa francesa ser financiada sigilosamente pelos banqueiros suíços seria interessante de ver aí neste blog uma investigação mais aprofundada sobre este tema...

Melhores cumprimentos de Genebra
José Manuel

De Alvor-Silves a 20.12.2015 às 07:47

Essa linha de investigação, que faz todo o sentido, é a de seguir o traço do dinheiro.
Foi também isso que a Maria da Fonte sugeriu, quando se falou aqui dos antigos bancos italianos, e do poder especialmente estabelecido por Veneza.
Encontrei mesmo registos de que esse financiamento à corte francesa, era feito pelos suiços já no séc. XVI.

Dizia se que el Rey de França queria vir a Italia; agora com este tamanho desbarato cumprirá mudar proposito, porque toda frança não tornará em quatro anos, segundo dizem, a pôr em pé outro tal exercito nem tam luzido como este era; e com suiços não se crê que aja por agora maneira de os mover, sendo mortos os que com eles valiam e podiam, e sendo necessario mais dinheiro para pagar-lhes o passado que quanto se despendeu ate agora.

(Corpo diplomático português, contendo os actos e relações politicas - Academia das Ciências)


Uma coisa parece clara - sempre foi tentado que o dinheiro servisse como contra-religião, pois com uma fé no dinheiro poderiam sobrepôr-se as outras fés menos materiais.

E de facto, creio que não enfatizei suficientemente o hermetismo, na relação entre o Hermes filosófico e o Hermes comercial, mas também não encontrei efectivamente nada de muito novo, já que os textos sobre o Hermes Trimegisto não referem nenhuma faceta de construir um domínio global pelo comércio.

Obrigado, José Manuel, e um abraço, com votos de Boas Festas.

De José Manuel a 20.12.2015 às 15:47

O segredo é a alma do negócio, efectivamente é difícil de "seguir o traço do dinheiro"...

A minha ideia inicial seria de contactar pela net os eventuais descendentes desta família Eugenie Brossy Ribeiro da Silva, e pensei começar a pesquisa no fórum do geneall, mas é complicado, e pela minha parte vai ficar mesmo em mais um " avoir en déshérence auprès de banques suisses", se a Maria Fonte ainda por aqui andar se desejar lá fazer um post poderá interessar alguém em Portugal.

Igualmente votos de boas festas ao caro Alvor - Da Maia.

Abraços

Melhores cumprimentos de Genebra
José Manuel

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